Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10773/13376
Title: Detection of antibiotic resistant bacteria on hands and mobile phones
Other Titles: Deteção de bactérias resistentes a antibióticos nas mãos e telemóveis
Author: Danen, Ana Petronella Vasconcelos
Advisor: Barroso, Maria Helena de Sousa
Mendo, Sónia
Keywords: Microbiologia
Resistência a antibióticos
Bactérias patogénicas
Telefones celulares
Defense Date: 2014
Publisher: Universidade de Aveiro
Abstract: Mobile phones are daily used and in a frequent manner. There is no awareness in the general public of their potential to be a reservoir of specific bacteria. The use of touch screen mobile phones is exponentially growing and the hospital outbreaks with touch screens as contamination source is more frequently being registered. Touch screens are not perceived as a method of transmission of potentially pathogenic and antibiotic resistant bacteria, thus posing as a health risk due to being overlooked in terms of disinfection standards in healthcare settings. Bacteria are acquiring resistance to various antibiotics, possibly becoming multiresistant such as HA-MRSA. This poses a public health risk when faced with the possibility that these bacteria can adhere and remain on mobile phones over a great length of time. These devices may serve as vector of transmitting bacteria to their owners and third parties. This is even more preoccupying when individuals are healthcare professionals. This study aimed to identify and quantify the bacteria present on mobile phones and the hands of their users. The bacteria were submitted to antibiotic screening and MRSA were selected and genotypically characterized, and the SCCmec element typified. Bacillus spp. was detected in 7.5% of the individuals and in 28% of the mobile phones, hemolytic bacteria were detected in 82% of the individuals, Staphylococcus spp. in 96.5%, S. aureus in 82%, Enterobacteriaceae in 1% and MRSA in 6%. Erythromycin resistance in staphylococci was verified to be 44.7% in general. Oxacillin and Clindamycin resistance was 12.5% and 9.8%, respectively. 0.8% of the screened bacteria were multiresistant, and 3.3% of the individuals presented multiresistant bacteria on their hands. Four samples were identified as being MRSA, all multiresistant and from those, two samples were presumptively identified as SCCmec type II and SCCmec type III, both HA-MRSA. Male individuals have "dirtier" hands than female students in terms of potential pathogenic bacteria. Various factors such as, keyboard type, hand and mobile phone hygiene, nail length, manicure type and presence, taking device to the bathroom, owning pets and hand washing have influence on the bacterial count of the hands. Mobile phones can serve as reservoirs of specific bacterial that may be pathogenic and multiresistant to antibiotics, and should be publically perceived as a possible contamination source.
Atualmente os telemóveis são utilizados diariamente e de modo frequente. Não se observa uma consciencialização por parte da comunidade geral para o seu potencial como reservatório para bactérias específicas. O uso de telemóveis com ecrãs tácteis encontra-se em crescimento exponencial, e os surtos hospitalares em que se verifica que o ecrã táctil é uma fonte de contaminação estão a ser registados com maior frequência. Os ecrãs tácteis não são encarados como um meio de transmissão de bactérias potencialmente patogénicas e bactérias resistentes a antibióticos, podendo ser assim um risco para a saúde pública devido à negligência em termos de desinfeção apropriada em ambientes hospitalares. As bactérias estão a adquirir várias resistências a antibióticos, tornando-se multirresistentes tal como o HÁ-MRSA. Isto representa um risco para a saúde pública quando confrontados com a possibilidade destas bactérias aderirem e permanecerem nos telemóveis durante um longo período de tempo. Estes dispositivos podem servir como vetor na transmissão de bactérias presentes para o seu utilizador e a terceiros. Sendo ainda mais preocupante quando os indivíduos são profissionais de saúde. Este estudo teve como objetivo identificar e quantificar as bactérias presentes nos telemóveis e nas mãos dos seus utilizadores. As bactérias foram analisadas em termos de resistência a antibióticos e MRSA foram selecionados e geneticamente caracterizados, e o elemento SCCmec tipificado. Bacillus spp. foi detetado em 7.5% dos indivíduos e em 28% dos telemóveis, bactérias hemolíticas foram detetadas em 82% dos indivíduos, Staphylococcus spp. em 96.5%, S. aureus em 82%, Enterobacteriaceae em 1% e MRSA em 6%. A resistência à Eritromicina por staphylococci foi 44.7% em geral. A resistência à Oxacilina e Clindamicina foi de 12.5% e 9.8%, respetivamente. 0.8% das bactérias submetidas a antibiograma apresentaram resistência a múltiplas classes de antibióticos, e 3.3% dos participantes apresentaram bactérias multirresistentes nas mãos. Quatro amostras foram identificadas como sendo MRSA, todas multirresistentes, e destas, duas foram presuntivamente identificadas como sendo SCCmec tipo II e SCCmec tipo III, ambas HÁ-MRSA. Indivíduos do sexo masculino têm as mãos mais "sujas" do que as estudantes do sexo feminino, isto em termos de bactérias potencialmente patogénicas. Vários fatores como, tipo de teclado, higiene das mãos e telemóvel, tamanho das unhas, tipo e presença de manicure, levar o telemóvel para a casa de banho, ter animais de estimação e lavar as mãos influenciam o número de CFU nas mãos. Os telemóveis podem servir de reservatório para bactérias específicas que podem ser patogénicas e multirresistentes a antibióticos, por isso devem ser reconhecidos publicamente como uma possível fonte de contaminação.
Description: Mestrado em Microbiologia
URI: http://hdl.handle.net/10773/13376
Appears in Collections:DBio - Dissertações de mestrado
UA - Dissertações de mestrado

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
Tese.pdf2.79 MBAdobe PDFView/Open


FacebookTwitterLinkedIn
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.