Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10773/28939
Title: Science education and the integration of English for learning: study of one CLIL approach in a Portuguese lower secondary school
Other Titles: Educação em ciências e integração do inglês para a aprendizagem: estudo de uma abordagem CLIL numa escola do 3.º ciclo em Portugal
Author: Piacentini, Valentina
Advisor: Simões, Ana Raquel
Vieira, Rui Marques
Keywords: CLIL (Content and Language Integrated Learning)
Language-focused science education
EFL (English as a Foreign Language)
Case study design
Qualitative methods
Portuguese lower secondary school grades
Defense Date: Jun-2020
Abstract: The development of meaningful environments for the learning of Science and foreign languages at school is a concern for education, whose purpose should be, at a global level, also scientific literacy and language proficiency of students. Research on the integration of Science education with English learning as well as on the Language focus for Science education is thus highly relevant. Diverse languages are used within Science education, beyond the verbal, such as the visual, mathematical, operational languages through the Science doing, exploring, arguing, etc. and in meaning making for knowledge construction. Teachers are not always aware of the learning difficulty students may have with these languages, even when their mother tongue is the language of instruction. Previous studies have revealed that teaching practices aware of language and other semiotic modes implied in Science are beneficial for the learning of Science. CLIL (Content and Language Integrated Learning) is, actually, a possible educational approach, based on the principle that languages are learnt while they are used in socially significant activities, aiming both at the learners’ understanding of content (a specific subject or part of it) and at the acquisition of an additional (foreign or second) language. Conceived for the students’ acquisition of the foreign Language while in use during classes of the specific Content, CLIL is an example of cross-curricular education, entailing authentic learning settings and strategies more centred on learners. Furthermore, CLIL can represent a research context to gauge the importance of a language-aware teaching as in the case with the CLIL-type “English Plus” project (EP), in which Science is taught and learnt with and in English at lower secondary grades of one state school in North Portugal. Our research questions were focused on the understanding of 1) the practices of Language(s) within Science education in the (EP) teachers’ and students’ experience and 2) the relationship between the presence of English and EP Science provision. We designed a descriptive-explanatory case study of the EP project, in the 2015-2016 school year, embedding participants involved in the programme at different times and levels (two English and two Science teachers; 11 former and 96 current EP students, in relation to the year of our empirical study). Owing to the contextual conditions of the EP project, an ethnographic approach was undertaken, for the researcher to become familiar with it and its actors. We collected data from these different sources through a diversity of techniques: teacher and former student semi-structured interview; current student semi-structured questionnaire; non-structured “at-different-degree” participant observation of classroom practices, lesson planning and other contexts; collection of school and teacher documents. Inductive content analysis of transcribed interviews and open-ended answers to questionnaire was performed. A descriptive statistical analysis of closed-ended answers to student questionnaire as well as a reading of the researcher’s field notes and school documents complemented the understanding, triangulating the information. Results brought independent evidence of a greater teacher awareness of the use of languages (verbal language in the mother tongue or English, and other representation modalities) when an additional language is also present for Science education. In other words, because of the presence of English, a (subject) teacher may become open to the student’s (language) learning difficulties and learning styles and to changing strategies and resources. Therefore, besides the clear benefit of advancement in the English proficiency, a language-aware teaching methodology (also when the mother tongue is spoken) also emerges, important to improve the education of the specific subject and, consequently, student learning. In turn, this opens reflection on teacher practices and education for and about the learning of Science, and further opportunities for investigation. Our study increases the research on CLIL in Portugal and, among other contributions, enriches the field of study on CLIL and non-CLIL Science practice.
