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 (R)evoluções/transformações musicais na obra de João Pedro Oliveira: Peregrinação, Labirinto e Espiral de Luz
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/5530

title: (R)evoluções/transformações musicais na obra de João Pedro Oliveira: Peregrinação, Labirinto e Espiral de Luz
authors: Santana, Helena
Santana, Rosário
keywords: Música Século XX
Análise musical
João Pedro Oliveira
Quarteto de cordas
Peregrinação
Labirinto
Espiral de Luz
issue date: May-2007
publisher: Departamento de Comunicação e Arte, Universidade de Aveiro
abstract: Característico de João Pedro Oliveira revela-se a reutilização constante de materiais. Obras diferentes resultam assim da expansão de peças anteriores ou, noutros casos, da reutilização variada e sempre distinta de materiais. Esta característica é vivida pelo compositor de diversas maneiras. Para além do recurso a materiais de outras obras, apelando à memória e ao reconhecimento, consciente ou inconsciente, de outros universos sonoros, o compositor age sobre as diversas componentes do discurso musical. Neste sentido, o timbre enquanto agente de transformação e variação, decorre essencial. O uso da electrónica permite-lhe o acesso a vastos campos de acção e transformação, tanto discursiva como tímbrica ou musical, revelando-se, por isso, necessário ao seu trabalho de composição. Para João Pedro Oliveira a interacção entre os universos instrumental e electrónico, criando uma linguagem própria, revelar-se-à um dos objectivos da sua criação artística. Este facto ressalta do seu interesse pela interacção e a ligação possível entre estes universos de som. Como o compositor afirma: “Nos últimos anos tenho essencialmente composto música mista [...]. Uma vez que me interessa muito ligar ambos os universos sonoros, por um lado, o instrumento (real, físico, presente, humano, sujeito a variações e hesitações) e, por outro, o som electroacústico (virtual, frio, pré-composto, sempre idêntico), o percurso tem sido de aproximação entre ambos. O resultado reflecte-se nas duas componentes: na parte electroacústica, tenho tentado compor de uma forma “instrumental”, [...]; no trabalho com os instrumentos, as sonoridades têm-se aproximado cada vez mais da electroacústica, quer através do gesto, quer através da utilização de novas técnicas de execução”. Através das suas obras para quarteto de cordas - Peregrinação (1995) e Espiral de Luz (2005) -, e, para quarteto de cordas e fita - Labirinto (2001) -, pretendemos mostrar a dissolução da fronteira entre a música instrumental e a música electrónica e electroacústica, bem como as diversas técnicas discursivas e compositivas do seu autor. As emoções nelas contidas, e a aproximação à obra por parte de quem a interpreta e frui, permitem o veicular de um querer e saber discursivos que aí têm a sua razão de existir e que, na transmissão e apreensão da obra, se manifestam, adquirindo sentido pleno.
URI: http://hdl.handle.net/10773/5530
source: Performa'07 - encontros de investigação em performance
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