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 Qualidade do ar : a comunicação na construção do conhecimento científico e na promoção da mudança
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/3453

title: Qualidade do ar : a comunicação na construção do conhecimento científico e na promoção da mudança
authors: Oliveira, Marta Moreira Sales da Câmara
advisors: Lopes, Maria da Conceição de Oliveira
Lopes, Myriam Nunes
keywords: Ensino das ciências
Educação para a saúde
Qualidade do ar
Comunicação na aula
issue date: 2010
publisher: Universidade de Aveiro
abstract: O presente trabalho procura estabelecer uma ligação conceptual entre o conhecimento científico actual sobre a qualidade do ar ambiente e seus possíveis efeitos sobre a saúde humana e o papel essencial da comunicação na construção desse conhecimento, na promoção da aprendizagem e mudança de comportamentos, nomeadamente de crianças ao nível do 1CEB para que possam, no quotidiano, melhorar as suas práticas e intervir, a seu modo, nos seus contextos de vida para uma melhor qualidade da sua existência humana e social. Apesar de, nas últimas décadas, a qualidade do ar nas cidades ter melhorado significativamente, em particular na Europa, no período pós Revolução Industrial, persistem hoje em dia em várias metrópoles concentrações elevadas de poluentes atmosféricos, nomeadamente de ozono e partículas, que obrigam, de acordo com a Directiva-Quadro da Qualidade do Ar, à emissão de alertas à população. São diversas as patologias que podem ser exacerbadas pela inalação de ar ambiente onde estejam presentes concentrações mais ou menos elevadas de poluentes atmosféricos. Um grupo particular de risco são as crianças; em especial, as crianças portadoras de doenças respiratórias, sendo a asma brônquica associada a taxas de morbilidade apreciáveis e representando a principal causa de internamento em crianças com doença crónica. O conhecimento sobre a qualidade do ar e a sua importância na promoção da saúde, pode contribuir para promover a mudança de comportamentos no sentido da construção de práticas quotidianas autoprotectoras, possibilitando desta forma uma diminuição nos indicadores de doença. Portugal dispõe desde há alguns anos, de um sistema de informação online sobre a qualidade do ar ambiente; diariamente, está disponível a previsão do Índice da Qualidade do Ar, calculado com base na concentração de diversos poluentes e apresentado sob a forma de um código de cores. No entanto, informar não é sinónimo de comunicar. O acesso à informação, por si só, não garante que a comunicação ocorra, nem a construção do conhecimento científico. A investigação empírica desenvolvida no âmbito da dissertação que se apresenta utiliza a metodologia de investigação-acção. Explora estratégias de comunicação e aprendizagem sobre a qualidade do ar ambiente e seus impactes na saúde, potenciadoras da compreensão e construção de conhecimento científico e da participação activa das crianças envolvidas na situação. O estudo de caso foi desenvolvido com uma amostra de crianças com idades entre os 9 e os 10 anos e realizado em contexto extracurricular. Os resultados da avaliação realizada indiciam a ocorrência de aprendizagens, nomeadamente, no que respeita aos poluentes partículas e ozono, possíveis estratégias de autoprotecção respiratória e medidas que contribuem para a melhoria da qualidade do ar ambiente. Estes resultados indiciam, mais ainda, a importância da adopção de estratégias co-participativas de comunicação da ciência da qualidade do ar e colocam em questão o enfoque na mera transmissão de conhecimento, aqui se sugerindo a necessidade: (1) da existência de uma rotina educativa diária nas escolas de consulta do índice da qualidade do ar; (2) do desenvolvimento e divulgação de recursos pedagógicos na temática da qualidade do ar e promoção da saúde respiratória dirigidos, nomeadamente, aos alunos e professores do 1CEB, pais e profissionais de saúde. ABSTRACT: This dissertation seeks to linking current scientific knowledge on ambient air quality and its health effects, and the utmost communication role in building knowledge and promoting learning and behavioural change, namely with primary school children, so that they can act and improve their daily acting routines, contributing to a wider and better human and social existence. Although improvements in urban air quality occurred over the last decades, particularly in Europe after the Industrial Revolution, high levels of atmospheric pollutants remain nowadays, namely for ozone and particulate matter, which oblige the issue of alerts, according to the European Air Quality Regulation. Several diseases can be exacerbated due to the inhalation of polluted urban air. Children are at particular risk, especially those with pre-existing respiratory diseases; in these subjects, asthma is strongly linked with morbidity rates and constitutes hospital admissions main cause. Knowing the air quality and its relevance on the health status, can contribute to promote change behaviour regarding self protective daily routines, and preventing morbidity. Portugal has implemented, a few years ago, an ambient air quality online information system; an Air Quality Index based on several atmospheric pollutants concentrations is provided on a daily basis, through a colour code. Yet, informing and communicate are no synonyms. Having access to information, by itself, does not guarantee communication to occur, nor scientific knowledge to be built. This dissertation explores learning and communication strategies related to ambient air quality and its impacts, targeted for children, which can contribute in building participatory scientific knowledge. A case-study involving 9 to 10 years old children in extracurricular context is presented. The conducted evaluation allowed to spotting learning related to ozone and particulate matter, respiratory self protective daily routines and self actions that contribute to ambient air quality improvement. Moreover, this results seem to point the relevance of adopting co-participatory science communication strategies on air quality, and questions mere knowledge transmission, suggesting the need of: (1) promoting an educational routine of a daily access to the Air Quality Index; (2) developing educational materials regarding air quality and respiratory health promotion targeted, namely, at primary schools students and teachers, parents and health care providers.
URI: http://hdl.handle.net/10773/3453
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