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 Estudo ecotoxicológico de medicamentos e outros químicos de farmácias
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/8837

title: Estudo ecotoxicológico de medicamentos e outros químicos de farmácias
authors: Paiva, Orlando João Martins de
advisors: Gonçalves, Fernando
Azeiteiro, Ulisses Manuel Miranda
keywords: Ecotoxicologia
Medicamentos: Aspectos ambientais
Farmácia
Educação ambiental
issue date: 2009
publisher: Universidade de Aveiro
abstract: No desenvolvimento da humanidade, principalmente após a revolução tecnológica, a produção de químicos, entre os quais os medicamentos, passou a ser feita em escala industrial. Em todo o mundo, a passagem da manipulação das fórmulas feita nas antigas “Boticas”, transferiu-se, na maioria esmagadora, para a indústria farmacêutica. Enormes quantidades de substâncias activas são produzidas e vendidas em todo o mundo, e, por consequência, descartadas no ambiente, de forma crónica e contínua, fruto da eliminação fisiológica (excreção), e/ou, pelo descarte inadequado destas no ambiente. Em 2006, os portugueses utilizaram 127 609 746 embalagens de medicamentos. Neste contexto, e através de um questionário aos utentes das farmácias em Portugal, pretendeu-se analisar o potencial impacte ambiental devido ao manuseio dos fármacos e outros químicos aí adquiridos. Para fundamentar o questionário, foi feita uma revisão bibliográfica, tendo-se calculado também os PECs (concentrações ambientais previstas) iniciais das 10 substâncias mais utilizadas, por grupos terapêuticos. Verificou-se que 68,03% dos utentes referiram entregar os medicamentos na farmácia, 20,52% deitam ao lixo normal e 2,93% depositam-nos em terreno abandonado. Constatou-se ainda que 2,35% referiram queimá-los, 1,76% despejam-nos no sistema de saneamento básico e 4,41% deram outros destinos aos resíduos de embalagens e medicamentos. No que diz respeito ao destino dos químicos (por exemplo, álcool; água oxigenada, tintura de iodo, entre outros), 60,72% dos utentes devolvem-nos às farmácias, 23,10% são descartados para o lixo normal, 5,28% são despejados no sistema de saneamento básico, 4,29% vão para terrenos abandonados, 1,98% são queimados, 0,33% são enterrados e 4,29% têm outro destino. Como amostra, das 10 substâncias activas, 9 apresentaram PECs ≥ 0,01ug/L, mostrando assim a possibilidade de impacte ambiental dos fármacos e a necessidade de se aprofundar o estudo de quais as quantidades que realmente estão presentes no ambiente e como estas substâncias ou misturas agem no ambiente. Tendo por base o questionário, constatou-se que os utentes têm alguma informação em relação a utilização e descarte dos resíduos medicamentosos, principalmente através de três vias: farmácias, televisão e escolas. Há muitos trabalhos que referem a presença de fármacos nas águas (rios, estações de tratamento de águas), havendo poucos trabalhos em relação a sua presença noutros compartimentos ambientais (solo, ar). Conclui-se que há necessidade de se apostar cada vez mais na educação ambiental para toda a população, utilizando as vias em que os utentes têm melhor acesso e por eles preferidas (farmácias, televisão e escolas), além de se poder alargar a informação por outros meios. Sendo a prevenção a via mais eficaz e de menor custo, a possibilidade de se aumentar os pontos de recolha para outros locais de fácil acesso, que não somente as farmácias, irá contribuir para a diminuição do impacte. Por outro lado, torna-se necessário fomentar estudos em Portugal para identificação e quantificação de amostras, desenvolvimento e validação de métodos para que se possa aumentar a biodegradação dos fármacos, e fomentar o uso e melhoramento das vias mais importantes de eliminação de resíduos como as ETARs e também os aterros sanitários.

In the development of humanity, especially after the technological revolution, the production of chemicals, among these drugs, began to be conducted on an industrial scale. Throughout the world, an overwhelming majority of the formulas that were made in the old apothecary’s shop was transferred to the pharmaceutical industry. Huge amounts of active substances are produced and sold around the world, and therefore discarded to the environment, in a chronic and continuous manner, as a result of physiological elimination (excretion), or by improper disposal of these to the environment. In 2006, the Portuguese used 127 609 746 packages of medicines. In this context, based on ecotoxicology, through a questionnaire to users of Pharmacies in Portugal, we have analyzed the potential impact to the environment dew to the handling of medicines and other chemicals purchased there. As a support to the questionnaire, a literature research review took place, as well as the PECs calculation (predicted environmental concentrations) of the 10th most frequently used substances. 68.03% of users reported to deliver drugs in the pharmacy, 20,52% normal garbage, 2,93% deposited in the wasteland. 2,35% reported still burn them, 1,76% dump them the toilet, the sink in the bathroom or in the dishwasher and 4,41% are other targets on packaging waste and medicines. In regard to the fate of chemicals used, 60,72% of clients handed them to the Pharmacies. 23,10% are discarded in the normal trash, 5,28% are dumped in the toilet, sink in the bathroom or Dishwasher, 4,29% goes to the abandoned fields, 1,98% are burned, 0,33% are buried, and 4,29% have another destination. In a sample of 10 active substances, 9 showed PECs ≥ 0.01 ug / L, thus showing the possibility of environmental impact of medicine (CHMP, 2006) and the need to deepen the knowledge on which the amounts are actually present in the environment and the effect of those substances or mixtures on the environment. According to the questionnaire, users responded they had received some information regarding the use and disposal of medicine residue through three ways: first in pharmacies, then television and also in schools. There are many studies in the world that relate to the presence of substances in water (rivers, water treatment plants and sewage treatment plants), there are a few papers in relation to their presence in other compartments (soil, air, etc..). Showing the use of pharmaceuticals are a potential risk to the environment and to public health, there is a need to focus more on environmental education for the entire population, using the lanes in which users have better access to and are more acessissible (Pharmacies, television and schools), and be able to spread the information by other means. With prevention, the most effective and least costly, the possibility of increasing the recovery of pharmaceuticals to other locations easily accessible, not only the pharmacies, will surely contribute to the reduction of the impact. On the other hand, it’s urgent to promote studies in Portugal on identification and quantification of samples, and development and validation of methods that can increase the degradation of medicines, also improving the use of waste disposal WWTP and landfills as importante routs to eliminate phameceutical residue.
description: Mestrado em Toxicologia e Ecotoxicologia
URI: http://hdl.handle.net/10773/8837
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