O desenvolvimento de ambientes significativos para a aprendizagem das Ciências e línguas estrangeiras na escola é uma preocupação educacional atual e, numa perspetiva global, a educação também precisa estar orientada para a literacia científica e para a proficiência linguística. As investigações sobre a integração do Inglês no ensino das Ciências, tal como sobre o foco na Língua(gem) na educação científica são, portanto, altamente relevantes. Além da verbal, diversas linguagens são usadas no ensino das Ciências, tais como as linguagens visuais, matemáticas e operacionais, no fazer, explorar, discutir, etc. próprios das Ciências, e no dar sentido durante o processo de construção do conhecimento. Os professores nem sempre estão cientes das dificuldades de aprendizagem dos alunos, mesmo quando a língua materna é a língua de ensino. Alguns estudos revelam que práticas de ensino conscientes das línguas e de outros modos semióticos implícitos nas Ciências são benéficos para a aprendizagem das Ciências. O CLIL (Aprendizagem Integrada de Língua e Conteúdo, tradução do inglês Content and Language Integrated Learning) é, precisamente, uma possível abordagem educacional, baseada no princípio de que as línguas são aprendidas enquanto são usadas em atividades socialmente relevantes, visando tanto a compreensão do conteúdo por parte dos alunos (uma disciplina específica ou parte de uma disciplina) quanto a aquisição de uma língua adicional (estrangeira ou segunda). Pensado para a aquisição de uma Língua estrangeira durante o seu uso nas aulas de um determinado Conteúdo, o CLIL é um exemplo de educação interdisciplinar, envolvendo configurações autênticas e estratégias de ensino e aprendizagem centradas nos alunos. Além disso, o CLIL pode representar um contexto de investigação para avaliar a importância do ensino voltado para a língua e as linguagens, como no caso do projeto “English Plus” (EP) com abordagem CLIL, no qual as Ciências são ensinadas e aprendidas com e em Inglês, junto de turmas do 3.º ciclo do ensino básico de uma escola pública no norte de Portugal. As nossas questões de investigação focaram-se na compreensão 1) das práticas de língua e linguagens no âmbito da educação em Ciências na experiência dos professores e alunos do projeto; 2) da relação entre a presença do Inglês e o programa EP de Ciências. Para tal, desenhou-se um estudo de caso descritivo-explicativo do projeto EP, no ano letivo 2015-2016, integrando os participantes que estiveram envolvidos no programa em diferentes momentos e com diferentes níveis (dois professores de Inglês e dois de Ciências Naturais; 11 alunos antigos e 96 atuais do EP, em relação ao ano do nosso estudo empírico). Devido às condições contextuais do projeto PE, foi adotada uma abordagem etnográfica para que a investigadora se familiarizasse com o contexto do projeto e os seus atores. Recolhemos dados a partir de diferentes fontes e através de diversas técnicas: entrevista semiestruturada a professores e ex-alunos; questionário semiestruturado a alunos atuais; observação participante “de graus diferentes” e não estruturada das práticas em sala de aula, dos planos de aula e de outros contextos; documentos de natureza escolar institucional ou os do professor. Realizamos uma análise indutiva do conteúdo das transcrições das entrevistas a professores e alunos, bem como das respostas abertas ao questionário do aluno. A estatística descritiva das respostas fechadas ao questionário do aluno e a leitura das anotações da investigadora e dos documentos escolares triangularam os resultados e complementaram a compreensão. Os resultados trouxeram evidências independentes de uma maior consciencialização dos professores sobre o uso da língua e das linguagens (linguagem verbal na língua materna ou em Inglês, e outras modalidades de representação) quando uma língua adicional está presente no ensino das Ciências. Por outras palavras, devido à presença da língua inglesa, um professor (de uma dada disciplina) pode tornar-se mais consciente das dificuldades (com a língua e as linguagens) e estilos de aprendizagem de cada aluno, estando melhor preparado para a mudança de estratégias e recursos. Portanto, além do benefício do avanço na proficiência no Inglês, uma metodologia de ensino que reconhece e valoriza a língua (mesmo quando é a língua materna a ser falada), é também importante para melhorar a educação da disciplina específica e a aprendizagem dos alunos. Os nossos resultados abrem espaço, assim, para uma reflexão mais ampla sobre as práticas e a formação de professores orientadas para o ensino e a aprendizagem das Ciências, bem como sobre a possibilidade de outras investigações. O nosso estudo, esperamos, potencia a investigação sobre o CLIL em Portugal e, entre outras contribuições, enriquece o campo de estudo sobre as práticas de Ciências, com e sem abordagem CLIL.
