Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10773/25249
Title: A influência de género dos quadros de gestão empresarial no desempenho financeiro: uma comparação entre Portugal e Espanha
Author: Dias, Inês da Fonseca
Advisor: Madaleno, Mara Teresa da Silva
Keywords: Género
Estrutura Organizacional
Segregação de Género
Diversidade de Género
Quadros de Administração
Desempenho
Mulher
Disparidade
Defense Date: 4-Oct-2017
Abstract: A questão do género é um tema em debate na atualidade e assume um lugar imprescindível nas organizações. O presente estudo tem por objetivo apresentar a reflexão sobre diversas abordagens teóricas e consequente aplicação prática das mesmas. Estas abordagens são referentes à diferenciação de género nas estruturas organizacionais, no que respeita ao acesso a cargos de poder e de autoridade quando remetidos ao desempenho financeiro das empresas cotadas, na bolsa de Portugal e Espanha, para o período compreendido entre 2010 e 2016. Para o efeito serão discutidas diferentes perspetivas que visam a explicação da segregação de género nestas duas áreas. A existência de diversos níveis de explicação remete-nos para a complexidade do fenómeno, que se mantém atual, não obstante o desenvolvimento de políticas de igualdade entre homens e mulheres no mundo laboral. Como instrumento de recolha de dados, recorreu-se a dois conjuntos de dados distintos, correspondentes a Portugal e Espanha. Para investigar o caso português avaliaram-se 32 empresas das 47 que atualmente se encontram cotadas na bolsa de Lisboa, enquanto para o caso espanhol, teremos cerca de 72 das 166 empresas cotadas na bolsa de Madrid. O número apresentou-se reduzido devido à limitação da informação encontrada. Neste estudo recorreu-se a diversas variáveis tais como o ROA, ROE, Q de Tobin, solvabilidade, autonomia financeira e ainda o índice de Shannon, de Blau e a composição do Conselho de Administração. Após a análise dos dados recolhidos, denota-se que a maioria das empresas não tem nenhuma mulher nos seus quadros de administração e as que têm, têm-nas em número francamente minoritário. Veja-se pela constatação de que em Portugal apenas 4 das 32 empresas analisadas conta com uma mulher presidente, enquanto em Espanha, apenas 2 empresas são lideradas por uma mulher. Durante o período analisado pode-se ainda constatar que a diversidade de género (medido pelo número de mulheres e/ou a sua percentagem) não tem impacto no desempenho financeiro da empresa (medido pelo ROA, ROE, autonomia financeira, solvabilidade ou Q Tobin).
The issue of gender is a topic in discussion today and assumes an indispensable place in organizations. The present study aims to present the reflection on several theoretical approaches and consequent practical application of them. These approaches refer to gender differentiation in organizational structures regarding access to positions of power and authority when referred to the financial performance of listed companies on the Portuguese and Spanish stock exchanges for the period between 2010 and 2016. For this purpose, different perspectives will be discussed to explain gender segregation in these two areas. The existence of different levels of explanation points us to the complexity of the phenomenon, which remains current despite of the development of gender equality policies in the world of work. As a data collection instrument, two different data sets were used, corresponding to Portugal and Spain. In order to investigate the Portuguese case, 32 companies out of 47 that are currently listed on the Lisbon stock exchange were evaluated, while in the case of Spain, we will have about 72 out of 166 companies listed on the Madrid stock exchange. The number was reduced due to the limited information found. In this study, we used several variables such as ROA, ROE, Tobin’s Q, solvability, financial autonomy and also the Shannon index, that of Blau and the composition of the Administration Board. After analyzing the data collected, it is noted that most companies do not have any women in their management and those who have them, have them in a relatively minority number. It can be seen from the fact that in Portugal only 4 of the 32 companies analyzed has a woman president, while in Spain, only 2 companies are led by a woman. During the analyzed period, it can be seen that gender diversity (measured by the number of women and / or their percentage) has no impact on the company's financial performance (measured by ROA, ROE, financial autonomy, solvency or Tobin’s Q).
URI: http://hdl.handle.net/10773/25249
Appears in Collections:DEGEI - Dissertações de mestrado
UA - Dissertações de mestrado

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