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 Factores genéticos de risco para acidente vascular cerebral jovem
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/7925

title: Factores genéticos de risco para acidente vascular cerebral jovem
authors: Correia, Ana Lúcia Francisco
advisors: Faro, Carlos
Santos, Manuel
keywords: Biologia molecular
Doenças cardiovasculares
Acidente vascular cerebral - Factores de risco
Hereditariedade
Marcadores genéticos
Polimorfismo
issue date: 2011
publisher: Universidade de Aveiro
abstract: As doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa de morte e morbilidade na união europeia. Os Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) jovens são raros e de difícil diagnóstico, devido ao grande número de causas possíveis, quando comparado com os AVC’s em idosos. A maioria dos estudos são pouco conclusivos no que diz respeito aos factores de risco associados a este tipo de AVC. Na origem dos AVC’s jovens estão implicados vários factores: genéticos, ambientais, dietéticos, inflamatórios, entre outros. Tendo em conta o aumento de incidência desta patologia, a determinação de factores genéticos de risco trombótico poderá ser um passo importante para prevenção desta doença. Apesar da variedade de factores genéticos, apenas alguns deles foram objecto deste estudo, nomeadamente: o Factor V Leiden (F V Leiden), G20210 na protrombina, 4G/5G no Inibidor do Activador do Plasminogénio-1 (PAI-1), C677T e A1298C na Metilenotetrahidrofolato Redutase (MTHFR) e as posições T334C e C472T da Apolipoproteína E (Apo E). O principal objectivo deste trabalho foi associar estes polimorfismos à ocorrência do AVC jovem. Paralelamente à análise individual dos polimorfismos, desenvolveu-se um teste PCR-SSP multiplex com a maioria das mutações estudadas. Neste estudo, foram analisadas amostras de sangue periférico de 294 indivíduos, divididos em três grupos distintos (98 AVC jovem, 98 população normal e 98 controlos) por PCR-SSP. Comparando a frequência dos polimorfismos, entre pacientes com AVC jovem e controlos, apenas se verificou diferenças significativas no factor V (alelo A e genótipo GA) e na Apo E (isoforma E2). O factor V Leiden revelou maior frequência no grupo AVC jovem (p < 0,05). Por outro lado, a isoforma E2 da Apo E apresentou maior prevalência na população controlo (p=0,0399). Para além dos resultados significativos, obtiveram-se duas tendências, uma no genótipo E4E4, mais prevalente no grupo alvo (p=0,0827), e outra no E2E2, que foi mais prevalente na população controlo (p=0,0827). Não foi possível correlacionar a maioria dos polimorfismos com a susceptibilidade para a AVC em jovem. Pode apenas concluir-se que o genótipo GA e o alelo A do factor V Leiden, e o genótipo E4E4 da Apo E podem ser considerados factores de risco e possíveis preditores da ocorrência de AVC jovem enquanto a isoforma E2 e o genótipo E2E2 podem ser consideradas factores responsáveis pela diminuição da susceptibilidade para AVC Jovem, podendo mesmo ter papel protector. Por fim, foi optimizada uma reacção multiplex bastante completa para a tipagem da maioria dos polimorfismos que demonstrou ser reprodutível, rápida, versátil, sensível, específica e económica.

Cardiovascular diseases (CVD) are the leading cause of death and morbidity in the European Union. The Strokes (CVA) in young adults are rare and difficult to diagnose due to the large number of possible causes, compared with strokes in the elderly. Most studies are inconclusive with regard to risk factors associated with this type of stroke. In the origins of the strokes in young adults, are involved several factors: genetic, environmental, dietary, inflammatory, and others. Having regard to the increased incidence of this pathology, the determination of genetic risk of thrombosis may be an important step in preventing this disease. Despite the variety of genetic factors, only some of them were the subject of this study, namely: Factor V Leiden (FV Leiden), the G20210 in prothrombin, 4G/5G in plasminogen activator inhibitor-1 (PAI-1), C677T and A1298C in the methylenetetrahydrofolate reductase (MTHFR) and the positions T334C e C472T of the Apolipoprotein E (Apo E). The main goal of this work was to associate these polymorphisms with the occurrence of stroke in young age. Parallel to the individual polymorphisms analysis, we developed a multiplex PCR-SSP reaction with most of the studied mutations. In this work, we analyzed peripheral blood samples of 294 individuals, from three distinct groups (98 stroke in young adults, 98 standard population and 98 controls) by PCR-SSP. Comparing the frequency of polymorphisms among young stroke patients and controls, we only detect significant differences in the factor V (allele and genotype GA) and Apo E (E2 isoform). The factor V Leiden revealed more frequently in young stroke group (p <0.05). Moreover, the E2 isoform of Apo E showed the highest prevalence in controls (p = 0.0399). In addition to the significant results were obtained two trends, one in E4E4, more prevalent in the target group (p = 0.0827), and another in E2E2, which was more prevalent in controls (p = 0.0827). It was not possible to correlate most polymorphisms with susceptibility to stroke in young age. It´s only possible to conclude that the GA genotype and allele A of factor V Leiden, and the E4E4 genotype of Apo E can be considered risk factors and possible predictors of the occurrence of stroke in young, while the isoform E2 and E2E2 genotype can be considered a factor responsible for decreased susceptibility to stroke young and may have protective role. Finally, we optimized a multiplex reaction a lot of typing to complete most of the polymorphisms that proved to be reproducible, rapid, versatile, sensitive, specific and economic
description: Mestrado em Biologia Molecular Celular
URI: http://hdl.handle.net/10773/7925
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