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 A formação inicial percepcionada pelos professores cooperantes
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/8042

title: A formação inicial percepcionada pelos professores cooperantes
authors: Silveirinha, Maria da Conceição Rosa Cruz
advisors: Pardal, Luís António
keywords: Formação de professores
Formação inicial
Supervisão de professores
Prática pedagógica
Professores do básico 1º ciclo
Representação social
issue date: 2011
publisher: Universidade de Aveiro
abstract: Actualmente, a formação inicial de professores do 1º ciclo tem-se centrado na flexibilidade dos processos de trabalho, nas vertentes científica e técnica e no desenvolvimento de competências (Comissão Europeia, 2001), colocando-se ainda, no entanto, a tónica no conhecimento científico. O professor deve ser capaz de se adaptar aos diferentes contextos e funções a desempenhar e de resolver situações de grande imprevisibilidade e de grande indefinição. Será que a formação inicial de professores os prepara para um futuro próximo? Que futuro? “Tentarmos descrever o futuro, a partir do agora, significa que o que fizermos hoje será criticamente importante”, porque no futuro a formação inicial de professores será construída a partir do conhecimento básico, das ideias abstractas e das descobertas cientificas que fizermos hoje. “A base do modo como hoje, no século XXI, se formam professores está no que foi descoberto e legado nos anos 60, 70, 80, 90 do século XX”. Que fazemos hoje, agora mesmo, para contribuir para esse legado? Estamos convictos que muito de nada ou muito de pouco. O que alterar? Há quem pense que os professores do 1º ciclo não são analíticos. Talvez intuitivos, mas analíticos não. Ao aceitarmos esta dicotomia estamos a “atrapalhar” o futuro. Não somos apenas analíticos. Não somos apenas intuitivos. Na prática quotidiana, nas salas de aula, não usamos apenas as ferramentas diárias, usamos também a intuição e a análise. Uma análise baseada na teoria, enquanto manifestação do nosso esforço de expressar e partilhar, ou entender a nossa experiência, para influenciar o que nos é externo. Como “ensina” a formação inicial os futuros professores a trabalhar com os outros, para os outros? Todos temos um passado, um presente e um futuro em que nos formamos e que partilhamos uns com os outros, seja pela prática, seja pela teoria. Conceitos teóricos e práticos, como identidade, profissão, socialização profissional, práticas pedagógicas, formação inicial, instituição de formação, supervisão, relações pessoais e institucionais, representações sociais são conceitos construídos individual e socialmente, sempre em relação com os outros. Que percepção têm os professores cooperantes, detentores de uma turma de crianças do 1º ciclo, que “emprestam” aos futuros professores para desenvolverem a prática pedagógica da sua formação inicial, desta formação dada na instituição de formação? Foi o que pretendemos indagar com o presente trabalho. Do ponto de vista metodológico, o estudo foi desenvolvido segundo uma metodologia de natureza qualitativa, quantitativa e interpretativa que cruzou a informação recolhida através de diferentes instrumentos de recolha de dados, como as evocações livres e hierarquizadas, em contexto normal, e evocações hierarquizadas em contexto de substituição, um Teste de Reconhecimento do Objecto e um Questionário de Caracterização do Objecto. O tratamento dos dados foi feito com os programas SPSS, Excel, EVOC 2003 e SIMI. Participaram neste estudo 93 professores cooperantes. As conclusões mais genéricas apontam no sentido de confirmar os pressupostos adiantados no enquadramento teórico, quanto à hipótese da existência de um núcleo central e um sistema periférico, numa abordagem estruturalista das representações sociais, que parecem influenciar o modo como é percepcionada a formação inicial, pelos professores cooperantes.

Currently, the initial training of teachers of the 1st cycle has been centered in the flexibility of the work processes, in the scientific and technical elements and in the development of competences (European Commission, 2001), also stressing, however, scientific knowledge. The teacher must be able to adapt to the different contexts and functions to be fulfilled and to solve largely unforeseeable and undefined situations. Does the initial teachers’ training prepare them for a near future? What future? To try to describe the future, from the current time, means that what we do today will be critically important, because in the future the initial teachers training will be built from basic knowledge, abstract ideas and scientific discoveries that we do today. The basis for the way that we train teachers in the twenty-first century lies in the discoveries and legacies of the 60's of last century. What do we, today, right now, to contribute to this legacy? We believe that a great deal of nothing or very little. What should we change? There are those who think that the teachers of the 1st cycle are not analytical. Maybe intuitive, but not analytical. In accepting this dichotomy we are "confusing" the future. We are not only analytical. We are not only intuitive. In everyday practice, in the classrooms, we use not only daily tools, but also intuition and analysis. An analysis based on theory, as part of our effort of expressing and sharing, or understanding our experience, to influence what lies beyond us. How "do" "teach" the initial formation the future teachers to be worked with others, for others? All we have a past, a present and a future in which we take a degree and which share a few with others, be for the practice, be for the theory. Theoretical and practical concepts, like identity, profession, professional socialization, pedagogic practices, initial formation, institution of formation, supervision, personal and institutional relations, social representations there are individually and socially built concepts, always in relation to others. What perception do cooperative teachers, which have a group of children of the 1st cycle, which they "lend" to the future teachers to develop the pedagogic practice of their initial training, of this training given at the training institution? This was what we aim to research in this work. From a methods point of view, the study was developed according to a methodology of qualitative, quantitative and interpretative nature that crossed the information gathered through different instruments such as the free and hierarchical evocations, in normal context, and evocations placed in a hierarchy in the context of substitution, a Test of Object Recognition and a Questionnaire for Object Characterization. Data was analyzed by the use of programs SPSS, Excel, EVOC 2003 and SIMI software. Ninety three cooperative teachers participated in the study. The general conclusions point to confirming the hypothesis advanced in the theoretical frame, in what concerns the existence of a central nucleus and a peripheral system, in an structuralist approach of social representations, which seem to influence the way that the initial training is perceived by the cooperative teachers.
description: Doutoramento em Ciências da Educação
URI: http://hdl.handle.net/10773/8042
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