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 Ecogeography of roe deer: relation with other ungulates in sympatry
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/7349

title: Ecogeography of roe deer: relation with other ungulates in sympatry
other titles: Ecografia do corço: relação com outros ungulados em simpatria
authors: Torres, Rita Maria Tinoco da Silva
advisors: Fonseca, Carlos Manuel Martins Santos
Linnell, John D. C.
keywords: Biologia
Corças - Distribuição geográfica
População animal
Ecologia animal
issue date: 9-May-2011
publisher: Universidade de Aveiro
abstract: Understanding the spatial distribution of organisms is a central topic in ecology. The European roe deer (Capreolus capreolus) population is in Portugal and Norway at the southwestern and northern edge of its distribution, respectively. Understanding the factors that act on these populations enlightens both local aspects concerning their conservation and wider scale aspects of the species bioclimatic envelope, which is crucial for being better able to predict the impacts of environmental change. The main aim of this thesis was to evaluate roe deer distribution in Portugal and Norway, two countries with contrasting landscapes, seasonality and with different anthropogenic pressure. The interspecific relationship with sympatric ungulates was also analysed. By using pellet group counts, we investigated habitat use of roe deer, identifying the major environmental descriptors, to understand the importance of forest structure, vegetation characteristics, landscape structure and human disturbance on their distribution. The analyses were based on presence – absence data and were carried out at two spatial scales. The results showed that habitat use of roe deer was different across countries. In Portugal, at the local scale, roe deer distribution was positively associated with high density of shrubs, especially heather and brambles, while the presence of red deer had a negative effect on their distribution. At a broad scale, roe deer was negatively associated with spatial heterogeneity, namely mean shape index and made less use of areas close to agricultural fields. In Norway, at the local scale, roe deer made more use of areas with high cover of deciduous trees and patches containing juniper and Vaccinium sp.. At a broad scale, roe deer use patches near edges between fields and forest. In both countries, roe deer make use of areas further away from roads. While in Norway roe deer in both summer and winter are always close to houses, in Portugal they are either far (summer) or indifferent (winter). Anthropogenic disturbance is better tolerated in Norway, where the importance of the critical season seems to be higher. Human disturbance may contribute to roe deer habitat loss in Portugal, while roe deer are able to persist close to humans in managed landscapes in Norway. In fact, some of the differences observed could be more due to the indirect impacts of human exploitation (e.g. presence of free-ranging dogs and hunting regulation) rather than the actual human presence or land-use per se. I conclude that the methodology and tools developed here are readily expandable to address similar questions in different contexts. Wildlife management would benefit greatly from a more holistic/integrative approach and that should include human aspects, as human disturbance is expected to continue increasing.

O conhecimento da distribuição das espécies é um tema central em Ecologia. O corço Europeu (Capreolus capreolus) encontra em Portugal e na Noruega os limites geográficos da sua ampla distribuição. A identificação de um envelope bioclimático, através de técnicas que correlacionem a ocorrência de uma espécie com factores ambientais, torna-se cada vez mais crucial para prever os impactos das mudanças ambientais. Adicionalmente, fornece um conhecimento essencial para a conservação e gestão da espécie e dos ecossistemas que esta integra. Esta tese teve como objectivo investigar os principais factores que afectam a distribuição do corço em ecossistemas contrastantes, em Portugal e na Noruega. Usando o método de contagem de excrementos, correlacionaramse os dados de presença – ausência desta espécie com uma série de factores que potencialmente afectam a sua distribuição (estrutura da floresta, características da vegetação, estrutura da paisagem e perturbação humana), em diferentes escalas espaciais. Analisaram-se também as relações interespecíficas com outras espécies de ungulados que partilham o mesmo habitat (o veado em Portugal e o alce na Noruega). Os resultados mostram que o uso do habitat do corço não é semelhante nos dois países. Em Portugal, a sua distribuição está positivamente associada a zonas de grande densidade de arbustos, especialmente urzes e arbustos espinhosos. A presença do veado tem um efeito negativo sobre a sua distribuição. A uma escala mais ampla, a distribuição do corço está negativamente associada com a heterogeneidade espacial e positivamente associada com a distância a campos agrícolas. Na Noruega, o corço usa preferencialmente áreas com elevada cobertura de Juniperus sp. e Vaccinium sp. e também de árvores caducifólias. A uma escala mais abrangente, o corço usa zonas de ecótono entre campos agrícolas e florestas. Em ambos os países, o corço usa sempre áreas distantes das estradas. Os factores antrópicos são percepcionados diferentemente pelo corço nos dois países: enquanto usa áreas próximas de habitações na Noruega (no Verão e Inverno), em Portugal encontra-se afastado (Verão) ou indiferente (Inverno) a essas mesmas áreas. Os resultados sugerem que, na Noruega, o corço parece ser mais tolerante à actividade humana do que em Portugal. De facto, algumas das diferenças observadas podem dever-se maioritariamente aos impactos indirectos induzidos pela acção humana (i.e. presença de cães assilvestrados, regulamento de caça), e não à real presença humana ou uso da terra per si. Este estudo sublinha a elevada plasticidade ecológica do corço e a sua capacidade para responder a diferentes cenários ecológicos ao longo da sua distribuição. Conclui-se que a metodologia e ferramentas desenvolvidas neste trabalho são facilmente expansíveis para responder a questões semelhantes em diferentes contextos. A gestão da vida selvagem certamente beneficiará de uma abordagem mais holística e que deve incluir uma dimensão humana, pois a perturbação humana certamente continuará a aumentar.
description: Doutoramento em Biologia
URI: http://hdl.handle.net/10773/7349
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