Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10773/18837
Title: Lesões musculares esqueléticas induzidas pela MDMA (‘Ecstasy’) e pelo exercício físico
Author: Leão, Anabela Pereira
Advisor: Amado, Francisco
Duarte, José Alberto Ramos
Keywords: Drogas sintéticas - Efeitos fisiológicos
Métodos biomoleculares
Exercício físico - Aspectos fisiológicos
Sistema músculo-esquelético - Lesões
Defense Date: 2003
Publisher: Universidade de Aveiro
Abstract: Com este trabalho procurou-se estudar, no músculo soleus de ratinho, os efeitos da administração da MDMA e da sua associação com o exercício físico. Para isso utilizaram-se 72 ratinhos Charles River CD1, distribuídos ao acaso por quatro grupos experimentais (n=18/grupo), que foram sujeitos à administração intraperitoneal de soro fisiológico e/ou 3,4- metilenodioxometanfetamina (MDMA) na dose de 10 mg/Kg. Destes grupos organizaram-se subgrupos (n=6), dos quais alguns foram submetidos ao exercício físico em tapete rolante, no plano horizontal, durante 90 minutos, a 75% da velocidade máxima dos animais Procedeu-se à avaliação de diferentes parâmetros, metabólico (temperatura subcutânea), bioquímico plasmático (creatina cínase-CK) e bioquímicos musculares (mieloperoxidase–MPO e Nacetil ?-glucosaminidase–NAG), em diferentes momentos de avaliação (0, 24 e 48 horas após a administração intraperitoneal de solução salina e/ou MDMA). Todo o protocolo experimental foi acompanhado pela avaliação morfológica do tecido muscular esquelético à luz da microscopia óptica e electrónica, quantificando-se as fibras lesadas (alteração do padrão estriado, vacuolização sarcoplasmática, necrose segmentar e núcleos em posição central). Neste contexto verificou-se que a CK plasmática apresentava o pico de actividade enzimática imediatamente após o exercício para todos os grupos experimentais. Constatou-se ainda que a MDMA produziu um efeito hipertérmico significativo nos animais, não se verificando qualquer influência do exercício físico. A análise morfológica demonstrou que a acção exercida pela MDMA originou, uma lesão muscular extensa expressa pelo número de fibras lesadas. Averiguou-se ainda que esta droga de abuso causa um infiltrado essencialmente linfocitário, verificando-se o pico às 24 horas após o exercício, sendo progressivamente substituído por neutrófilos e/ou macrófagos, como indiciam os valores da MPO e NAG. Pode-se concluir que a MDMA possui um efeito tóxico sobre as fibras musculares e que se prolongam por mais tempo para o grupo que foi sujeito em simultâneo ao exercício físico, o que pronuncia um fenómeno lesivo mais intenso.
This work presents the in vivo performed study for the evaluation of MDMA’s skeletal muscle toxicity, in an attempt to contribute for the understanding of the possible mechanisms involved in this effect. For this purpose were used 72 Charles River CD-1 mice (30-40g), randomly distributed by 4 groups (n=18 mice/group), and submitted to an i.p. injection of 0,1 mL of sterile saline and 10mg/Kg of 3,4-methylenedioxymethamphetamine (MDMA), using sterile saline as vehicle. Some of these groups were subjected to a treadmill level run at 75% of the maximal speed of these mice, during 90 minutes. Immediately before sacrifice 1 mL of blood was collected from inferior vena cava of all animals to quantify plasma creatine kinase activity as an indirect marker of skeletal muscle injury. Both soleus muscles were completely removed, homogenised, and the supernatant was used to the determination of biochemical parameters: N-acetyl-glucosaminidase and mieloperoxidase at different evaluation moments (0, 24 and 48 hours after injection). Cross sections and longitudinal sections of soleus fibers were morphometrically evaluated using a light microscope for an estimation of the percentage of fibers showing any structural alterations (alterations of the striation pattern, sarcoplasmic vacuolisation, segmental necrosis and central nuclei). Ultrathin sections were examined in a Hitachi H9000-NA electron microscope for a qualitative evaluation of the ultrastructure alterations. It was shown that MDMA produces a toxic effect on muscle fibers, observed by the creatine kinase release 90 minutes after the injection, for all o the experimental groups. It was also verified that MDMA produced a significant hyperthermic effect in the animals. The morphological evaluation demonstrated that MDMA induce an extense muscle damage, exposed by the number of damaged fibers. Furthermore, the MDMA administration results in a lymphocyte infiltrate, 24 hours after exercise, observed in the muscle fibers cross sectional areas. These cells were progressively replaced by neutrophils or macrophages, as demonstrated by the activities of myeloperoxidase and N-acetyl-? - glucosaminidase. It can be concluded that the administration of MDMA produced an extreme muscle injury longer in the animals that were submitted to a simultaneous physical exercise, which denotes a more damaging process.
Description: Mestrado em Métodos Biomoleculares Avançados
URI: http://hdl.handle.net/10773/18837
Appears in Collections:DQ - Dissertações de mestrado
UA - Dissertações de mestrado

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