Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10773/24279
Title: Are the impacts of carbon nanotubes or increased temperature enhanced in Mytilus galloprovincialis submitted to air exposure?
Other Titles: Serão os impactos de nanotubos de carbono ou do aumento de temperatura acrescidos em Mytilus galloprovincialis expostos ao ar?
Author: Andrade, Maria Madalena da Silva
Advisor: Freitas, Rosa
Figueira, Etelvina
Keywords: Mussels
Nanoparticles
Increased temperature
Oxidative stress
Metabolism
Tidal regime
Defense Date: 23-Jul-2018
Abstract: Intertidal species are frequently exposed to environmental changes associated with multiple stressors to which they must avoid or tolerate by developing certain strategies. Some of the natural environmental changes are correlated with the tidal cycle which forces organisms to tolerate the differences between an aquatic and an aerial environment. Apart of these differences, intertidal mussels are also subjected to global warming and consequently, the risk of desiccation especially under aerial environment. Furthermore, pollutants exposure from anthropogenic sources is another daily stress that organisms must cope with it. The present study evaluated the impacts in Mytilus galloprovincialis exposed to different temperatures (18ºC and 21ºC) or carbon nanoparticles (0.01 mg/L MWCNT) when continuously submersed or exposed to tides (5 h of low tide, 7 h of high tide) for 14 days. Results evidenced that mussels were physiological and biochemical affected by increased temperature or MWCNTs exposure, especially when exposed to tides. When only exposed to increased temperature, the stress induced was enough to activate mussels’ antioxidant defenses by spending energy reserves and avoid oxidative damage. When only exposed to MWCNTs or only exposed to tides, the stress induced was not enough to activate mussels’ antioxidant defenses which resulted in oxidative damage. Nevertheless, the combination of tides and temperature, resulted into high production of reactive oxygen species (ROS), which lead to a significant decrease of lipids (LIP) content, activation of antioxidant defenses (superoxide dismutase, SOD and glutathione peroxide, GPx) and increase of oxidized glutathione (GSSG), yet organisms couldn’t prevent cellular damage, showing an increase of lipid peroxidation (LPO). Therefore, the combination of increased temperature and air exposure during ebb tides demonstrated to induce higher oxidative stress. Similarly, when mussels were exposed to the combination of tides and MWCNTs, resulted into high production of reactive oxygen species (ROS), associated with an increase of metabolism, which lead to a significant increase of antioxidant defenses (superoxide dismutase, SOD and glutathione peroxide, GPx) and oxidized glutathione (GSSG), and thus organisms were able to prevent cellular damage, showing no lipid peroxidation (LPO) or protein carbonylation (PC) levels. Therefore, organisms seemed to be able to tolerate MWCNTS and air exposure during ebb tides, however the combination of both stressors demonstrated to induce higher oxidative stress. These findings indicate that the increasing global warming and the increasing presence of carbon nanoparticles in marine ecosystems can induce sub-lethal and higher toxic impacts, respectively, in intertidal organisms compared to organisms continuously submersed in marine ecosystems. Furthermore, our results may indicate that air exposure can act as a cofounding factor on the assessment of different stressors in organisms living in coastal systems
Espécies intertidais estão frequentemente expostas a mudanças ambientais associadas a múltiplos stresses, dos quais estas devem evitar ou tolerar desenvolvendo certas estratégias. Algumas das mudanças naturais estão ligadas ao ciclo de maré, do qual organismos devem tolerar as diferenças entre o ambiente aquático e o ambiente aéreo. Para além disso, estes organismos estão também sujeitos ao aquecimento global e consequentemente, ao risco de dessecação especialmente sob ambiente aéreo. Ademais, a exposição a poluentes de fontes antropogénicas é um outro stress diário com que os organismos devem lidar. O presente estudo avaliou os impactos em Mytilus galloprovincialis expostos a diferentes temperaturas (18ºC e 21ºC) ou a nanopartículas de carbono (0.01mg/L MWCNT) quando continuadamente submersos ou expostos a marés (5h de maré baixa, 7h de maré alta) por 14 dias. Os resultados evidenciaram que os mexilhões foram fisiologicamente e bioquimicamente afetados pelo aumento da temperatura ou exposição de MWCNTs, especialmente quando também expostos a marés. Quando só expostos ao aumento da temperatura, o stress induzido foi o suficiente para ativar as defesas antioxidantes dos mexilhões gastando reservas de energia e evitando danos oxidativos. Quando só expostos a MWCNTs ou só a marés, o stress induzido não foi suficiente para induzir as defesas antioxidantes dos mexilhões resultando em danos oxidativos. Contudo, a combinação de marés e temperatura, resultou numa alta produção de espécies reativas de oxigénio (ROS), a qual levou a um decréscimo significativo no teor de lípidos (LIP), a uma ativação das defesas antioxidantes (superóxido dismutase, SOD e glutationa peroxidase, GPx) e ao aumento da glutationa oxidada (GSSG), contudo os organismos não foram capazes de prevenir os danos celulares demonstrando um aumento de peroxidação lipídica (LPO). Desta forma, a combinação do aumento da temperatura e da exposição ao ar durante marés baixas demonstrou induzir maior stress oxidativo. Quando expostos à combinação de marés e MWCNTs, os mexilhões demonstraram uma alta produção de ROS, associada ao aumento do metabolismo, o qual levou ao aumento significativo de defesas antioxidantes (SOD, GPx) e de GSSG, e desta forma os organismos foram capazes de prevenir os danos celulares não demonstrando LPO ou cabonilação proteica (PC). Desta forma, os organismos pareceram ser capazes de tolerar MWCNTs e exposição ao ar durante marés baixas, contudo a combinação de ambos os stressores demonstrou induzir maior stress oxidativo. Estes resultados indicam que o aumento do aquecimento global e da presença de nanopartículas de carbono em ecossistemas marinhos poderá induzir impactos subletais e mais tóxicos em organismos intertidais quando comparados a organismos que estão continuadamente submersos no ecossistema marinho. Além do mais, os resultados também indicaram que a exposição ao ar poderá influenciar a avaliação de diferentes stressores em organismos a viver em sistemas costeiros
URI: http://hdl.handle.net/10773/24279
Appears in Collections:DBio - Dissertações de mestrado
UA - Dissertações de mestrado

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