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 Validade do índice de massa corporal auto-relatado em pessoas idosas
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/3230

title: Validade do índice de massa corporal auto-relatado em pessoas idosas
authors: Pinto, José Carlos Marinho
advisors: Martín, José Ignacio Guinaldo
keywords: Gerontologia
Pessoas idosas
Nutrição
issue date: 2008
publisher: Universidade de Aveiro
abstract: O rastreio tem evoluído ao longo do tempo como uma forma de prevenção e monitorização das populações de risco, nomeadamente em pessoas idosas, que são considerados um grupo de risco em exponencial crescimento. Esta preocupação tem levado à criação de protocolos de rastreio orientados para a detecção de problemas associados ao envelhecimento, inclusive problemas nutricionais. O Índice de Massa Corporal (IMC) é um dos instrumentos disponíveis para esse rastreio. O objectivo deste estudo é analisar a validade do IMC obtido através do auto-relato de peso e altura, em idosos e explorar os factores que influenciam a incorrecta classificação nas classes de IMC. Numa amostra não probabilística por quotas foi realizada a análise dos valores autorelatados de peso, altura e IMC. Integrados no protocolo de rastreio RNAR_75, foram avaliados 240 participantes (120 em contexto de cuidados de saúde primários e 120 em contexto de serviços comunitários) com idades compreendidas entre 75 e 94 anos. Foram respeitados os direitos de confidencialidade e auto-determinação dos participantes. O tempo médio de preenchimento do protocolo de rastreio foi de 20-25 minutos. A taxa de resposta de peso e altura auto-relatado foi 72,1%, 53,8%, respectivamente, e a do IMC obtido com estes valores foi de 49,6%. O tempo médio de resposta às duas questões foi de 1 minuto. A falta de resposta apresentou uma relação significativa com contexto, género, idade, estado civil, escolaridade, índice de Katz, escala de Lawton e Brody, depressão e estado cognitivo. O coeficiente de correlação R Pearson entre valores auto-relatados a avaliados foi superior a 0,90 no peso e IMC e de 0,80 na altura. Foi encontrada uma subestimação significativa do peso (-1,23 kg) e IMC (-1,04 kg/m2) auto-relatado, no entanto, a diferença entre valores de peso auto-relatados e avaliados não foi significativa nos homens e nos muito idosos (> 85 anos). Observou-se uma sobrestimação significativa da altura (1,77 cm) auto-relatada, embora esta diferença não tenha sido significativa nos muito idosos. Obteve-se uma sensibilidade, especificidade de 85,7% e 100%, respectivamente, do IMC auto-relatado para detectar baixo peso. Para detectar excesso de peso/obesidade a sensibilidade, especificidade foi de 77,4%, 98,2%, respectivamente. A incorrecta classificação nas classes de IMC revelou estar associado à comorbilidade severa. O auto-relato de peso e altura em idosos é uma forma eficiente de obter dados sobre IMC nesta amostra, embora com limitações, uma vez que a subestimação de peso e sobrestimação de altura causam desvios na classificação dentro das classes de IMC. Outra limitação é capacidade dos idosos para auto-relatar peso, particularmente a altura, o que inviabiliza a utilização do IMC auto-relatado como método único de rastreio nutricional, num protocolo de rastreio multidimensional para pessoas idosos. ABSTRACT: Screening has evolved along time as a form of prevention and monitoring of risk populations, namely in elderly people who are considered a risk group in exponent growth. This concern led to the appearing of screening protocols aimed for the detection of ageing problems, including nutritional problems. Body Mass Index (BMI) is one the tools available for this screening. The aim of this study is to analyse the validity of BMI obtained trough self-reported weight and height, in elderly and to explore the factors that influence misclassification within BMI classes. In an non-probabilistic quota sample analysis of selfreported weight, height and BMI was made. Integrated in RNAR_75 screening protocol, 240 participants were evaluated (120 in primary health care context and 120 in community services context) with ages between 75 and 94 years old. Confidentiality and self-determination rights of the participants were respected. The mean time to accomplish the protocol was 20 to 25 minutes. The response rate for weight and height was 72,1% and 53,8%, respectability, and BMI obtained with this values was 49,6%. The mean time to accomplish the two questions was 1 minute. The lack of response had a significant association with context, gender, age, marital status, educational level, Katz index, Lawton & Brody scale, depression and cognitive status. The correlation coefficient R Pearson between self-reported and evaluated values was greater than 0,90 in weight and BMI and 0,80 in height. It was found a significant underestimation of self-reported weight (-1,23 kg) and BMI (-1,04 kg/m2), none the less, the difference between self-reported and evaluated weight values was not significant in men and in old-old (> 85 years old). It was observed a significant overestimation of self-reported height (1,77 cm), although this difference hasn’t been significant in the old-old. It was obtained a sensibility, specificity of 85,7%, 100%, respectively, for selfreported BMI to detect underweight. To detect overweight/obesity the sensitivity, specificity was 77,4%, 98,2%, respectively. The misclassification in BMI classes revealed an association with severe co-morbidity. Self-report of weight and height in the elderly is an efficient way of obtaining information about BMI in this sample, although with limitations, once the underestimation of weight and height cause deviations within BMI classes’ classification. Another important limitation is the lack of ability of the elderly to self-relate weight and in particularly height, what enables the use of selfreported BMI as the only method for nutritional screening in a multidimensional screening protocol for the elderly.
description: Mestrado em Gerontologia
URI: http://hdl.handle.net/10773/3230
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