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 Das dores de crescimento à dor de existir: representações literárias de adolescências feridas
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/15514

title: Das dores de crescimento à dor de existir: representações literárias de adolescências feridas
other titles: From pain in growing to pain in existence: literary representations of wounded adolescences
authors: Ramos, A. M.
Vernon, R.
keywords: Crossover fiction
Adolescência
Temas fraturantes
Romance
Focalização
Adolescence
Fracturing themes
Novel
Narrative point of view
issue date: 2015
publisher: Eduem - Editora da Universidade Estadual de Maringá
abstract: Pretende-se, neste estudo, proceder a uma análise comparada dos romances Ilha Teresa (2011), de Richard Zimler, e Lullabies for Little Criminals (2006), de Heather O’Neill, situados no domínio da crossover fiction, dadas as semelhanças existentes ao nível da perspectiva narrativa, centrada no universo adolescente, e dos processos de crescimento e de construção da identidade, marcados por conflitos e problemas, propondo um universo individual e/ou social de cariz disfórico. A análise pretenderá dar conta de uma tendência da ficção não exclusiva do romance juvenil (SILVA, 2012) ou mesmo do universo crossover (BECKETT, 2009; FALCONER, 2009), mas extensível à literatura dita institucionalizada, ao mesmo tempo em que permitirá identificar estratégias narrativas específicas dessa produção. O apagamento de fronteiras entre destinatários previstos, muitas vezes de intenção autoral, cada vez mais frequente, abre consideravelmente as possibilidades de leitura dos textos, ora interpretados numa certa linha de reprodução da realidade contemporânea, buscando o reconhecimento e a identificação dos leitores jovens com os universos recriados e a linguagem, ora permitindo a interseção de uma leitura crítica, questionadora, interrogando o mundo e as experiências que ele proporciona, como a habitualmente realizada pelos adultos.

The novels Ilha Teresa (2011), by Richard Zimler, and Lullabies for Little Criminals (2006), by Heather O'Neill, are analyzed and compared. The two novels belong to crossover fiction, due to similarities in their narrative perspective with a focus on the teenager world, the growth process and identity construction marked by conflicts and problems, proposing an individual and/or social universe of a dysphoric nature. The analysis identifies a non-exclusive trend of young people's fiction (SILVA, 2012) or even of the crossover universe (BECKETT, 2009; FALCONER, 2009), although also present in canonic literature, coupled to specific narrative strategies of this production. The erasure of borders between expected readers, frequently intended by the author, opens up several possibilities of text readings, sometimes interpreted within the reproduction of contemporary reality, seeking acknowledgement and identification of young readers with recreated worlds and language, sometimes intersecting critical and problematizing reading, questioning the real and the experiences it provides, as adults usually do.
URI: http://hdl.handle.net/10773/15514
ISSN: 1983-4675
publisher version/DOI: http://dx.doi.org/10.4025/actascilangcult.v37i3.26211
source: Acta Scientiarum. Language and Culture
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