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 Mercury toxicity and bioaccumulation: lab & field studies
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/7457

title: Mercury toxicity and bioaccumulation: lab & field studies
authors: Rodrigues, Andreia do Carmo Martins
advisors: Soares, Amadeu
Abreu, Sizenando Nogueira de
keywords: Toxicologia
Mercúrio - Toxicidade
Ecotoxicologia
Ecossistemas estuarinos - Ria de Aveiro (Portugal)
Organismos aquáticos - Efeitos da poluição
Interacções tróficas
Bioacumulação
issue date: 20-Dec-2011
publisher: Universidade de Aveiro
abstract: This work aims to evaluate the toxicity, bioaccumulation and biomagnification of mercury and it is divided into a laboratory and a field component. The laboratory component was divided into two parts and the field component was conducted into an estuarine environment in Ria de Aveiro, Portugal. In the laboratory we started by evaluating the toxicity of mercury for different aquatic organisms, using mercury concentrations that ranged between 0.5 μg/L to 2.4 mg/L. The chosen species used in this assay to evaluate mercury toxicity were the models: Pseudokirchneriella subcapitata, Daphnia magna and Chironomus riparius and the autochthonous species: Chlorella vulgaris, Lemna minor and Daphnia longispina. Mercury showed to be toxic to all testes species, with EC50 values ranging from 7.3 μg Hg/L (immobilization test of D. longispina) to 1.58 mg Hg/L (immobilization test of the larvae of C. riparius). The assay showed that even low doses of mercury can cause significant effects at the levels of primary producers, the base of the trophic chain. In the secondary laboratorial assay, an aquatic trophic chain was simulated using the primary producer P. subcapitata, the primary consumer D. magna and the secondary consumer Danio rerio. The trophic chain mercury contamination process was initiated exposing an algae culture to inorganic mercury (10 μg Hg/L), resulting in the accumulation of 70% of the available mercury in the primary producer. The contaminated algae were then used as food supply to the specie D. magna and subsequently D. magna specimens were used as food to the secondary consumer. After 14 days of exposure D. magna accumulates 0.14 μg Hg/g, whereas the final average concentration obtained in the muscle of the fish D. rerio after 21 days was 0.27 μg Hg/g (wet weight). All test species accumulate mercury along the time of exposure; the higher biomagnification occurred from the microalgae P. subcapitata to the mircrocrustacean D. magna, enhancing the crucial role of primary producers in the bioconcentration of mercury from the water column along the trophic chain. Fieldwork was conducted in the Ria de Aveiro, in two specific sites (Cais do Bico and Barra) that were already characterized regarding dissimilar environmental mercury contamination levels. Mercury levels were evaluated in the water column (total mercury), sediments (total and organic mercury) and in juvenile fish Liza aurata inhabiting the area (total and organic mercury). Cais do Bico site, located near the source of contamination showed the highest values of total mercury: 68 ng/L in the water column, 0.19 μg/g in the sediments and 0.07 μg/g in fish. The site distant from the source of mercury (Barra) presented a great amount of organic mercury in the sediments (0.02 μg/g) and a higher percentage of organic mercury in fish muscle (96%). The study indicates that, although mercury discharges have already stopped in the end of the last century, mercury stored in sediments continues to be ressuspended to the water column, becoming bioavailable to biota. The adoption of juvenile specimens provides information on short-term variations of mercury concentrations in the environment.

O objectivo deste trabalho é avaliar a toxicidade, a bioacumulação e a bioamplificação de mercúrio. O trabalho apresenta uma componente laboratorial e uma componente de campo. A componente laboratorial foi dividida em duas partes e a componente de campo foi realizada num ambiente estuarino, Ria de Aveiro, Portugal. Na componente laboratorial, começou por se avaliar a toxicidade do mercúrio para diferentes organismos aquáticos, testando-se concentrações de mercúrio entre 0,5 μg/L e 2,4 mg/L. As espécies teste escolhidas para avaliar a toxicidade do mercúrio incluíram espécies modelo: Pseudokirchneriella subcapitata, Daphnia magna e Chironomus riparius, e espécies autóctones: Chlorella vulgaris, Lemna minor e Daphnia longispina. O mercúrio revelou ser tóxico para todas as espécies, obtendo-se valores de EC50 que variaram de 7.3 μg Hg/L (teste de imobilização de D. longispina) a 1,58 mg Hg/L (teste de imobilização das larvas de C. riparius). Este ensaio demonstrou que pequenas doses de mercúrio provocam efeitos consideráveis ao nível dos produtores primários, base das cadeias tróficas. Num segundo procedimento experimental construiu-se uma cadeia trófica aquática, constituída pelo produtor primário P. subcapitata, pelo consumidor primário D. magna e o consumidor secundário Danio rerio. A contaminação iniciou-se pelo meio de cultura das algas com 10 μg Hg/L, do qual estas acumularam 70% do mercúrio disponível. Esta espécie foi usada como alimento para D. magna, que por sua vez, foi usada como alimento para o consumidor secundário Danio rerio. Após um período de 14 dias de teste D. magna acumulou 0,14 μg Hg/g. A concentração média obtida no músculo de D. rerio, após 21 dias de teste, foi de 0,27 μg Hg/g, peso fresco. Todos os organismos acumularam mercúrio ao longo do tempo de exposição, sendo que a maior bioamplificação de mercúrio ocorreu da microalga P. subcapitata para o microcrustáceo D. magna, reforçando assim o papel crucial dos produtores primários na bioconcentração de mercúrio da coluna de água para as cadeias tróficas. O trabalho de campo foi realizado na Ria de Aveiro, em dois sítios específicos, cuja caracterização em termos de contaminação por mercúrio já estava descrita. Estudou-se a carga de mercúrio total na coluna de água, bem como o mercúrio total e orgânico nos sedimentos e a sua transferência e acumulação para peixes juvenis residentes na área, Liza aurata. O Cais do Bico, local mais próximo da fonte de contaminação apresentou os maiores valores de mercúrio total: 68 ng/L na coluna de água, 0,19 μg/g nos sedimentos e 0,07 μg/g nos peixes. O local mais distante da fonte de mercúrio, Barra, apresentou uma maior quantidade de mercúrio orgânico nos sedimentos (0,02 μg/g) e uma percentagem de mercúrio orgânico no músculo dos peixes igualmente superior, de 96%. Esta monitorização comprovou que, embora as descargas industriais de mercúrio já tenham sido interrompidas no final do século passado, o mercúrio armazenado nos sedimentos continua a ser ressuspendido para a coluna de água, ficando biodisponível para a biota. A utilização de organismos juvenis fornece informações sobre as variações a curto prazo das concentrações de mercúrio no ambiente.
description: Mestrado em Biologia Aplicada - Toxicologia e Ecotoxicologia
URI: http://hdl.handle.net/10773/7457
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