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 Optimismo e vinculação na transição para o ensino superior: relação com sintomatologia psicopatológica, bem-estar e rendimento académico
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/1116

title: Optimismo e vinculação na transição para o ensino superior: relação com sintomatologia psicopatológica, bem-estar e rendimento académico
authors: Monteiro, Sara Otília Marques
advisors: Tavares, José
Pereira, Anabela Maria de Sousa
keywords: Psicologia cognitiva
Psicopatologia
Alunos do superior
Adaptação dos alunos
Rendimento dos alunos
issue date: 2008
publisher: Universidade de Aveiro
abstract: O presente estudo pretende analisar as relações existentes entre o optimismo disposicional e a vinculação (à mãe, ao pai, a outra pessoa significativa e vinculação global) e a adaptação psicológica e académica na transição para o ensino superior. Através de um design longitudinal, avaliámos uma amostra de estudantes do 1.º ano do ensino superior. Um total de 316 estudantes foi avaliado num primeiro momento (início do 1.º semestre) e um total de 141 estudantes foi avaliado num segundo momento (final do 1.º semestre). O optimismo disposicional foi avaliado através do Life Orientation Test – Revised (Scheier, Carver, & Bridges, 1994; versão Portuguesa: Monteiro, Tavares, & Pereira, 2006c) e a vinculação foi avaliada através da Avaliação de Relações Significativas (ARS; Monteiro, Tavares, & Pereira, 2006b). A adaptação na transição para o ensino superior avaliou-se através de indicadores de saúde mental e de rendimento académico. A sintomatologia psicopatológica foi avaliada através do Brief Symptom Inventory (BSI; Derogatis, 1982; versão Portuguesa: Canavarro, 1999a) e o bem-estar psicológico foi avaliado através da Échelle de Mesure des Manifestations du Bien-Être Psychologique (EMMBEP; Massé et al., 1998; versão Portuguesa: Monteiro, Tavares, & Pereira, 2006a). Os estudantes forneceram ainda indicadores de rendimento académico (n. º de disciplinas realizadas no 1. º semestre e a respectiva média global). Os principais resultados são: (a) o estudante do 1.º ano apresenta níveis de sintomatologia psicopatológica mais elevados do que a população normal e níveis de bem-estar psicológico mais reduzidos do que a população utilizada no estudo do instrumento de avaliação do bem-estar psicológico, no início e no final do 1.º semestre; (b) o estudante optimista demonstra uma melhor adaptação psicológica e académica, no início e no final do 1.º semestre; (c) o estudante com estilo de vinculação seguro (mãe, pai, outra pessoa significativa e vinculação global) demonstra os níveis mais reduzidos de sintomatologia psicopatológica, no início e no final do 1.º semestre; (d) o estudante com estilo de vinculação preocupado (mãe, pai e vinculação global) demonstra os níveis mais elevados de bem-estar psicológico, no início e no final do 1.º semestre (e) o estudante com estilo de vinculação seguro (outra pessoa significativa) demonstra os níveis mais elevados de bem-estar psicológico, no início e no final do 1.º semestre; (f) o estilo de vinculação parece não estar relacionado com a adaptação académica; (g) o suporte social medeia os efeitos do optimismo disposicional no bem-estar psicológico, no final do 1.º semestre; e (h) o suporte social medeia os efeitos da vinculação na sintomatologia psicopatológica, no final do 1.º semestre. A interpretação dos resultados, bem como as possíveis implicações destes em termos de prevenção e intervenção, são discutidos à luz de literatura relevante.

The present study aims to analyse the relationships between dispositional optimism and attachment (to the mother, to the father, to other significant and global attachment) and psychological and academic adjustment in the transition to higher education. Using a longitudinal design, a sample of first-year higher education students was assessed. A total of 316 students was assessed in a first moment (beginning of the 1. º semester) and a total of 141 students was assessed in a second moment (ending of the 1.º semester). Dispositional optimism was assessed through the Life Orientation Test – Revised (LOT-R; Scheier, Carver, & Bridges, 1994; Portuguese version: Monteiro, Tavares, & Pereira, 2006c) and attachment was assessed through the Avaliação de Relações Significativas (ARS; Monteiro, Tavares, & Pereira, 2006b). The adjustment in the transition to higher education was assessed through indicators of mental health and academic achievement. Psychopathological symptomatology was assessed through the Brief Symptom Inventory (BSI; Derogatis, 1982; Portuguese version: Canavarro, 1999a) and psychological well-being was assessed through the Échelle de Mesure des Manifestations du Bien-Être Psychologique (EMMBEP; Massé et al., 1998; Portuguese version: Monteiro, Tavares, & Pereira, 2006a). Students also provided information about their academic achievement (n. º of disciplines they were approved in and global mean score of those disciplines). Main results are: (a) the first year student reports higher levels of psychopathological symptomatology than the normal population and lower levels of psychological well-being than the population used in the psychometric study of the instrument used to assessed psychological well-being, in the beginning and ending of the 1.º semester; (b) the optimistic student reports a better psychological and academic adjustment, in the beginning and ending of the 1.º semester; (c) the student with a secure attachment style (mother, father, other significant and global attachment) reports the lowest levels of psychopathological symptomatology, in the beginning and ending of the 1.º semester; (d) the student with a preoccupied attachment style (mother, father and global attachment) reports the highest levels of psychological well-being, in the beginning and ending of the 1.º semester; (e) the student with a secure attachment style (other significant) reports the highest levels of psychological well-being, in the beginning and ending of the 1.º semester; (f) the attachment style seems unrelated to the academic adjustment; (g) social support mediates the effects of dispositional optimism in psychological well-being, in the ending of the 1.º semester; and (h) social support mediates the effects of attachment in the psychopathological symptomatology, in the ending of the 1.º semester. Results interpretations as well as possible implications to prevention and intervention are discussed in light of relevant literature.
description: Doutoramento em Psicologia
URI: http://hdl.handle.net/10773/1116
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