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 Relação supervisiva no processo de morte em pediatria : ajudar os que ajudam a lidar com a morte de uma criança
Please use this identifier to cite or link to this item http://hdl.handle.net/10773/1408

title: Relação supervisiva no processo de morte em pediatria : ajudar os que ajudam a lidar com a morte de uma criança
authors: Campos, Cátia Filipa Guedes de
advisors: Pereira, Anabela Maria de Sousa
keywords: Supervisão
Cuidados de enfermagem
Cuidados com as crianças
Papel da família
Morte
issue date: 2009
publisher: Universidade de Aveiro
abstract: A Morte é o maior mistério da vida, o que mais nos faz pensar no sentido da nossa existência. Na área da saúde este tema é bastante contraditório uma vez que os enfermeiros são formados para cuidar. Embora cuidar seja também preparar para a morte, subentende-se que seja tão-somente promover a vida. Quando a criança é o nosso foco principal da morte, o tema torna-se ainda mais conflituoso e marcante uma vez que contraria o desenvolvimento de todo o ciclo vital, que pressupõe que todos nascemos, crescemos, tornamo-nos adultos e morremos. A realidade é que os enfermeiros são os profissionais de saúde que passam mais tempo a cuidar de doentes que caminham para a morte, e sentem-se ansiosos, desconfortáveis e constrangidos, vendo-se muitas vezes forçados a distanciarem-se dos pacientes que se encontram a morrer. Consideramos como objectivo principal deste estudo compreender de que forma a supervisão pode contribuir para o desenvolvimento de competências para lidar com a morte de uma criança. É um estudo de natureza correlacional descritiva em que a abordagem metodológica utilizada é quantitativa. Foram aplicados questionários a 204 alunos de quatro Escolas Superiores de Enfermagem de diferentes zonas do país, e a 66 enfermeiros dos Hospitais de Aveiro e Pediátrico de Coimbra, sendo que a amostra é maioritariamente feminina. Os resultados obtidos permitiram concluir que os estudantes de enfermagem e os enfermeiros são pouco ansiosos, sendo que os estudantes têm um nível de ansiedade mais elevado do que os profissionais. Verificamos também que não existem diferenças estatisticamente significativas entre enfermeiros e estudantes de enfermagem relativamente à valorização da supervisão clínica no desenvolvimento de competências para lidar com a morte de uma criança. Concluímos igualmente que são os enfermeiros que têm mais medo e preocupação em relação à morte do que os estudantes de enfermagem. Consideramos ser pertinente um maior investimento na formação inicial dos enfermeiros, para que futuramente, a competência e confiança na prestação de cuidados, a doentes que se encontram em fim de vida, possa ser enriquecido e facilitado. Acreditamos também, que a aposta em acções de formação, ou mesmo reuniões, para a partilha informal de experiências vividas e sentidas no quotidiano profissional dos enfermeiros, constituem um determinante contributo, não só para a carreira profissional como também para a formação de carácter e personalidade do enfermeiro. ABSTRACT: Death is life’s greatest mystery, one that makes us wonder about the meaning of our existence as human beings. In health care, this subject is a matter constantly under great deal of discussion and contradiction, given that nurse’s primary trainings concern caring, attention and vigilance towards patients. Despite of the fact that caring concerns also a preparation for death itself, we must consider that, simultaneously, it promotes life and well-being. Once that children are our main concern regarding death, the discussion matter becomes even more filled up with conflict and disagreement – it contradicts our natural social circle of growth as humans, which includes several steps: we are born, we grow, we reach adulthood and we all eventually die. Truth is that nurses are, from all the heath care professionals, the ones who spend more time taking care of patients at death doors, and for that reason, they experience anxiety, discomfort or constraint, forcing them, several times, to length the distance between the nurse-patient relationship. We have considered that the final purpose of this essay is to understand in what way clinical supervision may contribute to the development of skills to handle the death of a child. This is a descriptive correlational study in which the methodological approach used is essentially quantitative. A survey was taken; 204 nursing students from four schools of Higher Learning in Nursing from different parts of the country were questioned; 66 nurses from the Hospital of Aveiro and the Paediatrician Hospital of Coimbra. The majority of the people sampled were female. Upon analyzing the obtained results, we can conclude that both the nursing students and the nurses suffer from low levels of anxiety, though students reveal to be more anxious then the trained professionals. We also have verified that, statistically speaking, there are no significant differences between nurses and nursing students when it comes to valuing clinical supervision upon developing skills in order to handle a child’s death. Furthermore, we add to conclusion the observation that nurses reveal a greater deal of fear and concern towards death when compared to nursing students. In conclusion, we value the relevance of a more significant investment in the training of nurses, so that, the ability and confidence in health caring to terminal patients may be enriched and facilitated. Finally, we truly believe that enhancing formations or even meetings, providing opportunities to share, informally, personal experiences from our daily lives as nurses, are an important contribution, not only to our professional careers, but also to build up our personalities.
description: Mestrado em Supervisão
URI: http://hdl.handle.net/10773/1408
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