Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10773/12823
Title: ESI: validade interna e de constructo em adultos portugueses
Author: Andrade, Rita Pires
Advisor: Santos, Isabel Maria Barbas dos
Vagos, Paula Emanuel Rocha Martins
Keywords: Psicologia forense
Psicologia do comportamento
Comportamento anti-social
Psicopatologia
Doenças mentais
Comportamento de risco
Defense Date: 2013
Publisher: Universidade de Aveiro
Abstract: Estudos cujo objetivo principal foi avaliar a estrutura latente das desordens mentais, salientam a existência de dois fatores relacionados e subjacentes à saúde e doença mental: Internalização e Externalização. Internalização referese ao conflitos com o self, enquanto a externalização diz respeito a problemas que envolvem conflitos com o ambiente. O Inventário de Externalização foi desenvolvido enquanto medida psicométrica que objetiva traçar um modelo quantitativo e amplamente descritivo, de modo a considerar todos os indicadores da dimensão de externalização, que envolvem comportamentos antissociais, uso de substâncias e traços de personalidade agressivos e impulsivos. O presente estudo tem como objetivo a validação da versão reduzida do Inventário de Externalização (IE-r), para a população adulta portuguesa, pretendendo avaliar as suas características psicométricas ao nível da sua estrutura interna e validade convergente em relação a uma medida de agressão. Este inventário inclui 160 itens, divididos por 23 subescalas. Na sua versão original, foi proposta a sua organização interna em três fatores (modelo hierárquico), um englobando todas as medidas (desinibição geral) e os restantes dois englobando medidas específicas no âmbito da agressão ou do consumo de substâncias. Neste estudo, a amostra foi constituída por 609 participantes, em que 60 eram reclusos e os restantes estudantes ou trabalhadores, com idades compreendidas entre os 17 e os 45 anos (M=23.76; SD=7.70). Os resultados mostraram que o IE-r apresentou valores satisfatórios de consistência interna, sendo o alfa de Cronbach encontrado para as subescalas e para os factores sempre superior a .72, exceto para a subescala alienação. As análises relativas à estrutura interna permitiram concluir a adequabilidade do modelo hierárquico por comparação com um modelo unifatorial e um modelo bifatorial de segunda ordem. Também foram encontradas correlações estatisticamente significativas entre 18 subescalas e os 3 factores do IE e as escalas do Questionário da Agressividade (AQ), sendo as exceções as subescalas controlo/planeamento, confiança, honestidade, empatia e uso de álcool. Assim, o IE-r surge como uma ferramenta pioneira e adequada para avaliar diversos traços e problemas no domínio da externalização. É fundamental avaliar todos os constructos do referido espetro em conjunto, para melhorar a compreensão da vulnerabilidade do fator de externalização, e do espectro de dificuldades que lhe podem estar associadas em diferentes patologias ou dificuldades comportamentais, a partir de uma perspectiva mais integrada.
The aim of these studies was to evaluate the latent structure of mental disorders, emphasise the existence of two underlying factors related to health and mental illness: Internalizing and Externalizing. Internalizing refers to the conflict with the self, while externalizing deals with problems involving conflict with the environment. The Externalizing Inventory was developed as a psychometric measure that aims to outline a quantitative and largely descriptive model, in order to consider all indicators of the internalizing dimensions involving antisocial behaviour, substance use, and aggressive and impulsive personality traits. The aim of the present study is to validate the short-form version of the Externalizing Inventory (ESI-brief), for the Portuguese adult population, with a view to assessing its psychometric features at the level of its internal structure and convergent validity with respect to a measure of aggression. This inventory includes 160 items, divided into 23 subscales. In its original version, its internal organization proposed three-factor model (hierarchical model), one encompassing all measures (general disinhibition) and the remaining two encompassing specific measures in the context of insensible aggression or substance use. In this study, the sample included 609 participants, sixty of which were prisoners and the others were students or workers aged between 17 and 45 years (M = 23.76, SD = 7.70). The results showed that the ESI-brief presented satisfactory internal consistency, defined by Cronbach's alpha for the subscales and the factors consistently above .72, with the exception of the alienation subscale. The analyses of the internal structure provide evidence for the suitability of the hierarchical model by comparing it with a one-factor model and a two-factor second-order model. Statistically significant correlations between 18 subscales and 3 factors of ESI-brief and the scales of the Aggression Questionnaire (AQ) were also found, with the exception of the subscales of planful control, dependability, honesty, empathy, and alcohol use. Thus, the ESI-brief is a pioneer measurement tool to assess various problem behaviours and traits in the domain of externalizing proneness. A new integrated approach is essential to assess all constructs of the referred-to spectrum as a whole to better understand the vulnerability of the externalizing factor and the difficulties that might be associated with different pathologies or behavioural problems.
Description: Mestrado em Psicologia Forense
URI: http://hdl.handle.net/10773/12823
Appears in Collections:DE - Dissertações de mestrado
UA - Dissertações de mestrado

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