Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10773/10104
Title: A cromogranina A na insuficiência cardíaca
Author: Rego, Alexandra Maria de Oliveira
Advisor: Guimarães, João Tiago de Sousa Pinto
Santos, Maria da Conceição
Keywords: Biologia molecular
Insuficiência cardíaca
Glicoproteínas
Glândulas endócrinas
Indicadores biológicos
Defense Date: 2012
Publisher: Universidade de Aveiro
Abstract: A Cromogranina A (CgA) é o membro principal de uma família de glicoproteínas ácidas secretoras, as graninas, que são essencialmente expressas nas células endócrinas e neuroendócrinas. Desempenha várias funções no processo secretor, intracelularmente como regulador chave da biogénese dos grânulos de secreção e extra-celularmente pela formação de péptidos biologicamente activos como resultado do processamento proteolítico de graninas reguladoras de secreção hormonal. A ampla distribuição da CgA, fez da sua medição imunoreactiva na circulação, uma ferramenta valiosa para o diagnóstico de neoplasia neuroendócrina, e mais recentemente como um biomarcador promissor para uso na Insuficiência Cardíaca (IC), capaz de avaliar a actividade do sistema nervoso simpático. A IC é uma falência da capacidade do coração bombear a quantidade de sangue biologicamente necessária, colocando em risco o retorno venoso e as necessidades metabólicas do organismo. Como complemento da clínica, parte da avaliação da IC está associada com a disponibilidade de biomarcadores específicos, que contribuam para rastreio, diagnóstico, estratificação do risco, avaliação prognóstica e monitorização da terapêutica. É exemplo a medição do marcador B-type Natriuretic Peptide (BNP) e dos peptídeos relacionados. Vários recursos práticos podem contribuir para a eleição da CgA como novo biomarcador cardíaco, pois é pouco propensa a rápidas flutuações, o que simplifica tanto a colheita de sangue como a fase pré-analítica. Tem ainda características vantajosas na sua análise bioquímica, pois pode ser facilmente realizada por métodos muito sensíveis, padronizados e validados, como Radioimunoensaio (RIA) e Enzyme-Linked Immunosorbent Assay (ELISA). No entanto o conhecimento de que a CgA está sujeita a diversas modificações moleculares pós-traducionais e proteolíticas de processamento que podem variar de tecido para tecido, torna-a um antigénio altamente heterogéneo, levando a que diferentes anticorpos/reagentes a possam detectar com diferentes eficiências. Este é um ponto importante a ter em consideração quando se comparam os resultados obtidos com diferentes ensaios. Existem questões pertinentes que se levantam relativamente à dificuldade de comparação de resultados pelos métodos citados, como o facto de poderem diferir no anticorpo específico contra a CgA, nas unidades utilizadas, nos valores de referência, na regras de colheita e conservação da amostra, etc. Há por isso necessidade de se apostar em mais trabalhos científicos que revelem quais os métodos laboratoriais mais vantajosos para a determinação CgA no contexto de IC, e que simultâneamente caminhem no sentido de uma futura uniformização universal de um método de detecção.
The Chromogranin A (CgA) is the principal member of a family of acidic secretory glycoproteins, the granins, which are expressed in endocrine and neuroendocrine cells. It performs several functions in the secretory process, intracellularlly it targets peptide hormones and neurotransmitters for the granules of the regulated secretory pathway, and extra-cellularly by the formation of biologically active peptides as a result of proteolytic processing of granins that regulate hormone secretion. The wide distribution of CgA made the measurement of immunoreactive CgA in circulation, an important tool for the diagnosis of neuroendocrine neoplasia, and more recently as a promising biomarker for use in heart failure (HF), which can evaluates the activity of the sympathetic nervous system. The HF is a failure of the heart's ability to pump the amount of blood that is biologically necessary, endangering venous return and metabolic needs of the body. The complementing of clinical part in HF evaluation, is associated with the availability of specific biomarkers that contribute to screening, diagnosis, risk stratification, prognostic and therapeutic drug monitoring. One example is the measurement of the biomaker B-type Natriuretic Peptide (BNP) and related peptides. Several practical resources can contribute to the election of CgA as new cardiac biomarker such as its low tendency to rapid fluctuations in relation to BNP, which simplifies both, the blood sample as preanalytical phase. It has further advantageous characteristics concerning its biochemical analysis since it can readily be performed by methods very sensitive, standardized and validated, as radioimmunoassay (RIA) and enzyme-linked immunosorbent assay (ELISA). There is however knowledge that CgA is subject to various molecular posttranslational and proteolytic modifications of its processing which may be different from tissue to tissue which. It makes CgA a highly heterogeneous antigen, and leads to the conclusion that different antibodies / reagents may detect CgA with different efficiencies. This is an important point to consider when comparing the results obtained with different assays. There are pertinent questions that arise regarding the difficulty of comparing results by the methods cited, such as the fact that they can differ in specific antibody against CgA, the units used in the reference values, the sample collection rules and preservation, among others. Future studies should therefore show what laboratory methods are the most advantageous for CgA determination in HF context, and also point in the direction of a future standardization for a detection method.
Description: Mestrado em Biologia Molecular e Celular
URI: http://hdl.handle.net/10773/10104
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