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Title: Resveratrol e cancro - qual o papel para as sirtuinas?
Other Titles: Resveratrol and cancer - what role for sirtuins?
Author: Deus, Cláudia Maria Carrudo de,
Advisor: Oliveira, Paulo Jorge Gouveia Simões da Silva
Cardoso, Susana Maria de Almeida
Santos, Maria da Conceição
Keywords: Biologia molecular
Cancro - Terapêutica
Polifenóis
Citotoxicidade
Defense Date: 26-Jul-2012
Publisher: Universidade de Aveiro
Abstract: O cancro é uma doença com elevada incidência em todo o mundo. O processo de carcinogénese é bastante complexo e envolve uma série de transformações que culminam no desenvolvimento tumoral. É por isso necessário encontrar novas terapias que sejam menos agressivas ou que aumentem a eficiência da quimioterapia no combate ao cancro. Os polifenóis, nomeadamente o resveratrol têm sido apontados como compostos com efeitos quimioprotetores e citotóxicos em vários tipos de cancro, prevenindo e atrasando o desenvolvimento tumoral nos vários estágios do processo carcinogénico. Apesar de ainda não serem totalmente conhecidos os mecanismos pelos quais este composto atua nas células, a sua atividade parece estimular a atividade de sirtuinas. Uma vez que estas desacetilases desempenham um papel fundamental na regulação de vários mecanismos na resposta ao stresse, parecem estar relacionadas com a regulação do desenvolvimento tumoral. O objetivo deste trabalho foi determinar se a diferente ação citotóxica do resveratrol em várias linhas celulares tumorais está relacionada com uma diferente quantidade basal e posterior alteração do conteúdo de sirtuina 1 e sirtuina 3. Os resultados obtidos através do ensaio de avaliação da proliferação celular mostraram que uma concentração de 50 μM de resveratrol provocou uma diminuição do número de células em todas as linhas celulares. Através de microscopia de epifluorescência foi possível observar que este composto provoca alterações morfológicas celulares e na rede mitocondrial de linhas celulares tumorais, sugerindo a morte celular por apoptose. A análise do conteúdo proteico em sirtuina 1 e sirtuina 3 nas células após tratamento com resveratrol mostrou que de uma forma geral a quantidade de sirtuina 1 é aumentada em todas as linhas celulares, embora sem significância estatística. E que apesar de também sem significância estatística, o resveratrol parece aumentar a quantidade da sirtuina 3 em algumas das linhas estudadas, nomeadamente nas MCF-7. Desta forma, sugere-se que existe alguma correlação entre a expressão das sirtuinas e o efeito do resveratrol na inibição do crescimento de linhas celulares tumorais. Se trabalhos futuros completarem e confirmarem os resultados aqui obtidos, o resveratrol poderá assim ser considerado um bom aliado no desenvolvimento de novas terapêuticas no combate a vários tipos de cancro.
Cancer is a disease with high prevalence in the world. The process of carcinogenesis is complex and involves a series of transformations that culminate in tumor development. It is therefore necessary to find new therapies that are less aggressive or which increase the efficacy of chemotherapy in fighting cancer. Polyphenols, namely in particular resveratrol, have been identified as chemopreventive or cytotoxic agents against various types of cancer, preventing and delaying the tumor growth at various stages of the carcinogenic process. Although the mechanisms by which resveratrol acts on cells are not fully known, its activity seems to stimulate the activity of sirtuins. Since these deacetylases play a major role in the regulation of various mechanisms in response to stress, their activity may be related with the regulation of tumor development. The objective of this study was to determine whether different cytotoxic actions of resveratrol on several tumor cell lines is related to a different basal content and subsequent modulation of sirtuin 1 and sirtuin 3. The results obtained from cell proliferation assays showed that 50 μM of resveratrol resulted in a decrease in cell number in all cell lines tested. By means of epifluorescence microscopy it was observed that resveratrol leads to morphological changes in cellular and mitochondrial network of tumor cell lines, which is suggestive of apoptotic cell death. The semi-quantification of sirtuin 1 and sirtuin 3 protein content after resveratrol treatment showed that in general the amount of sirtuin 1 is increased in all cell lines, although not statistically significant. Although not statistically significant, resveratrol seems to increase the amount of sirtuin 3 in some of the cell lines studied, particularly in MCF-7. Although preliminary, the results suggest that there is some correlation between the expression of sirtuins and the effect of resveratrol on growth inhibition of tumor cell lines. If future results complement and confirm this data, resveratrol may thus be considered a good ally in the development of new therapeutics to combat various types of cancer.
Description: Mestrado em Biologia Aplicada
URI: http://hdl.handle.net/10773/10700
Appears in Collections:DBio - Dissertações de mestrado
UA - Dissertações de mestrado

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