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 A beleza imortal das catedrais Afonso Lopes Vieira e a imaginação medievalista
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/2862

title: A beleza imortal das catedrais Afonso Lopes Vieira e a imaginação medievalista
authors: Pereira, Paulo Alexandre Cardoso
advisors: Godinho, Helder
Ferreira, António Manuel dos Santos
keywords: Literatura portuguesa
Medievalismo
Estética literária
issue date: 2005
publisher: Universidade de Aveiro
abstract: O labor polígrafo de Afonso Lopes Vieira (1878-1946) permite inteligir, a par de outras coordenadas conformadoras da mundividência neo-romântica, a emergência e consolidação de um substrato imaginário de cunho medievalista que, sem declinar a sua ascendência oitocentista, acolhe as novas solicitações estéticas e doutrinárias da viragem de século. De modo a indagar as vertentes manifestativas e os usos plurais a que este filão medievalizante se presta, partiu-se da prospecção exaustiva da obra – ensaística, lírica e narrativa – do autor, procurando inscrevê-la no húmus estético-literário finissecular e primonovecentista em que se encontra enraizada, perspectivando-a como ponto de confluência de multivários caudais ideológicos. Tomando em linha de conta as suas possibilidades operatórias, definiu-se, em seguida, um elenco da herança medievalista patenteada pela obra de Lopes Vieira, nela discernindo diversas instâncias crítico-imaginativas: a neotrovadoresca e neopopularista, a tristaniana, a cavaleiresca e a hagiográfica. Invariavelmente instigada por um ideário de pendor nacionalista, fundamente comprometida com a reescrita rectificativa do património literário canónico, a obra de Lopes Vieira afirma-se como espaço propiciatório de um medievalismo utópico que, antes de ser figurino estético ou ponto de fuga lenificante na alteridade do passado, se quer senda de regeneração futura.

Afonso Lopes Vieira’s (1878-1946) multifarious work, apart from fully illustrating a neo-romantic Weltanschauung, also provides an invaluable insight into the emergence and strengthening of a medievalist imagination that, though never dismissing its 19th century origins, is responsive to new aesthetic and doctrinal claims concomitant with the turn of century. So as to look into both the different manifestations and the multifunctional role of the medievalist repertory, we have conducted an extensive survey of the author’s literary work (including his essays, poetry and fiction), seeking to read it within the intricate fin-de-siècle and early 20th century literary framework and setting it at the juncture of diversified ideological trends. In view of its operative value, we have then chosen to single out a number of critical and imaginative categories of medievalism, as represented in Vieira’s work, covering such topics as neo- -troubadourism, the tristanian myth or the array of chivalric and hagiographical themes dealt with. Invariably incited by an unrelenting nationalistic outlook, persistently committed to a revisionist rewriting of the literary canon, Vieira’s work opens up a space of utopian medievalism that, far from inducing contemporary solace in the alterity of the past, voices the urge for future regeneration.
URI: http://hdl.handle.net/10773/2862
appears in collectionsUA - Teses de doutoramento
DLC - Teses de doutoramento

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