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 Avaliação do potencial de revestimentos de quitosano e Aloe vera em morangos
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/3899

title: Avaliação do potencial de revestimentos de quitosano e Aloe vera em morangos
authors: Silva, Élio Ruben Duarte
advisors: Silva, José António Teixeira Lopes da
keywords: Biotecnologia
Química dos alimentos
Conservação dos alimentos
Revestimentos comestíveis
Morangos
issue date: 2010
publisher: Universidade de Aveiro
abstract: A partir do momento em que um fruto é colhido da planta mãe, têm lugar uma série de alterações ao nível estrutural, químico, nutricional, bioquímico e enzimático, que conduzem, em última análise, ao período de senescência, no qual o fruto deixa de ser comestível. No sentido de permitir a manutenção dos frutos num estado comestível durante um espaço de tempo mais alargado, foram desenvolvidos e postos em prática, nas últimas décadas, métodos e tecnologias que permitem minorar a degradação das características fisiológicas dos mesmos. A aplicação de revestimentos comestíveis em frutos é um desses métodos. A implementação desta técnica cria uma barreira protectora semipermeável na superfície do fruto, tendo um efeito inibitório de determinadas alterações características do seu período de pós-colheita. Neste trabalho foi desenvolvido um revestimento comestível para aplicar em morangos, a partir de Aloe vera e de quitosano. O primeiro começou a ser estudado como revestimento comestível recentemente, sendo diminuta a bibliografia existente, e nunca foi antes aplicado em morangos. O uso de quitosano como revestimento encontra-se vastamente documentado, com várias aplicações bem sucedidas em frutos frescos. Para atingir os objectivos propostos, foram realizadas diversas simulações, que tiveram lugar em dois momentos temporais distintos. No total, a amostra estudada foi constituída por 27 kg de morangos, tendo sido analisados os parâmetros cor, textura, massa, acidez titulável, teor de sólidos solúveis, carga microbiológica e infecções, associados ao processo degenerativo dos frutos. Os resultados evidenciam o potencial dos materiais utilizados como revestimentos comestíveis na conservação dos morangos. De facto, foi possível retardar significativamente o aparecimento de infecções de origem fúngica, o que se traduz num decréscimo das elevadas taxas de perdas comuns neste fruto. Foram encontrados indícios de melhoria na manutenção das características texturais dos frutos, especialmente ao nível externo e médio interior. Esta manutenção, conjugada com o aumento inesperado da taxa de perdas de água, comprova que a acção dos revestimentos na manutenção da textura vai para além do controlo do turgor celular, sugerindo assim uma acção sobre os processos enzimáticos e/ou metabólicos característicos da degradação da textura dos frutos. Os resultados da quantificação de sólidos solúveis e ácidos mostraram que os materiais utilizados nos revestimentos induziram a um consumo superior de ácidos orgânicos e de polissacarídeos por parte dos morangos, sugerindo uma metabolização energética superior. Ao nível das alterações cromáticas, foram detectadas diferenças, no entanto os resultados não foram conclusivos.

After a fruit is harvested from its mother plant, structural, chemical, nutritional, biochemical and enzymatic changes occur, leading, ultimately, to the senescence period in which the fruit ceases to be edible. To achieve the maintenance of fruits for a longer time, methods and technologies were developed and implemented during the last decades. The application of edible coatings on fruits is one of these methods, which creates a permeable protective barrier on the surface of the fruit, with an inhibitory effect of certain changes characteristic of the period of post-harvest. Through this project, an Aloe vera and chitosan-based coating was developed and applied in strawberries. Aloe vera began to be studied as an edible coating recently, having few studies published, and it has never been applied before in strawberries. The use of chitosan as a coating is widely documented, with several successful applications in fresh fruits. To achieve these objectives, several simulations were carried out, taking place at two different times. In total, the study sample consisted of 27 kg of strawberries and the parameters color, texture, mass, acidity, soluble solids, microbiological growth and infections, associated with the degenerative process of the fruit, were analyzed. The results have shown the potential of the materials used as edible coatings on the storage of strawberries. In fact, it was possible to delay the onset of infections of fungal origin significantly, which lead to a decrease in the high rates of strawberries losses. Evidence of improvement in maintaining the textural characteristics of fruits was found, especially concerning the external and internal medium texture. This maintenance coupled with the unexpected increase in the rate of water loss shows that the action of the coatings in maintaining the texture goes beyond the control of turgor cell, thus suggesting an action on the enzymatic and/or metabolic pathways of texture degradation. The results of the quantification of soluble solids and acids showed that the materials used in coatings induced a higher consumption of organic acids and polysaccharides by strawberries, suggesting a higher energy metabolism. In terms of color changes, differences were detected, however the results were inconclusive.
description: Mestrado em Biotecnologia
URI: http://hdl.handle.net/10773/3899
appears in collectionsDQ - Dissertações de mestrado
UA - Dissertações de mestrado

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