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dc.contributor.advisorEira, Catarina Isabel da Costa Simõespt_PT
dc.contributor.authorÂngelo, Ana Rita Melopt_PT
dc.date.accessioned2021-03-11T12:23:09Z-
dc.date.issued2021-02-23-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10773/30825-
dc.description.abstractA análise de arrojamentos de cetáceos tornou-se uma ferramenta importante para o estudo e monitorização de populações. Os arrojamentos representam informação que contribui para conhecermos melhor a ocorrência, distribuição e densidade relativa de uma espécie, condição corporal, saúde e causas de morte prevalentes. Desta maneira, este estudo serviu para verificar a situação atual, e dos últimos 10 anos, dos arrojamentos de cetáceos, em especial do golfinho-comum e boto, na zona centro e norte de Portugal, desde Caminha até Peniche. Para isso, recorreu-se aos dados da rede regional de arrojamentos para observar frequências de arrojamentos, tendências anuais, mensais e trimestrais (sazonais), as principais causas de morte e maturidade das populações de golfinho-comum e boto. Foi demonstrado que a espécie mais representativa na área de estudo é o golfinho-comum (66.43%), seguido do boto (15.10%), golfinho-riscado (3.80%), roaz (2.12%) e a baleia-anã (1.36%). Desde 2010 a 2019, verificou-se um aumento no número de arrojamentos totais, do golfinho-comum e do boto. Destacou-se principalmente o ano 2019 por apresentar os números mais elevados de arrojamentos. Isto poderá dever-se a um incremento da mortalidade da população e/ou a um aumento da proporção de animais mortos que chegam a arrojar e são detetados. Pela evolução mensal e trimestral, foi possível observar um maior número de arrojamentos no início do ano e um pico no mês julho. Estes padrões de evolução podem resultar de diversos fatores, nomeadamente condições marítimas adversas no inverno/primavera que dificultam a sobrevivência de indivíduos mais fracos e jovens, e que possibilitam a chegada à costa de mais indivíduos. Além disso, estes padrões também demonstram a sazonalidade de artes de pesca, em que o maior número de arrojamentos no inverno está associado a um maior número de indivíduos com evidências de captura acidental pela arte de pesca de redes de emalhar. O mesmo acontece no verão, em que o pico de arrojamentos está associado a um maior número de indivíduos com evidências de captura acidental pela arte xávega. Notou-se ainda uma predominância de indivíduos imaturos, o que poderá indicar a falta de experiência frente a condições marítimas adversas e interação com artes de pesca. Ficou evidenciado que a captura acidental foi a causa de morte que mais afetou os cetáceos (58%), especialmente o golfinho-comum e o boto.pt_PT
dc.description.abstractThe analysis of cetacean strandings has become an important tool for the study and monitoring of populations. Strandings represent information that contributes to better understanding the occurrence, distribution and relative density of a species, body condition, health and prevalence of cause of death. The present study reports on the cetacean strandings situation over the last 10 years, focusing on the common dolphin and the harbour porpoise, in central and northern Portugal, from Caminha to Peniche. Data from the regional strandings network was used to obtain strandings frequencies, annual, monthly and quarterly (seasonal) trends, the main causes of death and maturity of the common dolphin and harbour porpoise populations. The most representative species in the study area is the common dolphin (66.43%), followed by the harbour porpoise (15.10%), striped dolphin (3.80%), bottlenose dolphin (2.12%) and the Minke whale (1.36%). From 2010 to 2019, there was an increase in the number of total strandings. In particular, the year 2019 presented the highest numbers of strandings. This could be due to an increase in their mortality although an increase in the proportion of dead animals that strand and are subsequently detected could also have occurred. Considering the monthly and quarterly strandings evolution, it was possible to observe a greater number of occurrences at the beginning of the year and a peak in July. These patterns of evolution can result from several factors, namely adverse maritime conditions in the winter / spring that hinder the survival of weaker and younger individuals, and that allow more individuals to reach the coast. In addition, these patterns also demonstrate the seasonality of certain fishing gears. In fact, the greatest number of strandings in winter is associated with a greater number of individuals with evidence of bycatch in gillnets. The same happens in the summer, when the strandings peak is associated with a greater number of individuals with evidence of bycatch in beach seines. There was also a predominance of immature individuals of common dolphins and harbour porpoises, which may indicate the lack of experience in the face of adverse maritime conditions and interaction with fishing gear. It was evident that bycatch was the cause of death that most affected cetaceans (58%), especially the common dolphin and the harbour porpoise.pt_PT
dc.language.isoporpt_PT
dc.rightsembargoedAccesspt_PT
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by/4.0/pt_PT
dc.subjectMamíferos marinhospt_PT
dc.subjectCaptura acidentalpt_PT
dc.subjectDelphinus delphispt_PT
dc.subjectPhocoena phocoenapt_PT
dc.subjectAtlântico nordestept_PT
dc.titleArrojamentos de cetáceos e interações com as pescas na costa norte de Portugal Continentalpt_PT
dc.typemasterThesispt_PT
thesis.degree.grantorUniversidade de Aveiropt_PT
dc.date.embargo2023-02-24-
dc.description.masterMestrado em Biologia Marinha Aplicadapt_PT
Appears in Collections:UA - Dissertações de mestrado
DBio - Dissertações de mestrado

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