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 Decomposição in situ de Phragmites australis: comunidades bacterianas
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/885

title: Decomposição in situ de Phragmites australis: comunidades bacterianas
authors: Martins, Patrícia Tavares
advisors: Quintino, Victor Manuel dos Santos
keywords: Biologia marinha
Ecossistemas marinhos
Salinidade
Biodegradação
Comunidades bióticas
issue date: 2009
publisher: Universidade de Aveiro
abstract: A utilização de sacos de folhas submersos em estudos de decomposição é um método frequentemente utilizado para estudar ecossistemas de água doce. Usualmente recorre-se ao calculo da taxa de decomposição das folhas, ao padrão temporal das comunidades de macroinvertebrados e à colonização das comunidades microbianas, uma vez que durante a degradação das folhas ocorre uma sucessão de organismos, que reflecte um ajustamento das comunidades biológicas do ambiente envolvente. Neste trabalho pretende-se estudar as comunidades bacterianas que colonizam as folhas de Phragmites australis colocadas em sacos submersos num estuário e recolhidas após 3, 7, 15, 30 e 60 dias de submersão. O trabalho decorreu no canal de Mira, na Ria de Aveiro, onde foram definidas 3 áreas de amostragem (A, C e E). As comunidades bacterianas foram analisadas recorrendo a métodos moleculares, nomeadamente através da electroforese em gel com gradiente desnaturante (DGGE). Neste trabalho foi possível observar que as comunidades bacterianas colonizadoras das folhas são distintas em cada dia em todas as estações de amostragem, com excepção do 15º dia. Junto à embocadura do estuário (zona A) as comunidades bacterianas são idênticas apenas no 3º e 7º dia, apresentando diferenças significativas entre os restantes tempos de amostragem. Na região mediana do estuário (zona C) verifica-se que a comunidade bacteriana no 15º, 30º e 60º dias de amostragem não apresentam diferenças significativas, ao contrário do dia 3 e 7. No topo da região estuarina, em ambiente dulçaquicola (zona E), não foi possível analisar o 60º dia de amostragem, porém observa-se uma separação entre os dois primeiros dias de amostragem (3º e 7º) e os dois últimos (15º e 30º) nas comunidades bacterianas. Pela análise do número de ribotipos, verificou-se que apenas no 3º dia existem diferenças significativas entre as três zonas de amostragem e, no 60ºdia a zona C e E também são significativamente diferentes. Nos restantes dias o número de ribotipos é semelhante em todas as zonas. Foi ainda possível verificar que para a zona A e a zona E, não existem diferenças significativas no número de ribótipos ao longo do tempo, ao contrário do que acontece na zona C, onde ocorre um aumento gradual do número de ribotipos ao longo do tempo. ABSTRACT: The use of leaf-bags to study leaf litter decomposition is a method often used in freshwater ecosystems. Usually these studies use the rate of leaf decomposition, the temporal pattern of macroinvertebrate communities and colonization of microbial communities, because during the leaves breakdown a succession of organisms occurs, which reflects an adjustment of the biological communities in the surrounding environment. The aim of this work was to study the bacterial communities that colonize Phragmites australis leaves in the litter bags, in an estuary, after 3, 7, 15, 30 and 60 days of submersion. The work took place in Mira channel, in Ria de Aveiro, where 3 sampling sites were established along a salinity gradient. Bacterial communities were analyzed using molecular methods, namely by denaturing gradient gel electrophoresis (DGGE). In this study it was observed that the bacterial communities that colonize the leaves submerged in Ria de Aveiro are different at all sampling sites on each day, except the 15th. At the mouth of the estuary (site A), the bacterial communities are identical in the 3rd and 7th day, showing significant differences between the remaining sampling times. In the middle estuary (site C) the bacterial community in the 15th, 30th and 60th day did not differ significantly, unlike at days 3 and 7. At the head of estuary, in freshwater (site E), it was not possible to analyze the day 60, but there was a separation in the bacterial communities between the first two days of sampling (3 and 7) and the last two (15 and 30). The analysis of the number of ribotypes, showed that there are significant differences between the three sampling areas only in the 3rd day. In day 60 sites C and E are significantly different. In the remaining days the number of ribotypes is similar in all sites. It was also possible to see that for sites A and E, there are no significant differences in the number of ribotypes over time, contrary to what happened in site C, where there was a gradual increase in the number of ribotypes over time.
description: Mestrado em Biologia Marinha
URI: http://hdl.handle.net/10773/885
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