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dc.contributor.authorArjmandzadeh, R.pt
dc.contributor.authorSantos, J. F.pt
dc.contributor.authorRibeiro, S.pt
dc.date.accessioned2013-09-20T09:33:53Z-
dc.date.available2013-09-20T09:33:53Z-
dc.date.issued2013-09-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10773/11020-
dc.description.abstractA associação de rochas intrusivas hipabissais, de textura geralmente porfirítica, da zona de Dehsalm faz parte da cintura vulcano-plutónica do Bloco de Lut, na parte central da região oriental do Irão. Estudos anteriores incidindo sobre a alteração, as mineralizações e o papel dos fluidos hidrotermais revelaram que, em consequência da instalação das referidas rochas intrusivas, teve lugar a actividade de um sistema mineralizante do tipo pórfiro de Cu-Mo (Arjmandzadeh et al., 2013). As rochas estudadas neste trabalho variam desde as composições gabro-dioríticas até às graníticas, com predomínio das monzoníticas e quartzo-monzoníticas, e apresentam características geoquímicas de sequência calco-alcalina rica de potássio a shoshonítica, de zona de arco vulcânico. A conjugação da informação petrográfica com a projecção dos dados de elementos maiores em diagramas de Harker sugere que a cristalização fraccionada de clinopiroxena, plagioclase, horneblenda, apatite e óxidos teve um papel fundamental na diferenciação magmática. Nos perfis multi-elementares normalizados em relação ao manto primordial nota-se um nítido enriquecimento de elementos litófilos de grande raio iónico, como o Rb, o Ba e o Cs, e empobrecimento de alguns elementos com grande força de campo, como o Nb, o Ti, o Y e as terras-raras pesadas. Quanto aos perfis de lantanídeos com normalização condrítica, eles mostram, por um lado, um nítido fraccionamento entre as terras-raras leves e as pesadas, com valores elevados de LaN/YbN (21.5 to 31.0), enquanto, por outro lado, são desprovidos de anomalias de Eu. Na associação intrusiva de Dehsalm, registam-se ainda valores entre 31.6 e 72.2 para a razão Sr/Y e entre 21.5 e 33.5 para La/Yb, o que revela que, apesar de serem ricas de potássio, estas rochas possuem alguma afinidade adaquítica. As análises isotópicas efectuadas para o sistema Rb-Sr permitiram obter uma idade de 33 ± 1 Ma (87Sr/86Sr inicial = 0.70481 ± 0.00001; MSWD = 0.112), definida pelas composições de rocha total, feldspato e biotite de uma amostra de quartzo-monzonito. O resultado referido pode ser interpretado como sendo muito próximo da idade de intrusão, tendo em conta que a amostra escolhida tem uma textura que indica um rápido arrefecimento do magma e que, além disso, a composição mineralógica não inclui testemunhos significativos de alteração. A idade agora obtida coincide, considerando a margem de erro, com um dado geocronológico reportado num estudo anterior (Arjmandzadeh et al., 2011) efectuado em materiais semelhantes na área de Chah-Shaljami, a qual se situa a NW da presente zona de estudo, ao longo do bordo oriental do Bloco de Lut. Os valores de 87Sr/86Sr(33Ma) e εNd(33Ma) variam de 0.70481 a 0.70508 e de +1.5 a +2.5, respectivamente, o que é compatível com uma fonte, para os magmas parentais, em ambiente de cunha mantélica supra-subducção. Adicionalmente, as gamas estreitas das composições isotópicas indicam que a contribuição crustal para a diversificação magmática não foi significativa. Conciliando os diferentes tipos de dados geoquímicos - isotópicos, oligoelementares e macroelementares - parece poder sugerir-se que os líquidos parentais se terão originado por fusão de uma fonte mantélica metassomatizada, em que a granada se comportou como fase residual, enquanto a flogopite terá contribuído para os fundidos gerados. Quer as características geoquímicas dos pórfiros de Dehsalm, quer a sua associação com mineralizações de Cu-Mo estão de acordo com a sua instalação em ambiente de arco continental maduro, o qual deverá estar relacionado com a convergência das placas do Afeganistão e de Lut durante o Oligocénico. As características dos granitóides de Dehsalm revelam uma forte afinidade com as rochas contemporâneas de Chah-Shaljami, estudadas por Arjmandzadeh et al. (2011). O facto de em Dehsalm estar presente um leque mais amplo de litologias, incluindo composições mais máficas (nalguns casos, praticamente gabróicas) do que as encontradas em Chah-Shaljami, reforça a ideia, já apresentada no trabalho anterior, de os magmas parentais terem origem mantélica.pt
dc.language.isoporpt
dc.publisherIlustre Colegio Oficial de Geólogospt
dc.relationFCT - PEst-C/CTE/UI4035/2011pt
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectMagmatismo calco-alcalino a shoshoníticopt
dc.subjectOligocénicopt
dc.subjectGeoquímica isotópicapt
dc.subjectIdade Rb-Srpt
dc.subjectPlacas do Afeganistão e de Lutpt
dc.titleDados geocronológicos e geoquímicos sobre o cortejo hipabissal de Dehsalm (leste do Irão): contributo para o conhecimento do arco vulcânico terciário no limite oriental do Bloco de Lutpt
dc.typeconferenceObjectpt
dc.peerreviewedyespt
ua.publicationstatuspublishedpt
ua.event.date16-18 setembro, 2013pt
ua.event.typecongresspt
degois.publication.firstPage5pt
degois.publication.lastPage7pt
degois.publication.locationSoria, Espanhapt
degois.publication.titleIX Congreso Ibérico, XI Congreso Nacional de Geoquímica: Sesión de pósterpt
dc.relation.publisherversionhttp://www.icog.es/gq2013/index.htmlpt
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