Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10773/12935
Title: Influência dos grupos na comunicação social química
Author: Silva, Carla Cláudia Sousa
Advisor: Soares, Sandra Cristina de Oliveira
Keywords: Psicologia forense
Interacção social
Comunicação química
Odor
Xenófobia
Racismo
Integração social
Defense Date: 2013
Publisher: Universidade de Aveiro
Abstract: A comunicação através de sinais químicos (odores corporais) tem um papel importante na interação e reconhecimento social entre os humanos. No complexo major de histocompatibilidade (MHC) estão codificados genes que tornam único o odor corporal de cada indivíduo, mas também que são partilhados por indivíduos que tenham um ancestral em comum, permitindo deste modo que os humanos discriminem diferentes raças. No presente estudo investigou-se de que forma indivíduos caucasianos e negros avaliam os odores provenientes do endogrupo e de que forma a perceção dos odores é influenciada com a possível ativação de estereótipos implícitos. Foi apresentado um alinhamento de 4 odores (2 de cada raça) a 96 participantes (48 de cada raça) que efetuaram avaliações ao nível da agradabilidade, familiaridade, atratividade, intensidade e ativação geral, em dois momentos distintos. Enquanto no primeiro momento não foi facultada qualquer informação acerca da natureza dos odores, no segundo momento os participantes foram informados de que estariam expostos a odores de 2 raças distintas (caucasianos e negros). No primeiro momento de avaliação, os resultados revelaram que os participantes caucasianos avaliaram os odores pertencentes ao endogrupo como mais agradáveis e menos familiares, atrativos, intensos e ativadores, verificando-se diferenças significativas na familiaridade, intensidade e ativação. Os participantes de raça negra avaliaram os odores do endogrupo como menos agradáveis, mas mais familiares, atrativos, intensos e ativadores. Contudo, não existiram diferenças significativas nas avaliações efetuadas pelos participantes negros. Os resultados significativos relativos à intensidade e ativação geral podem ser explicados por teorias evolutivas que sustentam a existência de mecanismos de avaliação (e proteção) face a membros do exogrupo, i.e., com MHC distintos. Por outro lado, o facto de não existirem resultados significativos no que diz respeito aos participantes negros pode dever-se ao facto destes pertencerem a um grupo minoritário da comunidade estudantil da universidade, forçando assim o contato destes com indivíduos de raça caucasiana. No entanto, estes resultados também podem ser explicados por características da natureza e qualidade dos odores, uma vez que ambos os participantes consideram os odores negros mais intensos e ativadores. Finalmente, e analisando os dois momentos de avaliação, verificaram-se diferenças significativas, sendo que os odores corporais foram considerados como menos agradáveis, mas mais familiares, intensos e ativos no segundo momento de avaliação. Estes resultados revelam-nos que a informação dada ao participante antes do segundo momento de avaliação influenciou a sua perceção dos odores. Em suma, estes dados levam-nos a assumir que a perceção de odores corporais não parece estar na base de efeitos xenofóbicos.
Communication by chemical signals (body odor) has an important role in social interaction and recognition between humans. In the major histocompatibility complex (MHC) the genes encoded, make the body odor of the individual unique, but also that which is shared by individuals who have a common ancestor, thereby enabling people to discriminate different human races, through body odor. In the present study we analyzed how Caucasians and Blacks evaluate body odors from the in-group and how the perception of body odors is influenced with a possible activation of implicit stereotypes. A line-up of 4 odors (2 of each race) was presented to 96 participants (48 from each race) that made assessments at the level of pleasantness, familiarity, attractiveness, intensity and general activation at two different times. In a first moment of assessment the participants’ weren´t given any information about the type of odor but by the second instance of assessment the participants were informed that they would be exposed to two different odors from different races (Caucasians and blacks). The results showed that Caucasian participants assessed the odors belonging to the in-group as more pleasant and less familiar, attractive, intense and arousing. These results showed significant differences regarding familiarity, intensity and arousal. Black participants rated the in-group as less pleasant but more familiar, attractive, intense and arousing. However, there were no significant differences in the assessments made by the black participants. The significant results concerning the intensity and arousal can be explained by evolutionary theories that support the existence of evaluation mechanisms (and protection) against out-group members with different MHC. Moreover, the fact that no significant results with regard to black participants may be related with the fact that these belong to a minority group of the student community of the university, thus forcing their contact with individuals of Caucasian race. However, these results may be explained by the nature and quality characteristics of the odors, since both participants considered the most intense the odors belonging to black participants. Finally, looking at the two assessment moments, there were significant differences, and body odors were regarded as less pleasant and more familiar, intense and arousing in the second assessment. These results show us that the information given to the participant before the second assessment influenced the perception of body odors. In conclusion, these data showed that the perception of body odors seems to not be related to xenophobic behaviors.
Description: Mestrado em Psicologia Forense
URI: http://hdl.handle.net/10773/12935
Appears in Collections:DE - Dissertações de mestrado
UA - Dissertações de mestrado

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