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 Polimorfismos no gene EGF : susceptibilidade para cancro na mulher
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/827

title: Polimorfismos no gene EGF : susceptibilidade para cancro na mulher
authors: Araújo, Ana Paula Gonçalves de
advisors: Medeiros, Rui Manuel de Medeiros Melo
Barroso, Sónia Alexandra Leite Velho Mendo
keywords: Biologia molecular
Polimorfismo
Variabilidade genética
Carcinogénese
Cancro
issue date: 2008
publisher: Universidade de Aveiro
abstract: Introdução: Os factores de crescimento desempenham um papel fundamental na regulação da proliferação celular, e o seu descontrolo é uma característica do desenvolvimento maligno. O gene EGF codifica um factor de crescimento que se liga ao receptor EGFR envolvido na activação das vias que promovem a proliferação, sobrevivência, migração e diferenciação celular, através da estimulação de uma cascata de cinases. Estudos recentes propõem que a variabilidade genética, como os SNPs, poderá desempenhar um papel significativo na predisposição para cancro. Objectivos: Neste estudo avaliou-se a correlação do polimorfismo do gene EGF, na posição 61 (A/G), e a susceptibilidade para cancro do ovário, mama e colo do útero. Material e Métodos: Para tal, procedeu-se à análise por PCR-RFLP, de 1442 amostras de DNA, 175 de indivíduos com carcinoma do ovário, 383 com caricinoma da mama, 384 com lesões cervicais e 500 mulheres sem doença oncológica. Resultados: Concluiu-se, neste estudo, que os indivíduos portadores do alelo G e com carcinoma do ovário tem menor risco de desenvolver esta neoplasia (OR=0,72; 95%CI: 0,55-0,94; p=0,012). Esta protecção também ocorre em mulheres com idade inferior a 53 anos (OR=0,63; 95%CI: 0,43-0,91; p=0,009), assim como para doença avançada (OR=0,63; 95%CI: 0,45-0,89; p=0,006). No tempo de aparecimento de doença, os portadores do genótipo GG apresentam este cancro mais tarde que os portadores do alelo AA (p=0.035). O mesmo efeito é observado no cancro da mama, observa-se menos risco para desenvolver a doença (OR=0,82; 95%CI: 0,08-1,00; p=0,012), assim como os portadores GG desenvolvem a doença mais tarde (p=0,041). As mulheres mais jovens, com cancro cervical em doença avançada e portadoras de G têm maior risco de desenvolver esta neoplasia (OR=3,17; 95%CI: 1,21-8,26; p=0,016). Discussão: Com base nestes resultados, pode inferir-se que a presença do alelo G poderá estar associada a um efeito protector para desenvolvimento de cancro do ovário e da mama. Estes carcinomas apresentam um aumento significativo de expressão de EGFR, e a protecção poderá ser explicada pelo facto dos portadores do alelo G terem maior produção de EGF, e de este estar envolvido na internalização e degradação do seu receptor e consequentemente ocorrer menor expressão de EGFR à superfície da célula. No carcinoma cervical um aumento do factor de crescimento poderá aumentar a sinalização das vias activadas por EGF por parte dos portadores G. ABSTRACT: Introduction: Growth factors perform an essential role in the cellular proliferation regulation and its miss control is a characteristic of malignant development. The EGF gene codifies a growth factor that binds to the EGF receptor involved in the activation of ways that promote the proliferation, survival, migration and cellular differentiation, through the stimulation of a kinase cascade. Recent studies propose that the genetic variability, as the SNPs, may perform a significant role in the cancer predisposition. This study had the objective of appraising the correlation of EGF gene A61G polymorphism and the susceptibility of ovarian, breast and cervical cancer. Material and methods: In this manner we proceeded to the analysis of 1442 DNA sample by PCR-RFLP, 175 people with ovarian cancer, 383 with breast cancer, 384 with cervical lesions and 500 women without cancer. Results: We concluded that G carriers with ovarian cancer had less risk of developing this neoplasia (OR=0,72; 95%CI: 0,55-0,94; p=0,012). This protection also occurs in women with ages below 53 years (OR=0,63; 95%CI: 0,43-0,91; p=0,009), as well advanced disease (OR=0,63; 95%CI: 0,45-0,89; p=0,006). In the time to onset disease analysis, GG genotype subjects present this cancer later than AA carriers (p=0.035). The same effect is observed in breast cancer with less risk to develop this disease (OR=0,82; 95%CI: 0,08-1,00; p=0,012) and the GG carriers develop this disease later (p=0,041). The younger women G carriers with advanced cervical cancer have more risk to develop this disease (OR=3,17; 95%CI: 1,21-8,26; p=0,016). Discussion: With support in these results, we can deduce that the presence of G carrier may be associated with the protection effect of ovarian and breast cancer development. These cancers show a significative increase of EGFR expression and this protection can be explained by the fact that G carrier subjects have a higher production of EGF and this one is involved in the internalization and degradation of its receptor and consequently occurring less EGFR expression at the cell surface. In cervical cancer an increase of this growth factor may increase the pathways activated to EGF in G carriers.
description: Mestrado em Biologia Molecular e Celular
URI: http://hdl.handle.net/10773/827
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UA - Dissertações de mestrado

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