Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10773/28017
Title: Influência da temperatura e do pH nos efeitos induzidos por Triclosan e Diclofenac em Ruditapes decussatus
Other Titles: The influence of temperature and pH on the effects induced by Triclosan and Diclofenac in Ruditapes decussatus
Author: Costa, Rui Joel Monteiro da
Advisor: Freitas, Rosa
Keywords: Alterações climáticas
Fármacos e produtos de cuidado pessoal
Biomarcadores
Stresse oxidativo
Bivalves
Defense Date: 2019
Abstract: As mudanças climáticas atuais, aliadas à pressão antropogénica, e os seus possíveis impactos no planeta prometem cada vez mais desafiar a sobrevivência das várias espécies marinhas, em especial das zonas costeiras, que precisam de desenvolver estratégias adaptativas para tolerar e resistir a esses impactos. O problema do aumento da temperatura e da diminuição do pH associa-se cada vez mais ao aumento do uso dos fármacos e produtos de cuidado pessoal (PPCPs) que acabam no meio ambiente, afetando todos os ecossistemas. De forma a ampliar e aprofundar o conhecimento sobre esta problemática e contribuir para a sua divulgação, o presente estudo avaliou os impactos fisiológicos e bioquimicos induzidos por triclosan (1μg/L TCS) e diclofenac (1 μg/L DIC), em dois cenários climáticos diferentes de temperatura e pH (17 ºC/pH 8,1 e 20 ºC/pH7,7) em amêijoas Ruditapes decussatus. Os resultados evidenciaram que a uma temperatura de 17ºC e a um pH 8,1, as amêijoas foram capazes de responder aos fatores induzidos por cada um dos PPCPs, aumentando as defesas antioxidantes e mobilização das reservas de energia, apesar de não conseguirem impedir danos celulares, evidenciados pelo aumento dos níveis da peroxidação lipídica (PLIP) e pelo aumento do rácio glutationa reduzida/glutationa oxidada (GSH/GSSG). No entanto, quando expostas a TCS ou a DIC em combinação com um aumento da temperatura (20 ºC) e diminuição do pH (7,7), as amêijoas apresentaram não só uma diminuição do conteúdo de LIP e aumento da atividade das defesas antioxidantes, superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationa peroxidase (GPX), como também uma maior atividade das enzimas de biotransformação glutationas S-transferases (GSTs). A diminuição do metabolismo, observado na menor atividade da cadeia de transporte de eletrões (CTE), pode também ter contribuído para uma menor produção de ERO na exposição das amêijoas a TCS a esta temperatura e pH, no entanto pode também indicar um maior stresse nesta condição. Esta resposta das amêijoas aos PPCPs em combinação com aumento da temperatura e diminuição de pH, também não evitou o dano oxidativo nas suas células, uma vez que apresentaram igualmente um aumento da PLIP e uma diminuição do rácio GSH/GSSG. Ainda assim, a existência e a rápida bioacumulação dos PPCPs nos tecidos exigem a necessidade das amêijoas rapidamente se adaptarem, o que pode comprometer a sua reprodução, sustentabilidade e até diminuir a sua capacidade para suportar outros fatores de stresse. No entanto, as alterações climáticas e as possíveis mudanças da temperatura e do pH, dentro dos valores testados, não parecem contribuir para que o TCS e o DIC causem um diferente stresse nas amêijoas R. decussatus, já que com ambos os PPCPs apresentam impactos semelhantes independente da temperatura e do pH.
Current climate change, combined with anthropogenic pressure, and its possible impacts on the planet increasingly promise to challenge the survival of various marine species, especially those from coastal, that need develop adaptive strategies to tolerate and resist these impacts. The problem of increasing temperature and decreasing pH is increasingly associated with increased use of pharmaceuticals and personal care products (PPCPs) that end up in the environment, affecting all ecosystems. In order to broaden and deepen the knowledge on this issue and contribute to its dissemination, the present study evaluated the physiological and biochemical impacts induced by triclosan (1 μg/L, TCS) or diclofenac (1 μg/L, DIC) in two different climatic scenarios of temperature and pH (17 ºC/pH 8.1 and 20 ºC/pH 7,7) in the clams Ruditapes decussatus. The results showed that at a temperature of 17ºC and pH 8.1, the clams were able to respond to the factors induced by each of the PPCPs, increasing antioxidant defenses and mobilizing energy reserves, although they could not prevent damage. as evidenced by the increase in PLIP levels and decrease in glutathione reductase/glutathione oxidized (GSH/GSSG). However, when exposed to TCS or DIC in combination with an increase in temperature (20 °C) and a decrease in pH (7.7), clams showed not only decreased LIP content and increased activity of antioxidant defenses superoxide dismutase (SOD), catalase (CAT) and glutathione peroxidase (GPX), as well as a higher activity of the biotransformation enzymes glutathione S-transferase (GSTs). The decrease in metabolism, observed in the lower activity of CTE, may also have contributed to a lower ROS production in the clams exposure to TCS at this temperature and pH, however may also indicate a higher stress in this condition. This response of clams to PPCPs in combination with increased temperature and decreased pH also did not prevent oxidative damage to their cells as they also showed an increase in PLIP and a decrease in the ratio GSH/GSSG. Still, the existence and rapid bioaccumulation of PPCPs in tissues requires a quikly adaption from the clams,the need for clams to quickly adapt, which may compromise their reproduction, sustainability and even their ability to withstand other stresseors. However, climate change and possible changes in temperature and pH, within these tested values, do not seem contribute to TCS and DIC causing a different stress in R. decussatus clams, since both PPCPs have similar impacts independent of temperature and pH.
URI: http://hdl.handle.net/10773/28017
Appears in Collections:DBio - Dissertações de mestrado
UA - Dissertações de mestrado

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