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 Disseminação de genes de resistência em estirpes clínicas de Escherichia coli
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/822

title: Disseminação de genes de resistência em estirpes clínicas de Escherichia coli
authors: Paradela, Ana Margarida Barata Moreira
advisors: Barroso, Sónia Alexandra Leite Velho Mendo
keywords: Microbiologia molecular
Microorganismos patogénicos
Bactérias patogénicas
Genes
Resistência a antibióticos
issue date: 2008
publisher: Universidade de Aveiro
abstract: A multiresistência a antimicrobianos é a principal causa de falha terapêutica no tratamento de infecções bacterianas. Cada vez mais estudos sugerem que as bactérias conseguem resistir a múltiplos antibióticos através de mecanismos intrínsecos, tais como ap presença de genes que codificam beta-lactamases bem como a presença de bombas de efluxo. Extensivos estudos mostraram também que diversos elementos genéticos móveis, tais como plasmídeos e transposões, facilitam a troca de material genético entre géneros e espécies de bactérias. Membros da família das Enterobacteriaceae, Escherichia coli em particular é o principal agente responsável por infecções urinárias. A crescente alteração do fenótipo de resistência das estirpes isoladas, nomeadamente em pacientes oriundos da comunidade, é motivo de grande preocupação e constitui um grave problema à escala mundial. Com o presente trabalho pretendeu-se averiguar a prevalência e disseminação de genes de resistência presentes na população em estudo. Verificou-se que 79% da população em estudo apresentava resistência a pelo menos uma classe de antibióticos, 30 % revelou um fenótipo de multiresistência e 21% não apresentou qualquer tipo de resistência aos compostos testados. A presença da ß-lactamase TEM foi detectada em todos isolados que apresentavam resistência à Ampicilina. O gene que codifica a OXA foi detectado em 12 dos isolados. Em 12 isolados verificou-se a presença da ß-lactamase CTX-M associada à sequência de inserção ISEsp1localizadada a montante. O gene int1 está verificou-se estar presente em 17 dos isolados. Concluiu-se deste estudo que a resistência mais significativa se verificou relativamente à ampicilina e às cefalosporinas de primeira geração, o que leva a sugerir que estes antibióticos não deveriam ser usados como agente único no tratamento deste tipo de infecções. Por outro lado, a presença de diferentes tipos de ß-lactamases na população em estudo reforça a necessidade de monitorização de rotina na disseminação deste tipo de determinantes de resistência. O exemplo das ß-lactamases CTX-M-15, mediadas por plasmideos é preocupante, uma vez que constitui um grave problema dada a facilidade de dessiminação dentro da mesma espécie ou até mesmo entre espécies diferentes. Por último, a elevada prevalência de estirpes resistentes provenientes da ala pediátrica e a emergência de estirpes multirresistentes nesta mesma população é preocupante e requer uma vigilância apertada, uma vez que muitos dos agentes antimicrobianos utilizados não são indicados para o tratamento destes pacientes. ABSTRACT: Multidrug resistance is the major cause of clinical failure when treating bacterial infections. Increasing evidence suggests that bacteria can resist multiple antibiotics through intrinsic mechanisms that rely on gene products such as B-lactamases and efflux pumps. Extensive studies have shown that mobile genetic elements, such as plasmids and transposons, facilitate the dissemination of genetic determinants among species or genera of bacteria. E. coli is the most common pathogen responsible for Urinary Tract Infections (UTI) in hospital population. The emerging changes in the resistance phenotype of this strains, mainly those from community settings, can represent a serious problem worldwide. The aim of the present study was to screen for genetic resistance determinants in an E. coli population, collected from patients of the Hospital Infante D. Pedro, Aveiro-Portugal. The population studied (n=100) was collected from different biological products and revealed that 79% of the isolates were resistant to, at least, one class of antibiotics and 30% showed a multi resistant phenotype. 21% of the isolates did not express resistance to any of the antibiotics tested. The presence of TEM-type encoding gene was detected in all of the isolates that showed resistance to ampicillin. The gene encoding for OXA was present in twelve isolates. Twelve strains carried a CTX-M gene associated with the insertion sequence ISEsp1, located upstream of this gene. int1 gene was detected in 17 isolates. Resistance to ampicillin and to the first generation cephalosporins was quite significant, meaning that these antibiotics shouldn’t be used as the single agent for empirical treatment of a suspected UTI. The presence of different types of ESBL’s among the isolates highlights the importance of routine screening for ESBL producers. CTX-M-15, found in 12 isolates, is plasmid mediated and, therefore, can represent a dissemination problem, as those structures can be easily mobilised between strains or even species. The high prevalence of E. coli resistant strains in paediatric patients and the emergence of multi resistant strains in this specific population require careful surveillance, as many antimicrobials used are not appropriate for the treatment of paediatric patients.
description: Mestrado em Microbiologia Molecular
URI: http://hdl.handle.net/10773/822
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UA - Dissertações de mestrado

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