Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10773/40703
Title: Treino de comunicação de profissionais de saúde com pessoas com afasia
Author: Guerreiro, Helena Sofia Alves
Advisor: Matos, Maria da Assunção Coelho de
Costa, Isabel Maria Monteiro da
Keywords: Profissionais de saúde
Acidente vascular cerebral (AVC)
Afasia
Comunicação
Estratégias de comunicação
Parceiros de comunicação
Defense Date: 13-Dec-2023
Abstract: Introdução: A Supported Conversation for Adults with Aphasia (SCA™) é o método de comunicação que apresenta maior evidência científica para o treino de Parceiros de Comunicação (PC) de pessoas com afasia (PCAs). A nível mundial tem sido cada vez mais utilizado para treinar os Profissionais de Saúde (PS) que lidam diariamente com esta população. Em Portugal existe ainda uma lacuna muito grande no que diz respeito à forma de comunicação e às estratégias utilizadas com as PCAs nos seus diferentes contextos, sendo uma dificuldade sentida pelos PS. Objetivos: Pretendeu-se analisar a eficácia de um programa de intervenção que visa o ensino de estratégias de comunicação a um grupo de PS que lida diariamente com PCAs. Métodos: Tratou-se de um estudo metodológico e experimental (Antes/Após e equilibrado), constituído por 2 etapas: Etapa 1) Tradução e validação de conteúdo do questionário Aphasia Attitudes, Strategies, and Knowledge survey (AASK) para o português europeu; Etapa 2) Formação teórico-prática (TP) dos PS com base no Programa SCA™. Na etapa 2, desenvolvida junto de 2 grupos, o Grupo 1 (G1) é constituído pela fase de controlo (sem formação) e pela fase experimental (com formação TP) e o Grupo 2 (G2) pela fase experimental e o follow-up. Os pares de hipóteses colocadas pretendiam testar se os resultados apresentariam diferenças significativas ou não (rejeita ou não H0) nos fatores grupo, momentos de avaliação e interação entre o fator grupo e o fator momento de avaliação. Os métodos estatísticos utilizados na Etapa 1 consistiram no cálculo do Índice de Validade de Conteúdo (IVC) e no cálculo da percentagem de concordância entre peritos. Já na Etapa 2 foi utilizada estatística descritiva (frequência absoluta e relativa, média e desvio-padrão) e estatística inferencial (teste do qui-quadrado (χ2), teste U de Mann-Whitney, análise de variância (ANOVA) de 2 fatores mistos). Os resultados foram produzidos através do software IBM SPSS Statistics (versão 28) e os resultados foram considerados significativos se p<0.05. Resultados: Na etapa 1, foi obtido, numa primeira ronda, um IVC de 1 e uma concordância de 100%. Na etapa 2, a amostra final foi constituída por 28 PS. Apesar dos grupos (G1 e G2) terem realizado um percurso diferente ao longo do estudo, a sua opinião manteve-se semelhante ao longo do preenchimento da avaliação. Ambos os grupos apresentaram uma amostra de participantes igual (N=14). Ocorreu uma evolução do conhecimento do G1 em ambas as fases (controlo e experimental). Em alguns itens (1.1., 1.3., 1.4., 2.1., 2.2., 2.3.), ocorreu uma subida inesperada dos valores entre a Baseline e o final da Fase I, uma vez que estes PS não foram submetidos nesta altura à fase experimental, ou seja, não fizeram a formação TP. O G2 mostrou-nos resultados um pouco instáveis ao longo das diferentes fases, uma vez que, idealmente, o grupo deveria apresentar um aumento exponencial no conhecimento entre a Baseline e o final da Fase I (fase experimental) e deveria manter o nível de conhecimento ao longo da Fase II (follow-up). Isso apenas aconteceu nos itens 2.2. e 2.3., que apresentaram os resultados mais semelhantes ao desenho de estudo apresentado. Conclusão: Concluiu-se que o programa de intervenção efetuado tem eficácia no ensino de estratégias de comunicação aos PS que lidam diariamente com PCAs. No entanto, apresenta uma maior eficácia quando ministrado a PS que apresentam um menor número de anos de experiência profissional. A formação é benéfica ao longo do tempo, não excluindo a necessidade de continuar a aprofundar os conhecimentos na área.
Introduction: Supported Conversation for Adults with Aphasia (SCA™) is the communication method that presents the most scientific evidence for training Communication Partners (CP) of people with aphasia (PWA). Worldwide, it has been increasingly used to train Healthcare Professionals (HCP) who deal with this population on a daily basis. In Portugal there is still a very large gap regarding the form of communication and the strategies used with PWA in their different contexts, which is a difficulty felt by the HCP. Aims: The present study aims to analyze the effectiveness of an intervention program that aims to teach communication strategies to a group of HCP who deals with PWA on a daily basis. Methods: This was a methodological and experimental study (Before/After and balanced), consisting of 2 stages: 1) Translation and content validation of the Aphasia Attitudes, Strategies, and Knowledge survey (AASK) questionnaire into European Portuguese(EP); 2) Theoretical-Practical (TP) training of HCP based on the SCA™ Program. In stage 2, Group 1 (G1) consists of the control phase (without training) and the experimental phase (with TP training) and Group 2 (G2) consists of the experimental phase and the follow-up. The pairs of hypotheses were intended to test whether the results would present significant differences or not (reject H0 or not) in the group factors, moments of evaluation and interaction between the group factor and the moment of evaluation factor. The statistical methods used in Stage 1 consisted of calculating the Content Validity Index (CVI) and calculating the percentage of agreement between experts. In Stage 2, descriptive statistics (absolute and relative frequency, mean and standard deviation)and inferential statistics (chi-square test (χ2), Mann-Whitney U test, analysis of variance (ANOVA) of 2 mixed factors) were used. The results were produced using the IBM SPSS Statistics software (version 28) and the results were considered significant if p<0.05. Results: In stage 1, a CVI of 1 and an agreement of 100% were obtained in the first round. In stage 2, the final sample consisted of 28HCP. Although the groups (G1 and G2) followed a different path throughout the study, their opinion remained similar throughout the completion of the assessment. Both groups had an equal sample of participants (N=14). There was an evolution of G1’s knowledge in both phases (control and experimental). In some items (1.1., 1.3., 1.4., 2.1., 2.2., 2.3.), there was an unexpected increase in values between the Baseline and the end of Phase I, since these HCP were not submitted at this time to the experimental phase, that is, they didn’t undergo TP training. G2 showed us somewhat unstable results throughout the different phases, since, ideally, the group should show an exponential increase in knowledge between Baseline and the end of Phase I (experimental phase) and should maintain the level of knowledge throughout Phase II (follow-up). This only happened in items 2.2. and 2.3., which presented the results most similar to the study design presented. Conclusion: It was concluded that the intervention program carried out is effective in teaching communication strategies to HCP who deal with PWA on a daily basis. However, it is more effective when administered to HCP who have fewer years of professional experience. Training is beneficial over time, not excluding the need to continue to deepen knowledge in the area.
URI: http://hdl.handle.net/10773/40703
Appears in Collections:UA - Dissertações de mestrado
ESSUA - Dissertações de mestrado

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