Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10773/12671
Title: (Re)pensar o conflito intragrupal: Níveis de desenvolvimento e eficácia
Author: Dimas, Isabel
Issue Date: 19-Dec-2007
Abstract: O conflito intragrupal constitui uma realidade incontornável nas organizações. O valor e a centralidade que lhe têm sido atribuídos no seio das Ciências Organizacionais têm sofrido, no entanto, alterações ao longo do tempo. Enquanto as abordagens tradicionais sublinhavam o carácter disfuncional/negativo do conflito e postulavam que o seu evitamento permitia assegurar a estabilidade e a harmonia fundamentais para o alcance dos objectivos grupais, as perspectivas mais recentes, por contraste, consideram que os conflitos, quando centrados directamente nas tarefas, permitem aumentar os níveis de desempenho e contribuem para o encontrar de soluções mais criativas e inovadoras, isto é, revelam-se funcionais/positivos. Os estudos empíricos desenvolvidos no contexto desta última abordagem têm, contudo, encontrado poucas evidências para a funcionalidade deste fenómeno grupal. Com a presente dissertação procuramos contribuir para clarificar as relações que os conflitos estabelecem com a eficácia grupal, nomeadamente no que diz respeito ao desempenho e à satisfação. Constitui, igualmente, nosso objectivo analisar de que forma os conflitos são vividos e geridos no decorrer dos diferentes níveis de desenvolvimento do grupo. Tendo em vista a prossecução dos objectivos referidos, foram desenvolvidos dois estudos empíricos de natureza não experimental. No primeiro estudo participaram 68 equipas de produção de 8 organizações do sector industrial que desempenham tarefas com um baixo nível de complexidade. No segundo estudo foi analisada uma amostra composta por 77 equipas de 14 organizações (12 empresas do sector dos serviços e 2 empresas do sector industrial) que actuam em contextos pouco previsíveis e cujas tarefas apresentam uma reduzida estruturação. No global, os resultados revelaram que o conflito centrado no desenvolvimento das tarefas se relaciona negativamente com o desempenho e com a satisfação dos membros com a equipa. Verificou-se, ainda, que a utilização de estratégias integrativas se assume como a única abordagem aos conflitos com um impacto positivo nos resultados grupais. Por último, concluiu- se que a emergência de conflitos é diferente ao longo do desenvolvimento grupal: com efeito, o primeiro momento de vida do grupo é marcado por poucos conflitos, sendo no estádio dois que a frequência conflitual é maior, tanto ao nível afectivo como ao nível da tarefa; a evolução do grupo em direcção à maturidade traduz-se numa diminuição progressiva da frequência conflitual.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10773/12671
Appears in Collections:ESTGA - Teses de doutoramento

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