Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10773/21423
Title: Variações climáticas e "input" terrígeno no prodelta do Tejo durante os últimos 13,5 ka
Author: Rodrigues, Teresa Alexandra Ribeiro
Advisor: Silva, Eduardo
Fátima Abrantes
Joan Grimalt
Keywords: Geoquímica ambiental
Paleoceanografia
Alcalóides
Alcanos
Sedimentos - Rio Tejo (Portugal)
Defense Date: 2003
Publisher: Universidade de Aveiro
Abstract: Este trabalho com o título: Variações climáticas e inputs terrigenos no Prodelta do Tejo durante os últimos 13.5ky, insere-se no projecto de investigação Paleoceanografia e Ambiente em desenvolvimento no DGM do IGM, tem como principal objectivo a condução da investigação cientifica necessária à documentação das mudanças globais, regionais e locais inscritas nos sedimentos da margem continental Portuguesa, com vista a um melhor conhecimento da paleoceanografia do Oceano Atlântico, e contribuir para avaliar as alterações devidas a fenómenos naturais e à actividade humana. É neste contexto que surge. Para a concretização dos objectivos propostos, realizou-se: a) A caracterização de sedimentos depositados na Plataforma Continental adjacente ao rio Tejo, no que respeita à abundância relativa de n-alcanos, n-alcoois e alcanonas; b) A avaliação do input terrigeno provenientes do Tejo a partir da análise de n-alcanos e n-alcanois; c) A determinação da Temperatura da Superfície dos Oceanos (SST) utilizando as alcanonas como indicador. em duas sequencias sedimentares (cores) (D13882 e D13902), recolhidos durante a campanha Discovery 249 em 2000 e um boxcore PO286-26-1B recolhido durante a campanha PALEO 1 em Maio de 2002. Foram analisadas 152 amostras de sedimentos marinhos (56 amostras do core D13902; 63 do core D13882 e 33 amostras do boxcore PO287-26-1B) segundo os procedimentos de análise do Laboratório de Química Ambiental do Consejo Superior de Investigaciones Cientificas (ICER – CSIC- Barcelona). Para além destes procedimentos foi também realizada a análise granulométrica e elementar CHNS, segundo os procedimentos do Laboratório de Geologia Marinha – IGM, neste caso a 598 amostras do Core D13902, 33 amostras do boxcore PO287-26-1B e a 56 amostras do core D13882. Os três cores analisados constituem uma sequência sedimentar que regista os últimos 13,5cal. ka Age. BP. Os resultados obtidos demonstram uma elevada concentração de n-alcanos e n-alcanois, face à concentração de alcanonas o que indica uma componente terrigena importante e o rio como principal fonte de material depositado na área. Os registos de n-alcanos e de n-alcoois revelam a mesma distribuição indicando uma boa preservação de matéria orgânica ao longo de toda a sequência sedimentar. Os registros de temperatura de superfície do oceano (SST) revelam máximos na ordem de 19ºC e mínimos de 8ºC. Durante o Holocénico a SST varia entre os 15 e os 19 ºC exibindo os valores mínimos durante o evento conhecido como Pequena Idade do Gelo (Little Ice Age – LIA) (período entre 1300 a 1800 anos AD). As temperaturas mínimas (8ºC e 9ºC) foram registadas durante Younger Dryas, evento centrado há aproximadamente 12 ka BP. Estes intervalos de baixa temperatura são marcados por um aumento na concentração total de alcanonas e em carbono orgânico, o que reflecte um aumento da produtividade. As amostras utilizadas para identificação e contagem de cocolitóforos dão indicação de um domínio do género Gephyrocapsid no qual se destacam a espécie G. oceânica e um grupo de “Small” Gephyrocapsid como responsáveis pela produção de alcanonas na área. A presença da alcanona tetrainsaturada (C37:4) associada a mínimos de temperatura poderá estar relacionado com as entradas de água doce reflectindo as alterações na influência das águas vindas do rio Tejo.
Sea surface temperatures and river input have been reconstructed from long chain alkenones and n-alkanes respectively, for a 13,5kyr sedimentary sequence recovered from the Portuguese Margin on the Tagus prodelta (38ºN, 9ºW; PO287-26-1B; D13902; D13882). The age model has been constructed from five 14C AMS 1 data and a correlation to core SU8118. The surface sediment was dated by 210Pb. In the upper part of this sequence (2001 cal. Age to 11,5ky BP) temperatures ranged between 15ºC and 19ºC, exhibiting the lowest values during the Little Ice Age. This low temperature interval is marked by a general increase in organic carbon and total alkenones concentration pointing to increased productivity. Minima sea surface temperature occured during the Younger Dryas (8ºC) This minima corresponded to an increase in the proportion of the tetra unsaturated alkenone (%C37:4), possibly reflecting the influence of less saline waters originated from iceberg melting, as proposed by Bard et al. (Nature 2000). N-alkanes and n-alcohols show a parallel downcore trend indicating a common origin for terrigenous material and very good preservation of organic matter throughout the sequence. In addition, the paralleslim of these two molecular markers with C37 alkenones suggest that river input was the main source of nutrients to the area and the responsible factor for increased coccolithophore production during the last 13,5 ky cal. Age BP. In terms of coccolith assemblages, G. oceanica and other small gephyrocapsid, were the dominant species.
Description: Mestrado em Geoquímica Ambiental
URI: http://hdl.handle.net/10773/21423
Appears in Collections:GEO - Dissertações de mestrado
UA - Dissertações de mestrado

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