Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10773/26618
Title: Phage therapy in the inactivation of Pseudomonas syringae pv. actinidiae in kiwifruit plants
Other Titles: Terapia fágica na inativação de Pseudomonas syringae pv. actinidiae em plantas de kiwi
Author: Pinheiro, Larindja Amanda Monteiro
Advisor: Almeida, Adelaide de
Pereira, Carla Sofia Gomes
Keywords: Phage therapy
Bacteriophage
Pseudomonas syringae pv. actinidiae
Kiwifruit canker
Issue Date: 15-Jul-2019
Abstract: Pseudomonas syringae (P. syringae) is the causative agent of diseases in a wide variety of plants and includes more than 60 pathovars. Pseudomonas syringae pv. actinidiae (Psa) is one of the pathovars of this species and the causative agent of bacterial cancer in kiwifruit plants. Psa is responsible to high economic losses, seriously affecting the global production of kiwifruit in many countries, including Portugal. The most common treatments for biocontrol of Psa and other infections caused by Pseudomonas syringae pathovars in plants involve copper derivatives and /or antibiotics. However, these treatments should be avoided due to both their high toxicity and development of bacterial resistance. One promising alternative to conventional treatments is the use of phage therapy to control Psa infections in plants. Phages are bacterial viruses and their antibacterial nature through induction of bacterial lysis, their high host specificity and rapid reproduction enable them to control bacterial populations. The use of phages to control bacterial infections has been reported across numerous fields by many researchers. However, there is no report regarding the use of phages to eliminate Psa in kiwifruit plants. Thus, the objective of this work was to evaluate the efficacy of phage therapy to inactivate or reduce Psa in kiwifruit plants. Phage Ф6 (a commercially available and safe phage) was characterized in order to evaluate its potential application in the control of diseases caused by P. syringae, namely caused by Psa. Initially, phage 6 was characterized in terms of host range, latent period, burst size, adsorption to the host and development phage-resistant mutants using its natural host P. syringae pv. syringae. As the kiwifruit plants are exposed to the natural variability of environmental factors, the influence of pH, temperature, solar radiation and UV radiation on phage 6 viability was also evaluated. First, the phage-bacteria interaction was characterized in vitro, using liquid culture medium at MOI of 1 and 100. The results revealed that the phage exhibited a broad lytic spectrum against the tested bacteria, infecting, besides the host P. syringae, the Psa strains CRA-FRU 12.54 and CRA-FRU 14.10. The phage at MOI 1 and 100, can be an effective alternative to control the species P. syringae. However, the MOI of 1 (maximum reduction of 3.9 log CFU/mL) was more effective than MOI of 100 (maximum reduction of 2.6 log CFU/mL). The viability of phage  6 in PBS was primarily affected by UV-B radiation exposure (decrease of 7.3 log PFU/mL after 8 h), solar radiation exposure (decrease of 2.1 PFU/mL after 6 h) and high temperatures (decrease of 8.5 PFU/mL after 6 days at 37 °C). The viability of the phage was not significantly affected by conditions as lower temperatures (decrease 2.0 log PFU/mL after 67 days at 15 °C and 25 °C) and pH (decrease 2.3 log PFU/mL at pH 7 and 7.5 and 2.7 log PFU/mL at pH 6.5). Second, to confirm if this phage can be used to control the Psa strains CRA-FRU 12.54 and CRA-FRU 14.10, in vitro, using liquid culture medium, and ex vivo experiments, using artificially contaminated kiwifruit leaves, were done. In the in vitro assays, a reduction of approximately 2.0 log CFU/mL of both Psa strains was observed after 24 h of incubation. In the ex vivo tests, the decrease was lower after 24 h of incubation, 1.1 log CFU/mL of reduction for Psa CRA-FRU 12.54 and 1.8 log CFU/mL of reduction for Psa CRA-FRU 14.10. Overall, phage therapy showed to be an effective and safe method to inactivate the Psa in kiwifruit plants. In order to exploit the full potential of this therapy, further studies are needed, namely field studies in kiwifruit orchards, applying the phages at the end of the day or during night period in order to avoid phage inactivation by UV radiation and high temperature