Lo sviluppo di ambienti significativi per l’apprendimento delle Scienze e delle lingue straniere a scuola è un attuale interesse dell’educazione, che, a livello globale, si deve prefiggere anche l’alfabetismo scientifico e la conoscenza delle lingue negli alunni. È pertanto evidente la rilevanza di una ricerca sull’integrazione dell’apprendimento dell’Inglese nell’educazione in Scienze, così come sull’attenzione da rivolgere alla Lingua nell’educazione in Scienze. Oltre la lingua verbale, nell’educazione scientifica, si usa una varietà di linguaggi, come quello visuale, matematico, operazionale, attraverso il fare, l’esplorare, l’argomentare, ecc. tipici delle Scienze e nell’attribuzione di significato nel processo di costruzione della conoscenza. Gli insegnanti non sono sempre consapevoli delle difficoltà di apprendimento che gli studenti possono incontrare con queste lingue, pure quando il mezzo di istruzione è la lingua madre. Alcuni studi dimostrano che pratiche docenti consapevoli della lingua e di altre modalità semiotiche proprie delle Scienze sono vantaggiose per imparare le Scienze. Il CLIL (Apprendimento Integrato di Lingua e Contenuto, traduzione dell’inglese Content and Language Integrated Learning), di fatto, è un possibile approccio didattico, basato sul principio che le lingue si imparano quando si usano in attività socialmente pertinenti, affinché gli studenti comprendano il contenuto (una materia specifica o parte di essa) e acquisiscano la lingua (straniera o seconda). Pensato, appunto, per l’acquisizione della Lingua straniera mediante l’uso che se ne fa durante le lezioni di un determinato Contenuto, il CLIL è un esempio di didattica interdisciplinare, che prevede condizioni di apprendimento autentiche e strategie di insegnamento più centrate sull’alunno. Il CLIL, inoltre, può rappresentare un contesto di ricerca per stimare l’importanza di un insegnamento consapevole della lingua e del linguaggio, come nel caso del progetto “English Plus” (EP) con approccio tipo CLIL, in cui le Scienze sono insegnate e apprese con e in Inglese presso una scuola media pubblica nel Portogallo del Nord. Le domande della nostra ricerca erano incentrate nella comprensione della 1) pratica di lingua e linguaggi nell’educazione in Scienze secondo l’esperienza di insegnanti e studenti del progetto EP e 2) relazione tra la presenza dell’Inglese e l’offerta del progetto EP di Scienze. Abbiamo quindi pianificato uno studio di caso descrittivo-esplicativo sul progetto EP, nell’anno scolastico 2015-2016, inglobando i partecipanti coivolti nel programma in diversi momenti e a diversi livelli (due insegnanti di Inglese e due di Scienze; 11 ex alunni EP e 96 attuali, rispetto all’anno dello studio empirico). Tenuto conto delle condizioni contestuali del progetto EP, è stato intrapreso un approccio etnografico per consentire alla ricercatrice di familiarizzare con il contesto del progetto e gli attori in gioco. La raccolta dei dati è avvenuta da fonti differenti e tramite diverse tecniche: intervista semi-strutturata a docenti ed ex studenti; questionario semi-strutturato a studenti attuali; osservazione partecipante “con gradi differenti”, non strutturata, delle pratiche in classe, della programmazione e di altri contesti; documenti della scuola e delle insegnanti. Abbiamo analizzato induttivamente il contenuto dei trascritti delle interviste e delle risposte aperte al questionario. Il processo conoscitivo è stato complementato con un’analisi statistica descrittiva delle risposte chiuse, così come con la lettura delle note di campo della ricercatrice e dei documenti, che hanno triangolato le informazioni. Tra i risultati, esistono evidenze indipendenti di un’accresciuta consapevolezza nell’uso della lingua e dei linguaggi (linguaggio verbale nella lingua madre o in Inglese, e altre modalità di rappresentazione) quando un’altra lingua è presente per l’educazione in Scienze. In altre parole, per la presenza dell’Inglese, un docente (di disciplina) si apre più facilmente alle difficoltà di apprendimento (con la lingua) e agli stili di apprendimento degli alunni, e alla possibilità di cambiare strategie e risorse. Pertanto, oltre all’ovvio vantaggio nella conoscenza dell’Inglese, emerge anche una metodologia di insegnamento consapevole della lingua e dei linguaggi (anche quando è la lingua madre ad essere parlata), importante per migliorare la didattica della disciplina specifica e, di conseguenza, l’apprendimento dell’alunno. A sua volta, questo apre una riflessione sulla pratica docente e sulla formazione degli insegnanti a riguardo dell’apprendimento delle Scienze, e ulteriori opportunità di ricerca. Il nostro studio ha il merito di accrescere la ricerca in Portogallo in ambito CLIL, così come quello di arricchire il campo di studio sulla pratica CLIL e non CLIL di Scienze.
