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 Revisão curricular do ensino secundário D-L 7/2001: efeitos da sua implementação e suspensão
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/8954

title: Revisão curricular do ensino secundário D-L 7/2001: efeitos da sua implementação e suspensão
authors: Pessoa, Maria Célia da Silva
advisors: Martins, António Maria
keywords: Administração escolar
Avaliação de currículos
Ensino secundário
issue date: 2005
publisher: Universidade de Aveiro
abstract: O presente estudo procura caracterizar o trabalho docente e discente numaescola secundária, semi-rural, no âmbito reformista subjacente à (des) construção da autonomia curricular, perspectivando-a numa relação intrínseca à organização escolar. Enquadramos esta problemática à reforma/revisãocurricular do Ensino Secundário, estabelecida pelo decreto-lei 7/2001, procurando vislumbrar aimagem organizacional, fundamentada na análise da discussão dos seus principais normativos e da sua aplicabilidade no terreno.Valorizando-se estratégias de colegialidade na tentativa de dar resposta àexpressão da construção colectiva duma organização escolar, a (des) construção do currículo em análise, enquadra-se à luz da centralidade/descentralidade como processo complexo de decisão educativa.Propomo-nos indagar as opiniões de continuidade e descontinuidade,manifestadas pelos principais Actores, no decurso da implementação e suspensão da reforma. Através da metodologia do tipo etnográfico, o estudode caso, valoriza a dicotomia dos aspectos qualitativo e quantitativo na análisedas informações recolhidas, procurando: analisar as representações curriculares partindo do trabalho desenvolvido pela comunidade educativa naimplementação da reforma; constatar a opinião dos actores perante o currículoformal e a sua (des) centralização no contexto escolar; verificar o carácter deautonomia relativa da escola na gestão curricular. Resumindo, propomo-nos analisar o complexo processo de decisão educativa, perante o sentido dosnovos conceitos, cada vez mais dominantes no contexto educativo: inovação,autonomia, projecto, parceria, etc., em termos de mudanças das práticas curriculares. Indagamos que a noção de partilha, de interacção e delegitimidade de outros parceiros na acção educativa é um posicionamento queestá na “moda”, perspectivado por vontade política, mas, simultaneamenteconcordante ou discordante no seio da comunidade escolar. Torna-se imperioso aceitar, que a autonomia curricular não pode limitar-se unicamente ao nível dos discursos. É imperativo conciliar o formal e o informal do currículopara que seja perspectivado a partir das práticas de ensino/aprendizagem.

The present study aims to characterize the teachers’ and students’ work in a semi-rural secondary school, focusing the Reform which underlies the(de)construction of curriculum autonomy within its inner relation to school organization. We’ visit this issue in the Curriculum Reform/Revision of theSecondary Education established by the 7/2001 Act, trying to Picture it from the analysis of the discussion of its main normative principles and its effectiveapplicability. By valuing group strategies, in an attempt to find an answer to the role played by the collective constructionof a school organization, the (de)construction of the curriculum under analysis is viewed according to centrality/decentrality as a complex process f educational decision. We intend to analyse the opinions of continuity and discontinuity expressed by the main Actors of the implementation and the suspension of the Reform. By using an ethnographic methodology and by emphasizing both quality andquantity aspects in the gathered information study, we intend to analyse thecurricula representations based on the work carried out by the schoolcommunity in the process of the Reform implementation. We also want toconfirm the participants’ opinion in relation to both the formal curriculum and its(de)centralization in the school context. Finally, we intend to confirm the relativeschool autonomy in what the curriculum management is concerned. To sum up,we want to analyse the complexity of the educational decision process in viewof the meaning of the new concepts that have become more and moreimportant in the educational context such as innovation, autonomy, Project,partnership, etc., according to changes in the curricula practices. We point out that the concepts of sharing, interaction and legitimacy of otherpartners in the educational process are the result f a “trendy” position taken bypolitical will, but which is simultaneously accepted and rejected within theschool community. We must accept that the curricula autonomy can’t become a forum of invective.We must conciliate both formal and informal components of the curriculum, so that it might be viewed according to the actual teaching/learning practices.

La présente cherche à caractériser le travail de l’enseignant dans une écolesecondaire mi-rurale, sous une perspective réformiste sous-jacente à la (dé) construction de l’autonomie des contenus (curriculum) et au sein de l’organisation scolaire. Cette question s’encadre dans la Réforme/Révision descurrícula de l’Enseignement Secondaire (ici correspondant au lycée), établiepar le dácret-loi 7/2001, en essayant de l’entrevoir à partir d’une analyse dela discussion de ses principes normatifs et de son applicabilité sur le terrain. Tout en valorisant ses stratégies de collégialité pour essayer de répondre àl’expression de la construction collective d’une organisation scolaire, la(dé)construction du curriculum analysé s’encadre au niveau de la centralisation/décentralisation, en tant que procédé complexe d’une décisionéducative. Nous nous proposons d’analyser les opinions de continuité/discontinuitémanifestées par les principaux acteurs de l’implantation e suspension de la Réforme. En utilisant la méthodologie du genre ethnographique et tout envalorisant l’aspect de qualité et de quantité dans l’analyse des informationsrecueillies, nous prétendons analyser les représentations des curricula à partirdu travail développé par la communauté éducative au niveau de l’implantationde la Réforme. Nous voulons aussi vérifier l’opinion des intervenants face aucurriculum formel décrété et face à sa décentralisation dans le contextescolaire. Finalement, nous prétendons vérifier l’aspect de l’autonomie relative de l’école du point de vue de la gestion scolaire. En somme, nous voulonsanalyser le procédé qui s’avère complexe de la décision éducative face à denouveaux concepts, ceux-ci de plus en plus importants dans le contexte éducatif tels que : innovation, autonomie, projet, coopération, etc. Et ce, dupoint de vue des changements des pratiques des curricula. Nousremarquerons que les notions de partage, d’interaction et de légitimité desautres partenaires dans l’action éducative adviennent d’une position «à lamode» par volonté politique mais en même temps avec des positions pour oucontre su sein de la communauté éducative. Il s’avère impératif d’accepter que l’autonomie des contenus au niveau du curriculum ne puisse se limiter au niveau du discours. Il faut concilier l’aspect formel et informel du curriculum de façon à ce qu’il soit visualisé à partir de la centralisation des pratiques d’enseignement et d’apprentissage.
description: Mestrado em Ciências da Educação
URI: http://hdl.handle.net/10773/8954
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