Pseudomonas syringae é um agente causador de doenças numa ampla variedade de plantas e inclui mais de 60 pathovars. Pseudomonas syringae pv. actinidiae (Psa) é um dos pathovars desta espécie e o agente causal de cancro bacteriano em plantas de kiwi. A Psa é responsável por grandes perdas económicas, afetando seriamente a produção global de kiwis em muitos países, incluindo Portugal. Os tratamentos mais comuns para o biocontrolo de infeções causadas pelos diversos pathovars de Pseudomonas syringae em plantas envolvem derivados de cobre e / ou antibióticos. No entanto, estes tratamentos devem ser evitados devido à sua elevada toxicidade e ao desenvolvimento de resistências a estes químicos nas bactérias. Uma alternativa promissora aos tratamentos convencionais é o uso da terapia fágica. Os fagos são vírus que infetam bactérias, sendo considerados antibacterianos por serem capazes de causar lise bacteriana, apresentar especificidade e replicação rápida. O uso de fagos para controlar infeções bacterianas tem sido relatado por vários investigadores em diversas áreas. No entanto, não há nenhum estudo sobre o uso de fagos para eliminar Psa em plantas de kiwi. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia da terapia fágica para controlar infeções causadas por P. syringae em plantas. O fago 6 (fago seguro e disponível comercialmente) foi caracterizado de forma a avaliar a sua potencial aplicação no controlo de doenças causadas por P. syringae, nomeadamente as causadas por Psa, e também causadas pelo seu hospedeiro natural P. syringae pv. syringae. Inicialmente, o fago 6 foi caracterizado em termos de gama de hospedeiros, período latente, número de explosão, adsorção ao hospedeiro e desenvolvimento de mutantes resistentes aos fagos utilizando o seu hospedeiro natural P. syringae pv. syringae. Tendo em conta que, as plantas de kiwi estão expostas à variação natural dos fatores ambientais, a influência do pH, temperatura, radiação solar e radiação UV na viabilidade do fago 6 também foi avaliada. Inicialmente, a interação fago-bactéria foi caracterizada in vitro, utilizando meio de cultura líquido, à MOI de 1 e 100. Os resultados monstraram que o fago exibe um amplo espectro lítico, infectando além do hospedeiro P. syringae, as estirpes de Psa CRA-FRU 12.54 e CRA-FRU 14.10. Os ensaios in vitro de mostraram que o uso do fago 6 na MOI de 1 e 100, pode ser uma alternativa eficaz ao controle de P. syringae. No entanto, a MOI de 1 (redução máxima de 3,9 log UFC / mL) foi mais eficaz que a MOI de 10 e 100 (redução máxima de 2,6 log UFC / mL). A viabilidade do fago 6 foi principalmente afetada pela exposição à radiação UV-B (diminuição de 7,3 log UFP / mL após 8 horas), exposição à radiação solar (diminuição de 2,1 PFU / mL após 6 horas) e altas temperaturas (diminuição de 8,5 UFP / mL após 6 dias a 37 °C e decréscimo de apenas 2,0 log UFP / mL após 67 dias a 15 °C e 25 °C ). A viabilidade do fago não foi significativamente afetada a temperaturas mais baixas (diminuição de 2,0 log PFU / mL após 67 dias a 15 °C e 25 °C) e pH na gama 6,5-7,0 (diminuição de 2,3 log PFU / mL em pH 7 e 7,5 e 2,7 log PFU / mL a pH 6,5). Numa segunda fase, para confirmar que este fago pode ser utilizado para controlar as estirpes de Psa CRA-FRU 12.54 e CRA-FRU 14.10, realizaram-se ensaios in vitro, em meio de cultura líquido, e ex vivo, utilizando folhas de kiwis artificialmente contaminadas. Nos ensaios in vitro, foi observada uma redução de aproximadamente 2,0 log UFC/ mL para as duas estirpes de Psa após 24 h de incubação. Nos testes ex vivo, a redução foi menor após 24 h de incubação (1,1 log UFC/mL no caso da estirpe Psa CRA-FRUA 12.54 e 1,8 log UFC/mL no caso da estirpe Psa CRA-FRU 14.10). A terapia fágica mostrou ser um método eficaz e seguro para inativar a Psa nas plantas de kiwi. A fim de explorar todo o potencial desta terapia, são necessários mais estudos, nomeadamente estudos no campo, em pomares de kiwis, aplicando os fagos no final do dia ou durante o período noturno para evitar a inativação do fago pela radiação UV e pela temperatura alta
URI: http://hdl.handle.net/10773/26618
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