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 Pesquisa de IgE antitoxinas de S. aureus em doentes e portadores
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/7938

title: Pesquisa de IgE antitoxinas de S. aureus em doentes e portadores
authors: Tavares, Ana Rita Manso Carvalho
advisors: Tomaz, Cândida Ascensão Teixeira
Almeida, Maria Adelaide Pinho
keywords: Microorganismos patogénicos
Infecções hospitalares
Resistência a antibióticos
Toxinas
Imunoglobulinas
Staphylococcus aureus
issue date: 24-Feb-2012
publisher: Universidade de Aveiro
abstract: Staphylococcus aureus é um microrganismo versátil e patogénico para o Homem. A frequência de infeções estafilocócicas adquiridas na comunidade e em meio hospitalar têm aumentado significativamente ao longo do tempo, devido aos mecanismos que o microrganismo desenvolveu para escapar às defesas do hospedeiro, nomeadamente a produção de um conjunto de enterotoxinas, com atividade de superantigénios. A atividade destas toxinas não se baseia apenas em mecanismos tóxicos, mas também na produção de imunoglobulina E (IgE) tanto em indivíduos atópicos, como em não atópicos, agravando a severidade da doença. Este trabalho teve como objetivos: 1) determinar a concentração de IgE específica para uma mistura de alergénios inalantes (Phadiatop) em doentes com infeção por S. aureus e em portadores; 2) determinar a concentração de IgE específica antienterotoxinas em doentes e portadores atópicos e não atópicos; 3) identificar as toxinas produzidas pelo S. aureus em doentes e portadores atópicos e não atópicos. A recolha das amostras foi efetuada em diversos serviços do Hospital Sousa Martins da Guarda no período de janeiro de 2011 a setembro de 2011. A determinação do Phadiatop e concentração da IgE específica antienterotoxinas foi efetuada no sistema automatizado ImmunoCAP® 250 Phadia e a identificação das toxinas produzidas foi realizada com o Kit SET-RPLA e TST-RPLA Oxoid. Os resultados mostraram que a toxina prevalente nos doentes é a SEC, enquanto que nos portadores é a SEA. Relativamente à concentração de IgE específica antienterotoxinas, verificou-se que a IgE antienterotoxina A é significativamente inferior nos doentes, quando comparada com os portadores. Os doentes e portadores não atópicos apresentam concentrações de IgE específica antienterotoxinas A e TSST-1 significativamente mais baixas do que doentes e portadores atópicos, o que indica que indivíduos não atópicos necessitam de uma forte estimulação antigénica para desencadear uma resposta imunitária mediada por IgE. Assim, conclui-se que a atopia é um fator que predispõe para a produção de anticorpos do tipo IgE antienterotoxinas.

Staphylococcus aureus is a versatile and pathogenic microorganism to humans. The frequency of staphylococcal infections acquired both in the community and in hospitals has increased significantly over the time due to the development of mechanisms by the microorganisms to evade host defenses, such as the production of a set of enterotoxins with superantigen activity. The activity of these toxins is not based only on toxic mechanisms, but also in the production of immunoglobulin E (IgE), both in atopic and in nonatopic subjects, what increases the severity of the disease. The objetive of this work was: 1) to determine the production of specific IgE to a mixture of inhalant allergens (Phadiatop) in patients infected with S. aureus and carriers; 2) to determine the production of specific IgE antienterotoxin in atopic and non atopic patients and carriers; 3) to identify the toxins produced by S. aureus in atopic and non atopic patients and carriers The collection of the samples was carried out in various departments of the Hospital Sousa Martins, Guarda from January 2011 to September 2011. The concentration of Phadiatop and specific IgE antitoxins was determined using the automated system Phadia ImmunoCAP ® 250 and toxin production was determined with the Oxoid kit SET-RPLA and TSTRPLA. The results showed that the toxin more prevalent in patients is the SEC, while in carriers is the SEA. In relation to the concentration of specific IgE antienterotoxin, it was found that IgE antienterotoxin A is significantly lower in patients than in carriers. Non-atopic patients and carriers have specific IgE concentrations of antienterotoxin A and TSST-1 significantly lower than atopic patients and carriers, indicating that non-atopic individuals need a strong antigenic stimulation to trigger an immune response mediated by IgE. Thus, it is concluded that atopy is a predisposing fator for the production of antibodies to IgE antienterotoxin.
description: Mestrado em Microbiologia
URI: http://hdl.handle.net/10773/7938
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