El desarrollo de entornos significativos para el aprendizaje en las escuelas de las Ciencias y lenguas extranjeras es una preocupación presente en el terreno educativo y, a nivel global, la educación debería estar dirigida a la alfabetización científica y al conocimiento de idiomas en el alumnado. Por tanto, resulta muy relevante la investigación sobre la integración de la Educación en Ciencias y el aprendizaje de inglés, así como sobre un enfoque de la Lengua para la educación en Ciencias. En la educación científica se utilizan diversas lenguas, más allá del lenguaje meramente verbal, como los lenguajes visuales, matemáticos y operacionales, tanto a través de los géneros científicos (hacer, explorar, argumentar, etc.) como mediante la generación de significado para la construcción del conocimiento. El profesorado no siempre es consciente de las dificultades de aprendizaje que puedan tener los estudiantes con estos lenguajes, incluso cuando su lengua materna es el idioma de instrucción. Estudios anteriores han revelado que las prácticas de enseñanza consciente de la lengua, así como otros modos semióticos característicos de las Ciencias son beneficiosos para aprender las Ciencias. El AICLE (Aprendizaje Integrado de Contenido y Lenguas Extranjeras, en inglés, Content and Language Integrated Learning) es un posible enfoque educativo, basado en el principio de que los idiomas se aprenden mientras se utilizan en actividades socialmente relevantes, apuntando tanto a la comprensión del contenido por parte del estudiantado (un tema específico o parte de él) como a la adquisición de un idioma adicional (extranjero o secundario). Pensado para la adquisición de la Lengua extranjera que é usada durante las clases del Contenido específico, el AICLE es un ejemplo de educación inter-curricular, que implica entornos de aprendizaje auténticos y estrategias didácticas más centradas en el alumnado. Además, el AICLE puede representar un contexto de investigación para medir la importancia de una enseñanza consciente del la lengua, como en el caso del proyecto “English Plus” (EP, por sus siglas en inglés) con enfoque tipo AICLE, en el que las Ciencias se enseñan y aprenden con y en inglés en los grados inferiores de la educación secundaria de una escuela estatal del norte de Portugal. Nuestras preguntas de investigación se centraron en la comprensión de 1) las prácticas de lengua y lenguajes dentro de la educación en Ciencias, según la experiencia del profesorado y estudiantado del proyecto EP; 2) la relación entre la presencia de inglés y la provisión del proyecto EP de Ciencias. Para ello, diseñamos un estudio de caso descriptivo-explicativo sobre el proyecto EP durante el año escolar 2015-2016, integrando a las personas participantes involucradas en el programa en diferentes momentos y niveles (dos profesoras de inglés y dos de ciencias; 11 antiguos/as estudiantes de EP y 96 estudiantes del año escolar en curso cuando se realizó la investigación). Debido a las condiciones contextuales del proyecto EP, se tomó un enfoque etnográfico, de modo que la investigadora se familiarizase tanto con el contexto del programa como con sus actores. Se recolectaron datos de diferentes fuentes mediante técnicas diversas: entrevista semiestructurada de profesorado y ex alumnado; cuestionario semiestructurado al estudiantado actual; observación participante “con grados diferentes”, no estructurada, de las prácticas en el aula, la planificación de lecciones y otros contextos; recolección de documentos escolares y docentes. Se realizó un análisis de contenido inductivo de las entrevistas transcritas y de las respuestas abiertas del cuestionario. El análisis estadístico descriptivo de las respuestas cerradas, así como la lectura de las notas de campo de la investigadora y los documentos de la escuela, triangularon los resultados y complementaron la comprensión. Resultados diferentes evidenciaron de modo independiente una mayor conciencia del profesorado sobre el uso de lengua e lenguajes (lenguaje verbal en lengua materna o inglés, y otras modalidades de representación), cuando también está presente un idioma adicional en la educación en Ciencias. En otras palabras, debido a la presencia de inglés, un/a maestro/a puede abrirse a las dificultades de aprendizaje con la lengua del estudiantado, modificando para ello las estrategias y los recursos. Por tanto, además del claro beneficio del avance en el dominio de inglés, también emerge una metodología de enseñanza consciente de la lengua y de los lenguajes (también cuando se habla en la lengua materna), importante para mejorar la educación de una asignatura específica, mejorando asimismo el aprendizaje del alumnado. Esto, a su vez, abre una reflexión sobre las prácticas y la formación del profesorado, sobre el aprendizaje de Ciencias, entre otras oportunidades de investigación. Nuestro estudio aumenta la investigación sobre el AICLE en Portugal y, entre otras contribuciones, enriquece el campo de estudio sobre la práctica AICLE y no AICLE de Ciencias.
URI: http://hdl.handle.net/10773/28939
Appears in Collections:UA - Teses de doutoramento
DEP - Teses de doutoramento

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