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 Educação sexual em contexto escolar: uma intervenção contra a vulnerabilidade na vivência da sexualidade adolescente
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/4656

title: Educação sexual em contexto escolar: uma intervenção contra a vulnerabilidade na vivência da sexualidade adolescente
authors: Nelas, Paula Alexandra de Andrade Batista
advisors: Silva, Carlos Fernandes da
Ferreira, Manuela Maria da Conceição
keywords: Educação sexual
Psicologia da educação
Psicologia do desenvolvimento
Técnicas da aula
Sexualidade
Adolescentes
issue date: 22-Jun-2011
publisher: Universidade de Aveiro
abstract: A sexualidade estando presente desde o nascimento, na adolescência assume novo significado. Descobre-se o primeiro amor através de uma relação de intimidade e partilha de afectos, o corpo adquire um novo sentido, o grupo torna-se importante enquanto fonte de suporte, partilha de angústias e confiança, contribuindo para o desenvolvimento do adolescente. Na adolescência, perscrutam alguns factores de risco, nomeadamente a vivência da sexualidade de forma não informada e responsável, com repercussões para a saúde física e psicológica, pelo que é imperioso intervir através de programas formativos no âmbito da sexualidade que promovam vivência desta de forma responsável. São objectivos do estudo: Promover um modelo de intervenção formativa baseado no debate e reflexão crítica sobre sexualidade em contexto de sala de aula; Construir e validar instrumentos que permitam avaliar as atitudes face à sexualidade e ainda os conhecimentos dos adolescentes sobre reprodução, planeamento familiar e infecções de transmissão sexual; Testar a eficácia de um programa de intervenção formativo a nível dos conhecimentos sobre planeamento familiar, infecções de transmissão sexual, reprodução e atitudes face à sexualidade; Testar a efectividade do programa de intervenção formativo numa amostra alargada de adolescentes, analisando também o papel das variáveis sociodemográficas, sociopsicológicas e sexuais. O trabalho de campo desenvolveu-se em três estudos distintos, no primeiro e terceiro participaram 840 adolescentes e no segundo 90. No primeiro estudo construímos e validamos os instrumentos para colheita de dados, no segundo, experimental de campo, validamos o modelo da intervenção formativa no âmbito da sexualidade e no terceiro, descritivo e correlacional, testamos a efectividade de um programa de intervenção numa amostra mais alargada. O protocolo de recolha de informação incluiu quatro escalas construídas para o efeito com o intuito de avaliar as atitudes face à sexualidade, os conhecimentos sobre planeamento familiar, infecções de transmissão sexual e reprodução e ainda a escala de insatisfação com a imagem corporal em adolescentes e a escala de satisfação com o suporte social. As raparigas e residentes na zona urbana são as que têm mais conhecimentos sobre planeamento familiar e possuem atitudes face à sexualidade mais favoráveis. Os interlocutores preferenciais sobre sexualidade são os amigos, seguidos da mãe. São os adolescentes com pouca ou moderada prática religiosa que já iniciaram a actividade sexual. São as raparigas que têm maior satisfação com o suporte social nas dimensões, satisfação com as amizades, intimidade, actividades sociais e suporte social total. Os adolescentes que já iniciaram a actividade sexual, revelam maior percepção de suporte social na dimensão satisfação com a amizade. O modelo de formação construído e aplicado influenciou as atitudes face à sexualidade, conhecimentos sobre reprodução, sobre infecções de transmissão sexual e sobre planeamento familiar. Do nosso ponto de vista, pensamos ser urgente a aplicação de programas de intervenção formativos em contexto escolar, ou outro, que integrem de uma forma harmoniosa as várias facetas da sexualidade humana, promovendo a aquisição de uma postura responsável, flexível e gratificante nos adolescentes enquanto seres sexuados.

Sexuality is present at birth and takes on a new meaning in adolescence. First love is found through a relationship of intimacy and shared affection, the body acquires a new meaning, groups become an important source of support, sharing feelings of anxiety and trust, thus contributing to the development of the adolescent. There are certain risk factors that appear in adolescence, namely non-informed and irresponsible sexuality with repercussions to their physical and psychological health, therefore it is imperative to intervene through training programmes on the sexual experience to promote responsibility in sexuality. The objectives of the study are: promoting a training intervention model based debate and critical reflection on sexuality within the classroom; creating and validating instruments that assess attitudes towards sexuality and the knowledge of adolescents on reproduction, family planning and sexually transmitted diseases; testing the effectiveness of the training intervention programme in terms of the level of knowledge on family planning, sexually transmitted diseases, reproduction and attitudes towards sexuality; testing the effectiveness of the training intervention programme on a large sample of adolescents, analysing the role of socio-demographic, socio-psychological and sexual variables. The field work was developed in three separate studies. In the first and the third there were 840 adolescents and there were 90 in the second. In the first study we created and validated instruments for data collection, in the second, experimental field study, we validated the training intervention model on sexuality and in the third, descriptive and correlational study, where we tested the effectiveness of the intervention programme on a larger sample. The protocol for collecting data included four scales created for this purpose in order to assess attitudes towards sexuality, knowledge on family planning, sexually transmitted diseases and reproduction, including a scale assessing the dissatisfaction with body images among adolescents and a scale assessing satisfaction with social support. Girls residing in urban areas are those with the highest level of knowledge on family planning and have more favourable attitudes towards sexuality. Adolescents prefer to talk to their friends about sexuality, followed by mothers. Adolescents with little or moderated religious practice are those who have already initiated their sexual activity. Girls are the most satisfied with social support with regards to friendship, intimacy, social activities and total social support. Adolescents who have already become sexually active reveal having greater perception of social support in terms of satisfaction with friendship. The training model created and applied seems to have influence attitudes towards sexuality, knowledge on reproduction, sexually transmitted diseases and family planning. From our point of view, we believe that it is urgent to implement training intervention programmes within schools or other entities. They should harmoniously integrate the various facets of human sexuality, promoting the acquisition of a responsible, flexible and gratifying attitude among adolescents as sexual beings.
description: Doutoramento em Ciências da Educação
URI: http://hdl.handle.net/10773/4656
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