Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10773/22797
Title: Psychophysiology of eyewitness testimony
Other Titles: Psicofisiologia do testemunho ocular
Author: Ferreira, Pedro João Bem-Haja Gabriel
Advisor: Santos, Isabel Maria Barbas dos
Silva, Carlos Fernandes da
Keywords: Psicologia forense
Reconhecimento facial (Psicologia)
Investigação criminal
Ritmo cardíaco
Eletromiografia - Face
Psicofisiologia
Defense Date: 2-Feb-2018
Publisher: Universidade de Aveiro
Abstract: As testemunhas oculares são muitas vezes o único meio que temos para aceder à autoria de um crime. Contudo, apesar dos 100 anos de evidência de erros no testemunho ocular, a consciência das suas limitações como meio de prova só ganhou força no advento do ADN. De facto os estudos de exoneração mostraram que 70 % das ilibações estavam associadas a erros de testemunho ocular. Estes erros têm um impacto social elevado principalmente os falsos positivos, por colocar inocentes na prisão. De acordo com a literatura, deverão ser utilizadas novas abordagens para tentar reduzir o numero de erros de identificação. Destas abordagens, destacam-se a análise dos padrões de movimentos oculares e os potenciais evocados. Nos nossos estudos utilizamos essas novas abordagens com o objetivo de examinar os padrões de acerto ou de identificação do criminoso, usando um paradigma de deteção de sinal. No que diz respeito aos movimentos oculares, não foram encontrados padrões robustos de acerto. No entanto, obtiveram-se evidências oculométricas de que a fusão de dois procedimentos (Alinhamento Simultâneo depois de um Alinhamento Sequencial com Regra de Paragem) aumenta a probabilidade de acerto. Em relação aos potenciais evocados, a P100 registou maior amplitude quando identificamos um inocente. Este efeito é concomitante com uma hiperactivação no córtex prefrontal ventromedial (CPFVM) identificada na análise de estimação de fontes. Esta hiperativação poderá estar relacionada com uma exacerbação emocional da informação proveniente da amígdala. A literatura relaciona a hiperativação no CPFVM com as falsas memorias, e estes resultados sugerem que a P100 poderá ser um promissor indicador de falsos positivos. Os resultados da N170 não nos permitem associar este componente ao acerto na identificação. Relativamente à P300, os resultados mostram uma maior amplitude deste componente quando identificamos corretamente um alvo, mas não diferiu significativamente de quando identificamos um inocente. Porém, a estimação de fontes mostrou que nessa janela temporal (300-600 ms) se verifica uma hipoativação dos Campos Oculares Frontais (COF) quando um distrator é identificado. Baixas ativações dos COF estão relacionadas com redução da eficiência de processamento e com a incapacidade para detetar alvos. Nas medidas periféricas, a eletromiografia facial mostrou que a maior ativação do corrugador e a menor ativação do zigomático são um bom indicador de quando estamos perante um criminoso. No que diz respeito ao ritmo cardíaco, a desaceleração esperada para os alvos devido à sua saliência emocional apenas foi obtida quando a visualização de um alvo foi acompanhada por um erro na identificação (i.e., um falso negativo). Neste trabalho de investigação parece que o sistema nervoso periférico está a responder corretamente, identificando o alvo, por ser emocionalmente mais saliente, enquanto que a modulação executiva efectuada pelo CPFVM conduz ao falso positivo. Os resultados obtidos são promissores e relevantes, principalmente quando o resultado de um erro poderá ser uma condenação indevida e, consequentemente, uma vida injustamente destruída.
Eyewitnesses are often the only way we can access the author of a crime. However, despite 100 years of evidence of errors in eyewitness testimony, awareness of its limitations only gained strength with the advent of DNA. In fact, 70% of exonerations have been associated with eyewitness errors. These errors have a high social impact, mainly false positives. According to the literature, new approaches to try to reduce the number of identification errors should be used. Of these, the study of oculometric patterns and event-related Potentials (ERP) stand out. In our studies, these new approaches were used with the objective of examining patterns of accuracy, using a signal detection paradigm. Regarding eye movements, no entirely clear patterns were found. However, there was oculometric evidence that the merging of two procedures (Simultaneous Lineup after a Sequential Lineup with Stopping Rule) increases performance accuracy. Regarding ERPs, the P100 registered a larger amplitude when an innocent was identified. This effect is concomitant with a hyperactivation in the ventromedial prefrontal cortex (VMPFC) identified by source estimation analysis. This hyperactivation might be related to an emotional exacerbation of the information coming from the amygdala. The literature relates the hyperactivation in the VMPFC with false memories, and these results suggest that the P100 component might be a promising marker of false positive errors. The results of the N170 do not allow to associate this component with accuracy. Regarding the P300, the results showed a greater amplitude of this component when a target was correctly identified but did not differ significantly from when an innocent was identified. However, source analysis in this time window (300-600 ms) showed a hypoactivation of Frontal Eye Fields (FEF) when a distractor was identified. FEF inactivations are related to the reduction of processing efficiency and to the inability to detect a target. Concerning the peripheral measures, facial electromyography showed that the greater activation of the corrugator and the lower activation of the zygomaticus are a good marker of when we are facing a perpetrator. Regarding heart rate, the expected deceleration for the targets due to their emotional salience was only obtained when the visualization of a target was accompanied by an error in the identification (i.e., a miss). In this research it seems that the peripheral nervous system is responding correctly, identifying the target, because it is emotionally more salient, while the executive modulation carried out by the VMPFC causes the false positive error. The results presently obtained are promising and relevant, especially when the result of an error might be an undue condemnation of an innocent and consequently a destroyed life.
Description: Doutoramento em Psicologia
URI: http://hdl.handle.net/10773/22797
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