DSpace
 
  Repositório Institucional da Universidade de Aveiro > Secção Autónoma de Ciências da Saúde > CS - Teses de doutoramento >
 Avaliação cognitiva em traumatizados crânio-encefálicos ligeiros
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/4161

title: Avaliação cognitiva em traumatizados crânio-encefálicos ligeiros
authors: Mendes, Rosa Maria das Neves
advisors: Silva, Carlos Fernandes da
Maia, Luís Alberto Coelho Rebelo
keywords: Traumatologia
Cognição
Avaliação
issue date: 2011
publisher: Universidade de Aveiro
abstract: O aumento da incidência de traumatismos crânio-encefálicos (TCE) a nível internacional, tem vindo a fomentar o desenvolvimento de estudos neste domínio. O presente estudo pretende determinar a deterioração cognitiva e o estado depressivo em indivíduos com TCE ligeiro e sem TCE; analisar a deterioração cognitiva e o estado depressivo nos indivíduos com TCE ligeiro e sem TCE em relação ao sexo, idade, estado civil, residência e tipo de traumatismo; analisar a relação entre a deterioração cognitiva e o estado depressivo dos indivíduos com TCE e o tipo de traumatismo sofrido. Através de um estudo comparativo, avaliamos uma amostra total de 40 indivíduos, tendo o emparelhamento sido feito entre 2 grupos:  grupo clínico: 20 indivíduos com TCE ligeiro (entre 6 e 18 meses após lesão) com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos;  grupo de controlo: 20 indivíduos sem ter tido TCE ou patologia conducente a handicap psiquiátrico ou neurológico. A deterioração cognitiva foi avaliada através do Mini Mental State Examination (Folstein et al., 1975-versão portuguesa, adaptada por Guerreiro, 1993) que é um teste constituído por seis grupos que avaliam o defeito cognitivo do sujeito. Também foi utilizada a Bateria de Avaliação Neuropsicológica de Luria- Nebraska / versão experimental portuguesa de Maia, Loureiro e Silva, 2002, traduzida e adaptada de Golden, Hammeke e Purisch, 1979, que é uma bateria que visa avaliar o funcionamento neuropsicológico de indivíduos com manifestações neuropsicológicas. O estado depressivo foi avaliado através do Inventário de Avaliação Clínica da Depressão-IACLIDE (Serra, 1994) que mede a intensidade dos quadros clínicos depressivos, bem como uma ficha de registo individual de dados biográficos e clínicos. Os principais resultados são: Os indivíduos do grupo clínico, ou seja, aqueles que sofreram TCE ligeiro evidenciam maior deterioração cognitiva comparativamente com os que o não sofreram. Aqueles indivíduos também evidenciam estados depressivos significativamente mais graves do que os indivíduos que não sofreram aquele traumatismo. O TCE ligeiro induz um aumento dos sintomas depressivos em termos biológicos, cognitivos, inter-pessoais e desempenho de tarefas e tende a agravar os níveis de depressão endógena e a causar perturbação na relação do indivíduo consigo próprio; O TCE ligeiro conduz a um aumento significativo da incapacidade dos indivíduos para a vida geral, para o trabalho, para a vida social e para a vida familiar; Os indivíduos que sofreram TCE ligeiro evidenciam funções motoras, linguagem expressiva e raciocínio aritmético mais perturbadas que os que o não sofreram; O TCE ligeiro induz alterações neuropsicológicas que diminuem significativamente a capacidade dos mesmos. Os dados obtidos indicam, que os indivíduos que sofreram TCE do sexo feminino evidenciaram alteração cognitiva mais acentuada do que os do sexo masculino; os indivíduos mais velhos que sofreram TCE ligeiro, tendem a evidenciar maior deterioração do estado cognitivo e avaliação neuropsicológica mais baixa; verificamos também que no grupo clínico os indivíduos casados revelaram pior estado neuropsicológico na escala da bateria referente à leitura; os indivíduos que sofreram TCE ligeiro que residiam em aldeias evidenciam níveis mais elevados de depressão do que aqueles que residiam em vilas; por fim, os indivíduos que sofreram traumatismo aberto revelam maiores alterações neuropsicológicas nas funções motoras e visuais, no ritmo e na aritmética comparativamente com os outros.

The increase of incidence of cranioencephalic trauma (CET) at international level has been fostering the development of studies in this domain. The present study aims at determining the cognitive deterioration and the depressive state in individuals with mild cranioencephalic trauma and with no cranioencephalic trauma, according to sex, age, marital status, place of residence and type of trauma; and at analysing the connection between the cognitive deterioration and the depressive state of the individuals with CET according to the type of trauma they suffered. By means of a comparative study, a total sample of 40 individuals will be examined, the grouping was made in two groups:  Clinical group: 20 individuals with mild cranioencephalic trauma (6-18 months after injury), with ages ranging from 18-65 years old:  Control group: 20 individuals that had never suffered a cranioencephalic trauma or pathology conducing to a psychiatric or neurologic handicap. Cognitive deterioration was assessed through the Mini Mental State Examination (Folstein et al., 1975, Portuguese version, adapted by Guerreiro, 1993) which consists of a test composed by six groups that assess the individual’s cognitive faults. Luria-Nebraska battery was also part of the study (the experimental Portuguese version Maia, Loureiro e Silva, 2002, translated and adapted from Golden, Hammeke and Purisch, 1979), a battery that aims at evaluating the neuropsychological functioning of individuals with neuropsychological manifestations. The depressive state was evaluated through the Inventory of Clinical Evaluation of Depression-IACLIDE-(Vaz Serra, 1994) that measures the intensity of the depressive clinical charts and also through the individual registers of the biographic and clinical data. The main results are: - Individuals form the clinical group, that is the ones that suffer from a mild cranioencephalic trauma, show greater cognitive deterioration in comparison to the ones who hadn’t suffered a trauma. These individuals also reveal much more serious depressive states than the ones who hadn’t suffered a trauma. The mild cranioencephalic trauma induces an increase of depressive symptoms in biological, cognitive, interpersonal terms and performance of tasks and tends to worsen the levels of endogenous depression and to cause disorders in the individual relation with himself; the mild cranioencephalic trauma leads to a significant increase of the individual’s capacity to lead a general life regarding work and his social and familiar lives; the individuals suffering from a mild cranioencephalic trauma show more damaged motor functions, such as expressive language and arithmetic reasoning, than the others; the mild cranioencephalic trauma induces neuropsychological changes that greatly diminish the individuals’ abilities. The older individuals, among those who suffered the mild cranioencephalic trauma, tend to show a greaterer deterioration of the cognitive state and a lower neuropsychological evaluation; we have also verified that married individuals showed worse neuropsychological states in the battery’s scale referring to the reading skills; the individuals that suffered a cranioencephalic trauma that resided at small villages showed higher depression levels than those who lived in bigger villages; The individuals that suffered open traumas show bigger neuropsychological changes at motor and visual functions, at rhythm and arithmetic skills in comparison to the others.
description: Doutoramento em Ciências da Saúde
URI: http://hdl.handle.net/10773/4161
appears in collectionsUA - Teses de doutoramento
CS - Teses de doutoramento

files in this item

file description sizeformat
RosaDoutoramento6c5.pdf23.94 MBAdobe PDFview/open
statistics

Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.

 

Valid XHTML 1.0! RCAAP OpenAIRE DeGóis
ria-repositorio@ua.pt - Copyright ©   Universidade de Aveiro - RIA Statistics - Powered by MIT's DSpace software, Version 1.6.2