Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10773/25308
Title: Toxicity assessment of metallic nanoparticles on aquatic biota
Other Titles: Avaliação da toxicidade de nanopartículas metálicas em biota aquático
Author: Nunes, Pedro Miguel Xavier
Advisor: Lopes, Isabel Maria Cunha Antunes
Keywords: Nanoparticles
Hazard assessment
Toxicity
Biomedical applications
Aquatic biota
Defense Date: 20-Dec-2018
Abstract: The recent increase in the use of nanomaterials in the day-to-day context, is due to the emergence and development of the nanotechnology from the mid1980s when their bases began to be established. From this point onwards, there was a great interest of the scientific community to explore this new type of material with interesting and promising properties, given its high resistance, reduced size, anti-microbial properties, ease of synthesis, among many others. With advances in this field, these materials have become of common usage and now have multiple applications not only in the most varied fields of science, but also in practical life, where they began to integrate personal hygiene products, containers, infrastructures, food and even part of biomedical techniques in the treatment of cancer or in simple MRI scans. In this context, this study aimed at evaluating the influence of chemical composition and coating in the ecotoxicity of iron superparamagnetic nanoparticles (NPs) to freshwater biota. For this, two iron NPs coated with dopamine were selected to be studied: iron (II) selenide (Fe3Se4@Dopa) and iron (II) oxide (Fe3O4@Dopa). To assess the influence of coating in the toxicity of NPs, Fe3Se4 was also produced with levadopamine as a coating agent (Fe3Se4@Levodopa). For each of the NPs the following toxicity assays were carried out: 72-hour growth inhibition assay with the green alga Raphidocellis subcapitata, 7-day growth inhibition assay with the macrophyte Lemna minor, 24-hour mortality assay with rotifer Brachionus calyciflorus, 72-hour mortality and feeding inhibition with the cnidarian Hydra viridissima, and 96-hour embryo development assay with Xenopus laevis. No clear pattern of toxicity was observed in the tested nanoparticles. Per example, nanoparticles presenting less toxicity for the microalgae and hydras were the Fe3Se4@Levodopa ones, but this was the NP most toxic for L. minor. The species presenting higher sensitivity for all three tested nanoparticles was the rotifera B. calyciflorus, exhibiting significant mortality in concentrations of 17.6 mg/L. Although there is no information in scientific literature on expected concentrations of the NPs occurring in surface waters, based on previsions performed on other nanoparticles used more commonly in human products, it is expected that concentrations that induced effects on the present study (in orders of mg/L) are far above those that may occur in the environment in the near future.
O aumento da utilização de nanomateriais no contexto do dia a dia tem origem no desenvolvimento da nanotecnologia a partir de meados dos anos 80 do século passado, quando as suas bases começaram a ser estabelecidas. A partir daí verificou-se um enorme interesse da comunidade científica para explorar este novo tipo de materiais com propriedades interessantes e promissoras, dada a sua elevada resistência, reduzido tamanho, propriedades antimicrobianas, facilidade de síntese, entre muitas outras. Com os avanços na área, estes materiais tornaram-se comuns e com aplicações múltiplas não só nos mais variados campos da ciência, mas também da vida prática, onde começaram a integrar desde produtos de higiene pessoal, a recipientes, infraestruturas, alimentação e produtos de aplicação médica. No campo da medicina as nanopartículas de ferro têm sido muito utilizadas em técnicas no tratamento de cancro ou em simples exames de ressonância magnética. Neste contexto, o presente trabalho pretendeu avaliar a influência da composição química e tipo de funcionalização na ecotoxicidade de duas nanopartículas de ferro em organismos dulçaquícolas. Para atingir este objectivo foram selecionadas duas nanopartículas de ferro funcionalizadas com dopamina: seleneto de ferro, Fe3Se4@Dopa, e óxido de ferro, Fe3O4@Dopa. Para avaliar a influência do tipo de funcionalização da ecotoxicidade, as nanopartículas de Fe3Se4 foram também funcionalizadas com levadopamina (Fe3Se4@Levadopa). Para cada tipo de nanopartícula foram realizados os seguintes ensaios de toxicidade: inibição de crescimento após 72h de exposição com a microalga verde Raphidocellis subpacitata, inibição de crescimento após 7 dias de exposição com a macrófita Lemna minor, mortalidade após 24h de exposição com o rotífero Brachionus calyciflorus, mortalidade, malformações inibição da alimentação após 72h de exposição com Hydra viridissima, e desenvolvimento embrionário após 96 h de exposição com embriões de Xenopus laevis. Não foi observado um padrão claro de toxicidade entre as nanopartículas. Por exemplo, as nanopartículas que apresentaram menor toxicidade para a microalga e hidra foram as de Fe3Se4@Levadopa, mas, estas nanopartículas foram também as que apresentaram maior toxicidade para L. minor. A espécie que apresentou maior sensibilidade a estas nanopartículas foi o rotífero B. calyciflorus, que apresentou mortalidade significativa a concentrações de 17.6 mg/L para as três nanopartículas. Apesar de não haver informação na literatura científica acerca das concentrações previstas ocorrerem em águas superficiais para estas nanopartículas, com base em previsões feitas para outras nanopartículas que são utilizadas em maiores quantidades em produtos de consumo humano, prevê-se que as concentrações que provocaram efeitos no presente estudo (na ordem das mg/L) estarão muito acima das que poderão ocorrer no ambiente num futuro próximo.
URI: http://hdl.handle.net/10773/25308
Appears in Collections:DBio - Dissertações de mestrado
UA - Dissertações de mestrado

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