Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10773/24644
Title: Estudo de teores de mercúrio total em pleuronectiformes na Ria de Aveiro
Author: Guiomar, Sónia Adriana da Cunha
Advisor: Rebelo, José Eduardo
Keywords: Mercúrio - Toxicidade
Contaminação da água - Ria de Aveiro (Portugal)
Ecossistemas aquáticos - Ria de Aveiro (Portugal)
Toxicologia - (Portugal)
Toxicologia
Defense Date: 2002
Abstract: Os ecossistemas aquáticos estão sujeitos a uma excessiva pressão humana, urbana e industrial que se reflecte em elevados níveis de poluição, nomeadamente de metais pesados. Estes metais tendem a permanecer nos ecossistemas, bem como a se moverem dentro das cadeias alimentares aquáticas (Jop et al., 1997), apresentando nocividade para o consumo humano. A tomada de consciência para este problema desencadeou um conjunto de estudos, direccionados na determinação dos seus níveis em peixes utilizados na alimentação humana (Kalay et al., 1999). O mercúrio (Hg) é um dos metais que apresenta elevada toxicidade, ocorrendo numa variedade de compostos orgânicos e inorgânicos, nos três diferentes estados físicos da matéria ou em solução (Meili et al., 1997), apresentando estes compostos a particularidade de persistirem no meio ambiente, em constante reciclagem entre si (Lima, 1986). Sendo o meio aquático aquele que regista uma contaminação mais acentuada por este metal, é importante compreender o ciclo biogeoquímico do mercúrio neste mesmo meio (Clarkson, 1992; Bloom, 1991; Watras & Bloom, 1992). A contaminação dos peixes por compostos mercuriais depende de diversos factores de natureza biológica, geológica, química e física (Nater & Grigal, 1992; Jackson, 1990). A biomagnificação da contaminação mercurial ao longo das cadeias tróficas marinhas conduziu a intoxicações humanas de vulto (Boudou & Ribeyre, 1997; Calabuig, 2000), como as ocorridas na Baia de Minamata e em Niigata, no Japão. A toxicidade humana do mercúrio deve-se fundamentalmente ás suas formas orgânicas, em particular ao metilmercúrio, com efeitos deletérios a nível neurológico (Goodman & Gilman's, 1992), limitando-se a toxicidade das formas inorgânicas a intoxicações de natureza ocupacional (Magalhães, 1998). Diversos estudos realizados em diferentes espécies de peixes e crustáceos permitiram verificar a ocorrência de níveis acentuados de contaminação mercurial (Yeardley et al., 1998; Kannan et al., 1998; Rose et al., 1999; Szefer et al., 1999) assim como claras evidências de biomagnificação (Bowles et al., 2001; Olivero et al., 1997). A Ria de Aveiro é um local onde se registam níveis elevados de poluição por compostos mercuriais, não só pela sua natureza lagunar, mas sobretudo por fontes de origem antropogénica (Santos, 1997; Pereira et al., 1998a), sendo a sua fauna também sujeita a contaminação mercurial como demonstram os estudos realizados por Lucas et al., 1986; Lima, 1986; Pombo, 1996; Magalhães, 1998 e Abreu et al., 2000. O objectivo deste trabalho centrou-se na avaliação espacio-temporal de teores de mercúrio em solha-das-pedras (Platichthys flesus), capturada em sete regiões do espaço lagunar (Areão, Barra, Carregal, Largo do Laranjo, Rio Novo do Príncipe, São Jacinto e Vagos), tendo-se verificado que o Largo do Laranjo regista ainda os teores mais elevados contaminação. Este estudo revelou ainda a presença de níveis de mercúrio consideráveis na zona do Areão, contrariamente ao que seria de esperar. A avaliação do efeito de diluição corporal concretizou-se pela análise da relação peso/tamanho dos peixes em consonância com a concentração de mercúrio total encontrada, verificando-se que a maior expressão desta mesma diluição ocorreu no Areão e para valores de relação peso tamanho superiores a dois. Os resultados encontrados formulam novas hipóteses de estudos na persecução da análise da contaminação mercurial.
URI: http://hdl.handle.net/10773/24644
Appears in Collections:DBio - Dissertações de mestrado
UA - Dissertações de mestrado

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